segunda-feira, fevereiro 16, 2009

A Dieta do coração.


Não nego, acho bonito dizer que vivo intensamente. Não é mentira, sou péssimo nessa história de parcimônia, parece que na outra vida tive morri por inanição de sentimentos. Hoje vejo um prato cheio de sensações e emoção e como até engasgar de tão rápido. Obviamente, nem sempre faz bem.

Ser intenso é sim bonito, soa rebelde e romântico, mas gera consequências. A fartura invariavelmente provoca obesidade. Difícil manter uma dieta equilibrada quando se é compulsivo por sentimentos. Portanto, após 29 anos de farra sentimento-alimentar, percebi que talvez eu esteja precisando de uma dieta. Resolvi controlar os grupos de sentimentos.

Primeiro devo cortar a paixão. Ela é o aperitivo que abre o apetite do coração. A paixão sempre chega antes, farta e bem servida, junta a fome com a vontade de comer. Se estamos de coração vazio podemos até nos empanturrar de paixão a ponto de não sobrar espaço pra mais nada.

Na sequência, elimino o grupo dos encantamentos. Nada de consumir coisas que te façam sentir que está descobrindo um novo mundo. De que está presenciando verdadeiras novas experiências. Nada que te faça sentir que, de alguma maneira, sua vida nunca mais será a mesma.

O grupo da intimidade também deve ser evitado. Desde a despreocupação em encostar em qualquer parte da pessoa, até realizar uma fantasia sexual interminável. Não é hora de se sentir relaxado, de sorrir ao ver alguém dormindo, de se despir.

O comprometimento é completamente vetado. Laços, nós, correntes, nada disso pode nem passar perto do coração. Uma vez que se provam quaisquer tipos de comprometimento, o processo de engorda é praticamente irreversível. Além de ser difícil de digerir, provoca feridas horríveis se expelidos antes da hora.

Acredito que evitando esses grupos de sentimento estou a salvo por um tempo. Posso, enfim, perder o peso que faz meu coração se arrastar, empanturrado. Essa carga que ás vezes ele parece querer expelir de tão cheio. Para de novo ficar vazio, puro, novo.

Como toda dieta, devemos evitar tudo aquilo que mais gostamos na vida, aquilo por que vivemos, com o objetivo único de melhorar nossa saúde, mirando mais e mais experiências gastro-sentimentais.

Caso dê errado, acabamos chegando no sentimento mais letal de todos, o amor. E esse não se pode evitar, não se corta, diminui, impede. Afinal o destino dele não é o coração como tantos dizem. É os pulmões...

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Mood of the Day!

I don’t know what’s right and what’s real anymore
I don’t know how I’m meant to feel anymore
When we think it will all become clear
‘Cuz I’m being taken over by The Fear


Lily Allen - The Fear

DJKast #032 e 33 - Dose Dupla

Como semana passada falhei, compenso essa semana com dois DJKasts.

O episódio 32 do DJKast traz a primeira da série encontros inusitados, onde toco dois artistas diferentes que em algum momento sei lá por que, resolveram tocar juntos. No segundo bloco bandas com sonoridade única e ainda assim pop. Espero que gostem.

Rolaram:

Iggy Pop - The Passenger
B52's - Roam
Iggy Pop & Kate Pierson - Candy
Cake - Perhaps, Perhaps, Perhaps
Fun Lovin Criminals - Scooby Snacks
LMFAO - I'm in Miami Bitch
Blitz - Mais Uma de Amor (Geme, Geme)

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Diga 33. Esse é o número do novo DJKast, que inova mais uma vez com algo que ainda vira alguma coisa. Você escuta a música original e na sequência o safado que usou um sample dessa música. Depois duas músicas que eu simplesmente estava com vontade de tocar. Fui.

Rolaram:

Lynyrd Skynyrd - Sweet Home Alabama
Kid Rock - All Summer Long
Ray Charles - Georgia on My Mind
Ludacris - Georgia
Madonna - Vogue (4 Minutes Mix)
Lily Allen - The Fear
Angelmoon feat. Moony - He's All i Want

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quarta-feira, fevereiro 11, 2009

What Suits You?


O rapaz acima, claramente, não é nenhum exemplo de elegância. Só chamaria a atenção de uma mulher que estivesse interessada em saber onde é o McDonalds mais próximo.
Mas o pessoal da GQ resolveu dar um tapa no terno do moço. Sim, é ele mesmo aqui embaixo. E aí? Acha que aquele terno de 150 reais que você comprou para um casamento em 2002 é o bastante?


Surrupiado do Homens Modernos

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Muita coisa, pouco espaço.


Faz tempo que não escrevo nada para minha série "Vivo numa caixa de fósforo".Mas sempre estou pesquisando boas soluções para nós, homens e mulheres desprovidos de espaço.

Para isso selecionei 3 links direto do Fresh Home (blog que eu indico pra quem gosta de decoração e arquitetura).

Conheça aqui:

5 dicas para decorar um apartamento pequeno

Como montar um Home Office

Mesinha mágica que não ocupa espaço.

Eye Candy!

Não dá pra errar quando se mistura mulher bonita com velocidade. De bikini então...

Danica Patrick - Piloto de Fórmula Indy

Mood of the Day!

I serve my head up on a plate.
It's only comfort, calling late.
Cuz there's nothing else to do,
Every me and every you.
Every me and every you,
Every Me...he


Placebo - Every me, Every You

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Mood of the Day!

Dyou get scared to feel so much?
To let somebody touch you?
So hot, so cold, so far so out of control
Hard to come by, and harder to hold


The Sisters Of Mercy - More

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Mood of the Day!


U2 - Running to Stand Still

And so she woke up
]from where she was lying still
Said we got to do something about where were going
Step on a steam train
Step out of the driving train
Maybe run from the darkness in the night
Singing ha la la la de day
Singing ha la la la de day
Sweet the sin
But the bitter taste in my mouth
I see seven towers
But I only see one way out
You got to cry without weeping
Talk without speaking
Scream without raising your voice, you know
I took the poison, from the poison stream,
Then I floated out of here
Singing ha la la la de day
Singing ha la la la de day
She runs through the streets
With her eyes painted red
Under black belly of cloud in the rain
In through a doorway she brings me
White gold and pearls stolen from the sea
She is raging
She is raging and the storm blows up in her eyes
She will suffer the needle chill
She is running to stand still

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Sorte pra hoje ou pra amanhã?


Todo dia, ao menos uma vez, você se encontra em uma situação em que está dividido, onde os dois lados de seu cérebro não conseguem entrar em consenso. Na maioria das vezes, o lado racional apresenta a opção “correta”, argumenta, fundamenta, passo a passo explica o porquê a sua alternativa é certa. O lado emocional também faz sua parte, acelera seu coração, joga água em sua boca, gela se estômago. Se você pedisse ao lado emocional uma razão para seguir sua alternativa ele só lhe responderia “Porque eu quero”. O que muitas vezes é o bastante. Mas nem sempre.

Algumas vezes o dilema chega a níveis insuportáveis, não se consegue desocupar o espaço do cérebro com outra coisa que não seja a bendita decisão. O passar do tempo só piora a situação, e tem-se que tomar a única atitude eficiente e lógica. Decidir na sorte.

Cada um tem seu método, ás vezes varia de acordo com a situação, outras o horário, ou que se tem a mão. Muito trapaceiam de leve, escolhendo um método que beneficie mais uma chance ou outra. Mas o que vale é transportar a decisão para as probabilidades e a tirar de sua cabeça.

Uma técnica conhecida mistura probabilidade com técnica. “Se eu acertar esse papel amassado naquele lixo eu vou. Se errar não vou.”. É uma técnica muito usada por jogadores profissionais de bola de papel amassado para decidirem se devem comprar a terceira TV de LCD nova no último ano ou pagar um plano de previdência.

Mulheres preferem usar os meios de comunicação. São um pouco mais honestas. “Vou mandar uma mensagem, se ele aparecer lá é porque devo beijar, se não mando outra quando estiver bêbada.”. É muito usada por pessoas que tendem a favorecer o lado emocional.

As coisas mais simples podem ser usadas para resolver todo tipo de dilema. Dizem que antes de decidir o ataque a Hiroshima, o presidente Truman jogou palitinho com cada um de seus assessores. Já o piloto do Enola Gay, avião que transportou a bomba, disse que se morressem mais de 100.000 pessoas ele compraria um casaco de pele pra esposa. Horrível né? Coitados dos bichinhos.

Seja para uma grande ou pequena decisão, é inevitável recorrer à sorte de vez em quando, deixa-la fazer sua mágica, decidir o que não temos estômago ou cabeça para decidir. Ganhar ou perder no jogo é conseqüência.

Mood of the Day!

Perfeito para uma segunda.

Blitz - Mais Uma de Amor

sexta-feira, janeiro 30, 2009

DJKast #031

Underground ou Mainstream? Qual a sua praia? Eu não tenho nenhuma, portanto circulo pelos dois, olhando de longe. Por isso, essa semana trago dois blocos que cobrem as duas áreas. No primeiro, bandas desconhecidas do público em geral, mas bem interessantes. No segundo, só babas de rádio, dance/pop. Espero que gostem.

Rolaram:

Cut Copy - Feel The Love
LCD Soundsystem - All My Friends
Friendly Fires - Skeleton Boy
Lady Gaga - Just Dance
David Guetta - Everytime We Touch
House Boulevard - Set Me Free
La Bouche - Be My Lover


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quinta-feira, janeiro 22, 2009

DJKast #030 - I Heart NY



Uma carta de amor. É quase isso que fiz selecionando as músicas para esse programa. Desde que fui a primeira vez que fui a New York senti que a cidade combinava comigo. Uma São Paulo que funciona. Assim no primeiro bloco toco algumas músicas que falam da cidade e no segundo outras que me fazem sentir um pouquinho mais perto de lá. Espero que gostem.

Rolaram:

Frank Sinatra vs Notorious BIG - New York, New York
Beastie Boys - An Open Letter to NYC
Moby - New York, New York
Madonna - I Love New York
Billie Holiday - Autumn in New York
Louis Armstrong - I'm Just Lucky So and So
Frank Sinatra - I Won't Dance
La Cubanita - Toca Me

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sexta-feira, janeiro 16, 2009

Mood of the Day!

Esse vídeo foi feito por um ótimo fotógrafo, dedicado editor de vídeos e feliz namorado. Basicamente, ele fez um álbum de fotos de uma viagem que fez com a namorada para o Japão, compilou as fotos em uma velocidade de 6 frames por segundo e encaixou uma trilha bacana (que já viciei). Haja paciência, mas impressionante como parece passar muito bem o clima de sua viagem. Honestamente, fiquei com inveja. Mas a gente chega lá.


This is Japan! from Eric Testroete on Vimeo.
LCD Soundsystem - All My Friends

That's how it starts.
We go back to your house.
We check the charts,
And start to figure it out.

And if it's crowded, all the better,
because we know we're gonna be up late.
But if you're worried about the weather
then you picked the wrong place to stay.
That's how it starts.

And so it starts.
You switch the engine on.
We set controls for the heart of the sun,
one of the ways we show our age.

And if the sun comes up, if the sun comes up, if the sun comes up
and I still don't wanna stagger home.
Then it's the memory of our betters
that are keeping us on our feet.

You spent the first five years trying to get with the plan,
and the next five years trying to be with your friends again.

You're talking 45 turns just as fast as you can,
yeah, I know it gets tired, but it's better when we pretend.

It comes apart,
the way it does in bad films.
Except in parts,
when the moral kicks in.

Though when we're running out of the drugs
and the conversation's winding away.
I wouldn't trade one stupid decision
for another five years of lies.

You drop the first ten years just as fast as you can,
and the next ten people who are trying to be polite.
When you're blowing eighty-five days in the middle of France,
Yeah, I know it gets tired only where are your friends tonight?

And to tell the truth.
Oh, this could be the last time.
So here we go,
like a sail's force into the night

And if I made a fool, if I made a fool, if I made a fool
on the road, there's always this.
And if I'm sewn into submission,
I can still come home to this.

And with a face like a dad and a laughable stand,
you can sleep on the plane or review what you said.
When you're drunk and the kids leave impossible tasks
you think over and over, "hey, I'm finally dead."

Oh, if the trip and the plan come apart in your hand,
you look contorted on yourself your ridiculous prop.
You forgot what you meant when you read what you said,
and you always knew you were tired, but then,
where are your friends tonight?

Where are your friends tonight?
Where are your friends tonight?

If I could see all my friends tonight,
If I could see all my friends tonight,
If I could see all my friends tonight,
If I could see all my friends tonight

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Velozes e Furiosos!

Sou fã assumido da franquia Velozes e Furiosos, sim, eu sei que os filmes não são um primor de cinematografia, mas adoro carros mexidos e mulheres bonitas, e nisso eles mandam muito bem.

O quarto filme da série resgata os personagens originais Brian O'Conner (Paul Walker) e Dominic Toretto (Vin Diesel) além de suas fantásticas namoradas. Isso dá a entender que finalmente teremos uma continuação adequada para o primeiro, que devo ter assistido umas 84 vezes.

Saiu o trailer completo ontem, e me animou muito. Deem uma olhada.


OmeleTV: Velozes e Furiosos 4 (Trailer) from Omelete on Vimeo.

terça-feira, janeiro 06, 2009

Mentiras Sinceras


Depois da sugestão da Fê e da Paula, resolvi escrever sobre esse tema. Sem dúvida já falei sobre o papel das mentiras em nossas vidas, sem dúvida faz tempo, sem dúvida minha opinião mudou. Logo, não há dúvida que o tópico vale a pena.

É difícil apontar alguém que me conheça de verdade, que não coloque a sinceridade entre as qualidades que possuo. Mais do que isso, na maioria das vezes dizem que sou dotado de sinceridade cruel. Falo o que tiver que falar, doa o quanto doer. Concordo plenamente com isso, no meu mundo ideal, onde as coisas funcionam de acordo com o que penso, falar a verdade crua sempre é a melhor opção. Ou era pelo menos.

Apesar de continuar sendo sincero na grande maioria das vezes, hoje já me pergunto se certas verdades devam ser ditas em voz alta. Quantas vezes, exprimir meus reais sentimentos é necessário e quantas outras é puro exercício de opressão. Até que ponto minha sinceridade é qualidade e não defeito.

Analisando meu histórico, lembro de inúmeras situações em que a verdade que eu disse só jogou contra mim. Fiz questão de exprimir exatamente o que estava pensando, numa situação em que isso era absolutamente desnecessário, inútil e pior do que tudo, dolorido. É aí que penso nas tais mentiras sinceras.

A contradição cantada por Cazuza, diz que “mentiras sinceras o interessam”, e pelo que vejo, interessa a todos nós. Um mundo sem mentiras é absolutamente impraticável. Quase ninguém agüenta ouvir a verdade, por mais que dentro de nós a reconhecemos, não nos sentimos nada confortáveis em vê-las zanzando por aí, livres das amarras de nossa mente. O que está dentro de nós é o que temos de mais íntimo, e por muitas vezes, não deixaremos entrar um sopro de ar ou uma fresta de luz lá dentro, até o dia de nossa morte, principalmente para certos cantinhos escondidos dos nosso pensamentos.

Querer enfiar uma lanterna a força lá dentro desses aposentos secretos, é falta de educação e tato, alem de uma imensa demonstração de insensibilidade. Mentiras sinceras, podem ser a maior prova de amor existente em certa ocasiões, afinal nem sempre dizer o que queremos dizer é a melhor maneira de ajudar alguém. Muitas vezes basta dizer o que a pessoa quer escutar.

Acho a amizade entre mulheres muito frágil, existe sem dúvida, mas sua competitividade instintiva, impossibilita laços fortes como a de homens. Não raro, ouvimos meninas dizendo que só conseguem conversar certos assuntos com meninos. Já com os homens não, nos bastamos em relação a amizade. Mas tem uma coisa em que só as mulheres se entendem. Quando uma moça pede ajuda para uma amiga, reclama, pede conselho, nem sempre quer escutar sua real opinião. Muitas vezes o que ela realmente precisa é solidariedade, só. Não quer aprender, resolver, mudar. Quer só um ombro, um muro de lamentações, ou mesmo mais uma voz amaldiçoando seu ex-namorado. Homens não entendem isso, acabam insistindo em fazer o “certo”, e atrapalham quando tentam ajudar.

Mentiras sinceras também me interessam, existem coisas aqui dentro de mim que sei que ninguém entenderia, outras mentes não tem meu histórico, não sentem como eu sinto, e o máximo que fariam, seria me dar uma bronca ou alguma solução básica com cara de livro de auto-ajuda. Assim, melhor deixar quieto, afinal, como diria meu primo, tem coisa que é melhor esquecer do que lembrar.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Eye Candy!


Ana Ivanovic ganhou alguma coisa hoje. Não sei o que é nem como foi, mas tenho certeza que ela mereceu...

Começar de novo


O ano começa e não se pensa em outra coisa que não as tradicionais resoluções de fim de ano. Uns fazem listas, outros pedem pra Deus e outros nem dão atenção. Ano passado eu fiz uma lista dessas escritas mesmo. A danada passou os 365 dias enfurnada em minha carteira, sem muita atenção. Hoje resolvi dar uma olhada pra saber se adiantou de alguma coisa.

Vamos lá:

1 – Emagrecer (de verdade) – (Parcialmente Cumprida)
Emagrecer de verdade queria dizer ficar completamente magro, sem barriga, sem vergonha de andar na praia. Isso não consegui, mas voltei ao menor peso que já tive, e isso já é um enorme passo. Me anima muito mais a continuar o processo, visto que o caminho não é tão longo. Digamos que será uma resolução para ser cumprida em dois anos.

2 – Correr uma 10K – (Fail)
O objetivo era correr e completar uma dessas corridas de 10km. Nem cheguei perto disso. O fracasso tem a ver com outro fail que contarei mais a frente.

3 – Escrever um livro – (Parcialmente Cumprida)
A idéia era escrever um livro do zero, a partir de uma idéia que já tenho há anos. Mas não fiz isso. Acabei por acidente metso-escrevendo outro, que trabalharei esse ano para tomar forma.

4 – Me alimentar melhor – (Cumprida)
Não é que virei um cara geração saúde, muito menos vegetariano. Mas de fato me alimentei melhor do que no ano anterior. Ainda estou distante de uma alimentação saudável, mas substitui várias coisas ruins por coisas boas, alem de aprender a comer coisas novas.

5 – Fazer um ano inteiro de academia – (Fail)
Tentei, me matriculei por 6 meses. Devo ter freqüentado por 2 e mais um capenga. Essa resolução eu abandono, vi que não é a minha até ter dinheiro para contratar um personal que me coloque na linha.

6 – Renovar meu guarda-roupa – (Parcialmente Cumprida)
Só não foi completa por falta de money. Me desfiz de bastante coisa antiga e adquiri algumas peças novas mais interessantes. Assim como as outras permanece em 2009.

7 – Consumir mais referencias – (Fail)
Queria consumir mais referencias referentes ao que escrevo e trabalho. Mas meio que continuei na mesma. Talvez um pouco mais, mas nada significativo.

Minha leitura disso é boa. Apesar de ter cumprido pouca coisa, tive um desempenho bem melhor do que outros anos. Pensando que não foi um ano nada fácil em vários aspectos, até que mantive alguma determinação. Quanto a 2009, não sei se tenho resoluções novas, ainda me preocupo com as que deixei pendentes. Mas se for pra destacar alguma coisa, estas seriam:
- Me sentir perfeitamente confortável comigo mesmo.
Como já disse milhões de vezes por aqui, após muito tempo, estou completamente sozinho. Tenho família e amigos, mas ninguém fulltime. Obviamente quero encontrar alguém fulltime para mim, mas antes disso quero aprender a ficar bem comigo mesmo. Quero conseguir me sentir pleno apenas comigo mesmo. Estou indo bem, mas ainda falta resolver as tardes de domingo, ás sextas a noite em que ninguém vai sair e as noites estreladas na praia.

- Ter o mínimo de planejamento
Não sou de seguir planejamentos. Mesmo que vez ou outra os faça. Gosto de fazer o que tiver vontade na hora da vontade. Mas para cumprir algumas metas desse ano, preciso me planejar para fazer cada coisa na sua hora, não desperdiçando tempo ou dinheiro.

- Me apaixonar
Porque senão, de que vale tudo isso?

Mood of the Day!

E o primeiro mood of the day de 2009 é brega, bem brega. Mas sou assim mesmo.


Wanessa Camargo e Camila - Abrazame/Me abrace

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Mulher de gravata


Mulheres, usem gravata. Os homens podem até não gostar de usar, mas em vocês (como tudo) fica bem melhor.

Além é claro de ser uma ótima ferramenta para beijos roubados.

Dicas de como usar aqui no site da Gloss.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

2008, modelo 2009


Não sabia bem o que dizer hoje, apesar de ter um milhão de pensamentos na cabeça, não consegui focar em apenas uma coisa. Tenho vivido tanta coisa diferente, tanta coisa boa, que seria injusto dar atenção para algo em especial. A real é que esse último trimestre foi uma montanha russa das boas. Muita coisa ao mesmo tempo, uma surpresa a cada curva, um frio na barriga a cada descida, uma overdose de adrenalina a cada looping.

Olhando o ano inteiro, vejo que conquistei algumas coisas que pretendia. Não necessariamente coisas que estivessem na famosa lista de resoluções de fim de ano, mas até mais importantes. Foi ano passado, mais ou menso nessa mesma época que eu fiz minha quinta tatuagem, o símbolo gráfico de parágrafo, que além de ter um significado claro da minha ligação com a escrita, também carregava o peso de me lembrar que esse ano queria mudar de assunto. Queria trocar de parágrafo na minha própria história. E é aí que fui bem sucedido.

Entro em 2009 sem pendências (fora algumas dívidas, não sou de ferro), não tenho coisas a acertar, problemas antigos a serem resolvidos, dilemas a confrontar. Tudo que enfrentarei no novo ano é relativamente novo, ainda que não trabalhe com o que gosto, já me acertei com essa condição e devo mudá-la aos poucos. Decidi não mudar de apartamento e estou felicíssimo com a decisão. Entendo que tudo que tenho por aqui é o que preciso, não me falta nada e ainda não me mato para pagar as contas.

Foi no setor pessoal que percebi maior evolução. Em família, vi evoluções que nem esperava, com meus amigos fortifiquei os que estavam próximos e me reaproximei dos que havia negligenciado. Fechei o ciclo de um namoro que posso reclamar pouco, com civilidade e a promessa de um dia transformar numa boa amizade.

A cada dia que passa adoto novos e antigos hábitos. Sem o desespero de fazer tudo ao mesmo tempo agora, mas no mínimo fazendo uma coisa diferente de cada vez. Tenho muita sorte em conhecer pessoas novas interessantes, cada uma com sua história, com seu jeito, imensamente ricos de informação e experiência.

Escrever tem me dado cada vez mais prazer, tanto por sentir que desenvolvo de alguma maneira meu hobby, quanto pelos inúmeros comentários, emails, msns de vocês que a cada dia que aparecem me enchem de alegria. Já disse em particular para alguns leitores, mas gostaria de dizer mais uma vez que mais prazer do que ser elogiado por um texto, é saber que o que escrevo por aqui ás vezes ajuda alguém que passa por situação parecida, que tem questionamentos similares ou que apenas precise saber que tem mais alguém por aí com os mesmos problemas.

2008 já está com cara de 2009, e ainda que não seja o maior dos otimistas, sinto que é um ano que promete muito, que terei muito o que comemorar e contar. Sempre analiso meus anos pelos seus highlights, se tenho poucos foi um ano ruim, do contrario bom. E nada tira da minha cabeça que 2009 será cheio de highlights. Feliz ano novo a todos, desejo muitos highlights a todos.

Obrigado Tha Roque, Ka, Tha Nunes Fê, Andarilho, Sally, Francisco, Camila, Márcio, Érika, wall, Túlio, ASA, Helô, Fernanda Tinem, Ciça, Gui, Limão, Sylvain, Lorena, Volponi, Bruna, Imara, mc, Ângela, K., Tica, santocasto, Karen, P.R.A., Ro Clemente, Ingrid, babi, Sandra de Paula, Lia, Fujii, Pedro Barcellos, Ana Helena, Cris, Paulo, MM, Willyan Cordeiro, Diandra, Kelvin Wallace Souza, Nane Néri, Ana Paula, Lenon Mendes, Murilo, todos anonimos e todos os outros que posso ter passado batido. Vocês verdadeiramente fazem a vida deste blogueiro melhor.

PS: Esse blog entrará em recesso (com alguns posts programados) a partir de hoje, e a não ser que tenha algo muito importante a dizer, volto dia 5.

Eye Candy!

Beleza é fácil se comprar. Já charme...

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Cada um tem o que merece.



Essa é uma das maiores verdades que já ouvi na vida. Só temos o que merecemos mesmo, seja bom ou ruim. A vida não é injusta, o mundo não é injusto, seja lá o que passarmos, merecemos isso. Pra mim é mais fácil ainda, visto que sou espírita e acredito que tudo tem um porquê.

Mas você pode pensar que por muitas vezes viveu coisas muito ruins, que não fez nada para merecer isso. Maomeno. Como já discuti aqui, a história do Livre Arbítrio nos coloca um grande poder e consequentemente, responsabilidade nas mãos. Ao mesmo tempo que podemos fazer o que bem entendermos, somos responsáveis por isso. E não fazer nada é opção também, não é obrigação.

Tendemos a achar que não temos opção, que a situação que estamos é inevitável, e que devemos aceitar nossa realidade. Mentira. Seja lá qual for sua dificuldade, esta pode ser superada. Pode ser um milhão de vezes mais difícil do que para outras pessoas, mas é possível. Ainda acha que é impossível, e que no seu caso realmente não tem opção? Assista para-olimpíadas, eles tem um bom argumento.

Isto posto, vimos que nossa realidade só depende de nós, e consequentemente, quem decide o que merecemos somos nós mesmos. Se vivemos infelizes em nossos trabalhos, merecemos essa infelicidade por não termos coragem e força de vontade de procurar outro melhor, se sofremos num relacionamento, a mesma coisa. Assim como, quando estamos uma fase em que tudo parece dar certo para nós, devemos ter a consciência de que graças a nossos esforços chegamos a isso, não é sorte, não é facilidade, é fruto de nossa postura e conduta.

Acredito então, que cada vez que eu me der mal, que estiver triste por algum motivo, devo parar pra pensar porque estou fazendo isso comigo mesmo. Porque deixei que decidissem por mim o que eu merecia, me lembro da responsabilidade que tenho pelas minhas decisões e analiso o que ando achando que mereço.

Sou seguro o suficiente para saber que mereço muito, que tenho defeitos claro, mas que pegando pela média, eu mereço muita coisa boa. Portanto, não paro de pensar que minha realidade ainda está longe da que mereço, não aceito viver na fantasia de uma vida ideal, vou atrás dela, porque sei que é nela que devo viver, sem pensar no fim da vida que aceitei muito menos, e perceber que eu mesmo acreditei que mereci isso.

Não é bobagem de correr atrás de seus sonhos, de buscar o sucesso, apenas busque o que é seu por direito, o quanto você sabe que vale, se não buscar entenda que voc6e mesmo foi quem decidiu que valia menos. Se não se conformar com isso, faça alguma coisa, batalhe, tente, se mexa, só não espere que as coisas caiam do céu, pois não haverá surpresa. Cada um tem o que merece.

Mood of the Day!

Terceiro clipe do NX Zero dirigido pelo Laganaro.

Nx Zero - Daqui pra Frente

UPDATE: Vai a letra pras quem quiser cantarolar junto...

Estou aqui pra dizer que eu jamais
Imaginei te ver sofrendo assim
Te ver chorar vai me fazer sofrer ainda mais
Estou aqui pra dizer que eu jamais

Quis te ver assim (quis te ver assim)
E escrever aqui (escrever aqui)
Tudo o que senti

Mas espero que daqui pra frente
Tudo se renove pra nós dois
Nossas vidas são tão diferentes
Viva agora tudo o que sonhou
Muita coisa ainda está por vir
Muita coisa ainda vai mudar
Eu espero que daqui pra frente

Estou aqui pra dizer:seu coração
Vai te mostrar exatamente pra onde ir (que, que, que)
Que temos muito o que viver
Enganar o tempo não dá mais
Estou aqui pra dizer que eu jamais

Quis te ver assim (quis te ver assim)
E escrever aqui (e escrever aqui)
Tudo o que senti

Mas espero que daqui pra frente
Tudo se renove pra nós dois
Nossas vidas são tão diferentes
Viva agora tudo o que sonhou
Muita coisa ainda está por vir
Muita coisa ainda vai mudar
Eu espero que daqui pra frente

Eu sigo o meu caminho
E você siga o seu
E acho que isso é mais forte que eu
Tive minha chance
E não sobrou mais nada
Que possa fazer você ficar

Mas espero que daqui pra frente
Tudo se renove pra nós dois
Nossas vidas são tão diferentes
Viva agora tudo o que sonhou
Muita coisa ainda está por vir
Muita coisa ainda vai mudar
Esse é meu preço pra deixar você ir...

quinta-feira, dezembro 18, 2008

After-Taste


É muito difícil falar o que eu mais gosto em uma mulher. Afinal a obra completa é perfeita. Mas sempre tem algumas coisas que te encantam mais. A delicadeza, os trejeitos, a pele perfeita. Tudo aquilo que nós homens não temos nunca. Mas uma das coisas que mais gosto de uma mulher é o seu after-taste.

Mulheres comuns não tem after-taste, as ruins deixam um gosto amargo, como aquele que se sente apos uma balada cheia de cigarro e whisky. Mas as boas não, elas deixam um rastro de marcas, sabores, cheiros, que prolongam a experiência. Nossos sentidos continuam estimulados por horas, dias, anos.

Por mais que nos deparemos com inúmeras mulheres bonitas na vida, não são todas que ficam gravadas na sua memória. Estas, deixam marcas, patenteiam posições, sorrisos, rostos ao dormir, de modo que não conseguiremos desligar essas imagens de suas donas. Se conseguirmos.

Se tem mulheres que abrem a boca só para estragar seus rostos e corpos bonitos, outras fazem exatamente o contrário. Complementam com palavras, ruídos e gemidos o que nossos olhos contemplam. Isso não está diretamente relacionado com inteligência, por mais que seja igualmente afrodisíaco. Tem a ver com sintonia, com dizer as coisas certas, com o jeito de pronunciar algo sem graça e ainda assim provocar eco em nossas cabeças.

O contato que temos com a mulher é das coisas mais esperadas. É a última coisa a que temos acesso total. Desde a primeira vez que esbarramos um braço “acidentalmente” até o momento em que ela puxa os cabelos da parte de trás de sua cabeça passionalmente. Aqui o que mais me encanta é a iniciativa, a intenção em se manter perto, em mostrar que está aproveitando, ou que não quer que você pare de fazer seja lá o que estiver fazendo.

Indiscutivelmente, cada mulher tem um sabor. A mistura de seus cremes, a bala que gosta, a bebida que toma, sua pele, sua saliva. Esse coquetel fantástico constrói a coisa mais fantástica que qualquer homem pode provar na vida. Haja paladar para apreciar todas as notas e sutilezas. O gosto permanece grudado no céu da boca, fazendo com que seus dias sejam muito mais saborosos.

Por último, e na minha opinião, o mais importante. O cheiro. A fragrância de uma mulher está muito ligada ao seu sabor. Porém, diferente do sentido que seduz a língua, tem a capacidade de permanecer para sempre em nós com facilidade. O cheiro de uma mulher impregna nosso pescoço, nossa roupa de cama, nosso carro. Nos faz acordar mais feliz quando a primeira coisa que sentimos ao acordar, antes mesmo de ver a luz do sol, é sentir seu cheiro e lembrar do que passou. Como after-taste, nada mais forte que o cheiro. Vira e mexe sinto cheiros que me levam para uma década atrás, e me faz sentir exatamente como estava, como se fosse um sonho, que consegue fazer você reviver algo, mesmo sendo uma pessoa completamente diferente.

Feliz Roupa Nova.


Chega o Natal e o Ano Novo, e qualquer homem que se preocupa com o visual pensa no que vai usar nas festinhas de fim de ano. Eu nunca sei se uso branco, preto, bermuda, calça. Ainda não decidi, mas a Diandra compilou ótimas dicas. Dê uma olhada lá no Homens Modernos.

DJKast #029 - Merry Xmas!


Ho, Ho, Ho. O Natal chegou e é hora de cantar músicas bonitas que dizem o mundo é lindo. O primeiro bloco tem três músicas da trilha sonora de Esqueceram de Mim 2, um dos melhores filmes de natal de todos os tempos. Pelo que me disseram. O segundo é mistureba de Pop que por algum motivo faz sentido em estar aqui. Espero que gostem, bom natal e feliz ano novo a todos. Fui.

Rolaram:

New York Coral - Christmas Star
Louis Armstrong - White Christmas
Jingle Bell Rock
Madonna - Give it 2 Me (Paul Oakenfold Remix)
Britney Spears - Womanizer
U2 - New Year's Day
Whigfiled - This Christmas

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quarta-feira, dezembro 17, 2008

Entre Tapas e Beijos.


Nunca entendi esse tipo de relacionamento. Desses que o amor e o ódio dividem curva a curva pra ver quem ganha. Exemplos não me faltam, diversos amigos e amigas viveram e vivem relacionamentos em que os beijos e tapas são constantes. Não raro, esses são os mesmos casais que terminam a relação um milhão de vezes.

Adoro o que não entendo, encaro como desafio, comprender algo que nunca fiz ou faria. Portanto sempre me pergunto por que as pessoas se submetem a esse processo de dor por tanto tempo. Sim, processo de dor, pois justamente ter amor no meio, as porradas doem muito mais quando chegam.

A explicação mais comum é dizer que tentam porque apesar de tudo, se gostam muito e querem que o relacionamento dê certo. Muitas vezes as brigas acontecem por motivos bobos, que sem perceber viram grandes batalhas de quem consegue ofender mais o outro. Se a briga é muito feia, terminam, e saem provocando um ao outro mesmo quando estão separados. Mas o sangue baixa, eles conversam e acabam voltando.

Deixar alguém de que se gosta não é nada fácil, fica difícil se convencer disso, por mais que o relacionamento esteja um inferno. Afinal, o “maior motivo” para se estar com alguém é o amor não é? Até é, mas não é o bastante. Ás vezes as coisas simplesmente não funcionam, parecem enroscadas. Situações que deveriam ser simples e indolores, são fardos de conflito. Que por mais que aconteçam por motivos bestas, acontecem. Fazendo uma análise rápida, sabe-se quais desses conflitos são esporádicos e quais tendem ao infinito.

Se o amor é razão suficiente para tentar manter uma relação, o ódio é o bastante para se desistir dela. Não tem como se cegar e não perceber que, a partir do momento que você xingou a pessoa que você ama por mais de duas vezes na história, é sinal de que algo está muito errado. Insistir numa relação turbulenta é investimento de alto risco, e quanto mais tempo se fica, maior será o prejuízo para todos.

Há esperança? Sim, a danada é imortal, já presenciei casamentos, filhos, aniversários, entre pessoas que só faltavam se espancar. Todos os dias. Aparentemente conseguiram encontrar um maneira de convivência razoavelmente pacífica, em que os conflitos fossem controlados. Se são felizes eu já não sei.

O que sei é que se dá tanto trabalho pra dar certo, não vale a pena.

Mood of The Day!

Em homenagem a meus amigos comprometidos.



Cesar Menotti & Fabiano - Ciumenta

Eye Candy!

A Elle de Heroes (e também de Veronica Mars)

Mais aqui.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Como dizer não?



Nesse joguinho que os homens jogam com as mulheres todos os dias, as regras mudam todos os dias. Movimentos que um dia foram impensáveis se tornam procedimento padrão, tacadas de gênio se transformam em aquecimento. Não é a toa que o jogo é tão complicado, decorar um imenso manual de instruções em transformação permanente não é fácil.

Uma das regras relativamente novas, está relacionada ao primeiro movimento. Antes, como no xadrez, onde as peças brancas sempre começam, era dos homens a responsabilidade de iniciar o jogo oficialmente, por mais que de certa maneira os “adversários” já estivessem se estudando através de posições, olhares e leves contatos. O homem, da maneira que lhe fosse mais conveniente, fazia o primeiro contato, e daí pra frente começava a partida.

Numa analogia besta, em que um sim significava vitória e o não derrota, o homem era especializado apenas na técnica de ouvir a resposta, cabia a mulher falar. Positiva ou negativa, homens ao redor do mundo aprenderam (melhor ou pior) a decifrar o veredicto de suas pretendidas, enquanto as meninas se viravam para arranjar desculpas quando queriam encerrar a partida.

Pois bem, voltando as regras novas, hoje a história de que o homem sempre dá o primeiro movimento é passado. Ambos os lados estão livres para iniciar o jogo ou esperar pelo movimento do adversário. Vai da preferência, humor ou clima de cada um. Meninas mais atiradas não precisam mais esperar garotos tímidos, podem fazer “a parte deles” e viabilizar algo que nem depois de cem anos aconteceria. Os homens por outro lado podem brincar de ser desejados, fazer charme e provocar a mulher até que ela faça alguma coisa.

Não sou contra mudanças que deixem o jogo mais interessante, porém até nos adaptarmos às novas regras, as partidas podem ficar um tanto turbulentas. Com a mudança, homens estão aprendendo a dizer e mulheres a escutar, e por muitas vezes percebemos que estamos longe de dominar essas novas técnicas. Foi duro o suficiente aprender a lidar com os “nãos”, mas conseguimos. Agora temos que aprender a dizer, e se tem uma coisa para que não fomos programados, foi para recusar mulher.

O caso aqui não tem nada a ver com querermos pegar todas, e sim por termos vivido por anos batalhando por “sims” e de repente temos a oportunidade de decidirmos nós mesmos. Como se controlássemos a resposta das mulheres. O reflexo é o “sim”. Se vencemos nossos reflexos (ou seja, estamos sóbrios o suficiente), ficamos sem jeito em como dizer o “não”. Não queremos ser rudes, grossos, metidos, apenas queremos mostrar que não estamos interessados, mas nem sempre a mensagem é bem recebida. Afinal, as mulheres também ainda estão aprendendo a ouvir. Assim como nosso reflexo é dizer sim, o delas é de acreditar que ainda mandam na situação.

Como isso se resolverá eu não sei, mas entendo muito mais as mulheres hoje em dia, e prometo fazer tudo que for possível para salvá-las de homens inconvenientes, que se recusam a aceitar que o jogo acabou, impedindo qualquer outra partida mais interessante.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Eye Candy!

O tempo passa, e ela só fica melhor.

Jennifer Aniston na capa da GQ de Janeiro.

UPDATE: Achei mais duas. Maiores inclusive, clique na foto para ampliar. Vale a pena.

Contando os dias.



Nunca fui fã de calendários, dou todos que ganho, fora um classudo do James Bond que ganhei ano passado (mas fica de decoração na minha estante), não vejo muita utilidade para calendários mesmo. Posso ver os dias no computador e telefone, então, enquanto não abrir uma borracharia, permaneço assim.

Por outro lado, hoje vi lá no Hypercool o calendário de 2009 da Vogue Paris. A coleção de modelos é fantástica como se pode imaginar, incluindo a brasileira Aline Weber. As fotos são do badalado Terry Richardson, que as clicou como pinups. Dá pra ser melhor?



Para ver todos os meses dá um pulo lá no blog do Sylvain.

PS: Eu quero!

O Amor tem Idade?

Direto do Agridoce eu pergunto: O Amor tem Idade?


Minha ex-ex tem 7 anos a mais do que eu, minha ex tem 7 a menos. Obviamente nunca vi problema em diferença de idade para me relacionar com alguém. Ainda que a diferença pareça ser pequena, na minha idade ainda é bastante relevante. Afinal, quando namorava com a mais velha tinha acabado de sair da pós-adolescência e ela chegando a idade de ter filhos. Já no caso da mais nova, o contrario aconteceu. Começamos quando ela ainda estava no colegial e eu já preparava o terreno para aquietar.

Foi só após o final do segundo relacionamento que percebi, que de certa maneira, meus dois relacionamentos terminaram por causa da tal diferença de idade. Os motivos do fim, a falta de motivação em continuar, foram bem diferentes, mas de uma maneira ou de outra, estavam ligadas a estarmos vivendo em fases diferentes da vida. Numa estranha inversão de papéis sofri o que provoquei e provoquei o que sofri. Foi a diferença de idade que mudou a sintonia entre eu e elas.

A culpa foi da idade? Não. Foram diversos os motivos para o fim de ambos relacionamentos, mas por diversas razões, a idade transformou problemas contornáveis em situação insustentável. Não há como brigar com objetivos, desejos, interesses, energia. Não com todos esses ao mesmo tempo pelo menos. Em ambos casos tive a impressão de que a falta de amor não foi o problema, nem a convivência a dois, faltou combinar o ritmo, e isso só poderia acontecer de vontade dos dois se estivessem na mesma fase da vida.

Mas não acredito que a diferença inviabilize uma relação, e sim a fase. Tenho vários amigos que vivem fases de vida diferentes das que sua idade acusaria. Uns tem quarenta e querem farra, outros tem vinte só procuram sossego. Enquanto existem mulheres que com vinte e três querem casar e ter filhos, outras querem mesmo é experimentar, conhecer, serem completamente livres para se encontrarem.

Existem muitas exceções, mas ainda são exceções, normalmente as pessoas vivem as fases da vida que suas idades sugerem, e não tem como fugir disso. Não dá para pular nenhuma fase, todas tem que ser vividas, pois se não for hoje, uma hora elas voltarão com força total e as opções se reduzirão a vivê-las ou ser eternamente infelizes. E ninguém são escolhe pela infelicidade.

Acredito que se relacionar com alguém de idade diferente é sempre mais complicado, ainda que possível, desde que ambos saibam que já viveram o que tiveram que viver, que a partir do momento que se juntaram tem de estar em sintonia próxima um do outro, do contrario, o ruído será inevitável.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

DJKast #028


O programa de número 28 traz algumas coisas que achei muito legais baixadas na última semana, e o segundo bloco pra quem curte uma fossa, ouvir uma música deprê de vez em quando. Além é claro de um flash diferente, resgatado do fundo do baú. Aproveitem

Rolaram:

Beirut - Elephant Gun
The Killers - Human
Katy Perry - Hot N' Cold
Sarah McLahan - Angel
George Michael - Tonight
Nine Inch Nails - Something i Can Never Have
Ronaldo e os Impedidos - O Nome Dela

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"Sachisfação"

Ok, estou ausente daqui porque a gripe me pegou de jeito e mal consigo fazer o que me pagam. Mas creio que amanhã volto ao normal, ou quase isso.

De qualquer maneira amanhã tem texto no Agridoce e DJKast por aqui. Eu espero.

Beijos e abraços, não me deixem só.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

O Sorriso de Seu Corpo



Preciso criar vergonha na cara, mais um texto perdido porque não consegui terminar nada a tempo.

Para quem não a conhecia, como eu, ela era séria. Imponente, semblante austero, toda de preto. Nunca sorria. Cuidava de tudo, tinha as coisas sob controle, chamava a responsabilidade. Não foi surpresa quando ela começou a dar as cartas de como as coisas seriam dali pra frente.

A noite começou calma, como ela, controlada, sem olhar para ninguém, não por falta de segurança infantil ou “charminho”. E sim porque ela era assim, como a noite, não sorria feito boba alegre, feito o dia. Não recebe a todos de braços abertos, nem te dá calor. Apenas te aceita, você que aprenda o que fazer com ela.

Ao mesmo tempo, os níveis se elevaram, etílico e volume, e todos os corpos começaram a exteriorizar sua graça (ou falta dela). Ela e a noite finalmente começaram a se mostrar, a mostrar o que tem de melhor. Nunca deixando de lado sua face de certo modo opressora, intimidadora. Ninguém se aventura pela noite e sabe o que vai encontrar. É ela quem decide. Se você vai enxergar onde tinha que virar ou parar.

Sempre gostei da noite, o dia é útil, a noite é divertida, interessante. Assim a admiro, observo, perco os olhos tentando descobrir onde ela começa e termina. Mas noite não liga pra ninguém, se move como e quando quer, amanhece quando lhe apetece ou quando o autoritário dia resolve aparecer.

Ela sorri. Não com os lábios, isso seria muito óbvio. Mas de alguma maneira ela sorri, consigo enxergar finalmente, ela não é séria, já faz tempo que ela está sorrindo, mas eu não percebia. Não está estampado no rosto como acontece com o sol num desenho infantil. Seu sorriso é complexo, aparece em fragmentos, se constrói em uma coreografia coordenada. Ela sorri com o corpo.

O semblante não parece mais austero quando se enxerga o todo, sua boca pode estar selada mas isso não a impede de falar e sorrir. Consigo ver finalmente que ela está feliz, que se diverte com tudo que acontece e principalmente que não está impassível, só dá bola para o que quer. Sim, ela sorri, pra quem quer.

Não bastasse o mistério, agora seu sorriso me encantava, me chamava, me fazia querer sorrir junto, na mesmo velocidade, com os mesmos descompassos, no mesmo lugar. O ritmo era completamente diferente, os olhos agora só enxergavam ela e o espaço que a contornava. O espaço que eu invejava. Coloquei um pé, e logo depois o outro, não fui expulso, o sorriso já não cabia no corpo, se alastrava pelas paredes e garrafas do bar.

Logo a mão, o peito, o cheiro e em alguns minutos os lábios selados começaram a cantar, sorrindo, junto com seu corpo todo. Louco de curiosidade, louco de whisky, louco, eu me aproximava cada vez mais. Até o ponto que me encaixei em seu sorriso, fazendo de conta que agora fazia parte de tudo aquilo, da austeridade, do mistério, do sorriso que se move.

A noite gostou de mim. Aquela noite, ela gostou de mim.

domingo, dezembro 07, 2008

Mood of the Day!


Katy Perry - Hot N'Cold

You change your mind
Like a girl changes clothes
Yeah you, PMS
Like a bitch
I would know

And you over think
Always speak
Cryptically

I should know
That you're no good for me

{CHORUS}
Cause you're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in then you're out
You're up then you're down
You're wrong when it's right
It's black and it's white
We fight, we break up
We kiss, we make up
(you) You don't really want to stay, no
(but you) But you don't really want to go-o
You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in then you're out
You're up then you're down

We used to be
Just like twins
So in sync
The same energy
Now's a dead battery
Used to laugh bout nothing
Now your plain boring

I should know that
you're not gonna change

{CHORUS}

Someone call the doctor
Got a case of a love bi-polar
Stuck on a roller coaster
Can't get off this ride


You change your mind
Like a girl changes clothes

sexta-feira, dezembro 05, 2008

“Sou legal, não tô te dando bola”.



Na primeira vez que vi essa comunidade no orkut pensei: Mentira! Mulher que fala isso está mentindo. Mas apurei meu raciocínio e reconsiderei. Não é mentira, é meia-verdade, ou no mínimo um nome mal construído. Na verdade, o que elas querem dizer é “Sou legal, não quero ficar com você”.

Minha experiência com mulheres não é a maior do mundo, mas suficiente para dizer que sim, as mulheres sabem muito bem quando estão dando bola ou não. Afinal, desde que começaram a olhar para os meninos lá no ginásio, estão acostumadas a serem abordadas por homens interessados nelas com segundas intenções. Falando então de mulheres da minha idade, na faixa dos 30, são no mínimo 15 anos de observação. Não é possível que não tenham entendido ainda o que nos faz as abordar.

Acredito não ser possível porque mulheres são bem diferentes dos homens. Elas mesmo vivem dizendo que a maioria de nós somos iguais. E em parte é bem verdade. Ainda que tenhamos diferenças claras, na essência temos os mesmo instintos. Diferente das mulheres que tem cada uma seu “princípio-ativo”. Homens não entendem, nem nunca entenderão as mulheres, podem entender algumas, mas todas? Nunca.

Homens são simples, faça o teste, apareça pelada na frente de qualquer um, se você não for algo exageradamente diferente do que o atrai, a reação será a mesma. Mulheres não, tem cada uma seu processo, seus pedaços, seus pontos fracos. Por mais que também dividam algumas características com as outras de sua “espécie”, manifestam de maneiras completamente diferentes.

Isto posto, aguardo argumentos que comprovem que uma mulher não tenha como saber se está dando bola ou não. Não são todos os homens que tem discernimento para entender que uma mulher pode muito bem dar bola sem querer ficar com ele.

Mulheres que dão bola sem querer nada, o fazem por diversas razões. Algumas querem que todos babem por ela, outras querem apenas atenção, mas a maioria não pensa nas conseqüências do que está fazendo. São naturais, são elas mesmas, e acabam pagando por isso. Justo? Não sei, mas por séculos, foi responsabilidade do homem cortejar a mulher, e fazemos isso no escuro, com a ajuda no máximo de um olhar, portanto não sejam duras conosco, não é fácil saber o que vocês querem.

Meninas legais do mundo, nós te entendemos, mesmo dando bola, podemos relevar e não julga-las por insinuar algo que na verdade não querem. Mas nos agüentem, ou prestem mais atenção quando quiserem chamar um homem para jantar, dançar sensualmente, pegar demais ou ligar para eles quando estiverem bêbadas. Não lemos mentes, e já que é para adivinhar algo, vamos pensar no que for mais interessante para nós.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Silhueta



Hoje não consegui escrever, daí achei esse texto perdido nos arquivos. Li e achei bom, então não custa publicar.



Cheguei em casa e já era amanhã. Uma faixa dourada no horizonte me lembrou você. Não que você a notaria, mas o súbito interesse em saber porque não notava como eu. Eu apontava maravilhado, mas você só se maravilhava com o meu rosto.

Cheguei em casa pensando em ontem. Qual “ontem” não tem importância, era apenas o referencial do que passou pros sentidos mas não pros sentimentos. Ontem peguei sua mão que apesar de não estar ainda é. Sua mão fazia a minha melhor.

Cheguei em casa e negava o hoje. Hoje não existe nada, não existe eu ou você, existe a lembrança do que foi e do que poderia ter sido. Hoje, eu queria que fosse ontem e desdenhava do amanhã. Mesmo que ontem não tenha sido perfeito, sei que amanhã também não será.

Em casa me sinto fora, a faixa dourada se foi e sobrou o lençol amarrotado. Ele vai tentar, mas nunca será páreo para seus braços. Ele pode tentar me esquentar, me envolver, me receber. Mas nunca me livrará do frio, do desolamento, do vazio.

Na cama eu sou só carne. Minha alma anda por aí, procurando o rumo, sem saber muito bem para onde. Nem por isso pára de andar, ás vezes tenta achar o caminho de casa, outras pega a estrada para longe daqui. Eu aguardo, não mando, não ordeno, apenas espero, quem sabe um dia acorde e esteja deitada comigo.

Sinto sua falta. Sinto que era o que me fazia e tenho medo de nunca mais ser. O sol não deixou de brilhar, continua invadindo minhas pálpebras preguiçosas, continua revelando o que sou, continua clareando minha calçada só não sei muito bem pra que.

Cheguei em casa e já era amanhã. Uma faixa dourada acabou de esvair no horizonte. A luz é tênue, derrama-se sobre os lençóis amarrotados, que caprichosos compõem uma silhueta. Não sou eu, não é você, é apenas uma silhueta que por si só ficará lá por alguns minutos. A cada dia esses minutos diminuirão, pouco a pouco, até mudar a estação, até minha alma voltar e tomar seu lugar.

DJKast #027



O número 27 é especial para mim já há algum tempo. Não sei porquê, nem quando isso começou, mas é. Nada de fascinação ou superstição, só gosto mesmo. Por isso nesse programa toquei o que mais gosto, pelo menos no momento. Espero que curtam.

Rolaram:

AC/DC - If You Want Blood (You've Got It)
Korn - Freak On A Leash (Feat. Amy Lee)
Bon Jovi - Wanted Dead or Alive
Alabama - Dixieland Delight
West Rocky - Três Whiskies
Garth Brooks - Ain't Go Down (Till The Sun Comes Up)
Space Cowboy - I Would Die
Moony - I Don't Know Why
Bomb The Bass - Beat Dis
Cover Girls - Show Me

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quarta-feira, dezembro 03, 2008

A Pessoa Ideal



Qualquer sonhador que se preza, já pensou em quem seria a pessoa ideal para si próprio. Idealizamos as roupas que usaria, os lugares que iria, a música que gostaria, como usaria o cabelo, etc. Pintamos baseados em nós mesmos, nossas metades, que se não espelham nossas qualidades, compensam nossos defeitos.

Eu nunca tive um ideal de pessoa traçado. Até “ter” as pessoas. Hoje consigo muito bem enxergar as similaridades das pessoas que tive, e viciado que sou, achar um padrão nos comportamentos e posturas. Obviamente não sei até onde essas pessoas possuíam essas qualidades ou mudaram de postura. As escolhi porque eram assim ou simplesmente as transformei no que queria?

A melhor maneira de descobrir isso é observar o que as pessoas se tornaram após se separarem de mim, mas mesmo assim, a perda de intimidade e seus novos relacionamentos podem facilmente contaminar meu julgamento. Então acabo ficando com minha capacidade de observação para teorizar.

Baseado nisso, enxergo algumas coisas que tem maior ou menor chance de pertencer às pessoas, para assim, desenhar o que pode se parecer com a minha pessoa ideal. Evitando qualquer tipo de projeção ou comparação, vejo o que eu queria que mudasse ou não em meus antigos relacionamentos, cruzo as informações e encontro os pontos importantes nas relações que vivi, coisas que gostaria de ter independente de fase ou pessoa.

O físico me importa pouco. Não que a atração seja dispensável, mas não tenho preferência clara por nenhum tipo específico. Tenho amigos que namoram com cópias de ex-namoradas. Uns sempre namoram loiras, outros, magrelas. Mas eu não, já namorei magrela, gordinha, loira, morena, alta ou baixa. Acredito que seja porque para mim, o que conta é o charme. A mulher pode ser maravilhosa e gostosa, se não tiver charme, não me atraio nem um pouco.

A cabeça me importa muito. Não preciso que seja super dotada, mas não rola namorar com uma “porta”. Me interesso por muita coisa e sempre quero aprender, se a pessoa que está do meu lado não demonstra interesse em nada, tenho sérios problemas para lidar com isso. Não que seja errado, afinal, sei que não sou como a maioria, geralmente temos interesses específicos e nos aprofundamos neles. Eu sou o errado que quer saber de tudo.

A vaidade é ponto primordial. Não é segredo de ninguém que sou vaidoso, tenho prazer em escolher a roupa que vou colocar de manhã, gasto uma fortuna para cortar o cabelo num lugar bom. Mais uma vez, nada de ser o homem padrão que veste o que estiver mais fácil e apara o cabelo no barbeiro. Por isso mesmo, mulher para mim tem que ser muito vaidosa. Tem que conhecer, se interessar, se cuidar mais do que eu. Não posso ser o mais vaidoso da relação.

Tudo isso, além de qualidades essenciais como lealdade, respeito, boa educação, fazem com que eu admire uma pessoa o suficiente para a querer “vesti-la” todos os dias. Para achar que nada ficaria melhor em mim do que ela. Por mais que isso não seja prova de que o relacionamento dê certo.

Eye Candy! (with a twist)

Sempre coloco mulheres maravilhosas nos posts entitulados assim, mas hoje o que me pegou não foi a beleza da moça, e sim sua elegância. Mulher que sabe se vestir com estilo é sonho de consumo de qualquer homem.


Via: The Sartorialist

terça-feira, dezembro 02, 2008

Estou ficando. (Louco)



Não fossem complicadas o suficiente, temos deixado cada vez mais complexas as relações amorosas. Antes era simples, se casava. Depois se namorava e se casava. Mas hoje, poderia encher uma página só de modalidades de relacionamento. Estas variam de definição, tempo, intensidade, intimidade, seriedade. Impossível cravar qual se está vivendo caso não seja uma das modalidades antigas. Enquanto um está de rolo o outro está ficando, e isso pode, ou não, significar a mesma coisa.

Um dia desses, um amigo meu sofreu na pele as conseqüências desse tipo de confusão. Após sair com uma mulher umas quatro vezes (sendo que na última bastante íntima), a encontrou num bar enquanto estava com outra mulher, que já ficava há alguns meses. Não perguntei qual rótulo ele deu pra cada, mas no meu conceito, ele estava de rolo com a moça que conhece há meses e ficando com a fulana dos quatro encontros. Obviamente elas não entenderam assim e não sei até hoje como ele resolveu, se resolveu, esse problema.

É mais uma situação de problema na comunicação, que acredito eu, não é facilmente resolvida. Nenhum homem ou mulher gosta de chegar para uma pessoa e dizer, veja bem, eu fico com você quando rola, mas no meio tempo eu pego outras. O mesmo acontece ao contrário, não é fácil chegar para o outro e dizer, olha, eu não sei você, mas eu estou levando isso a sério, quero logo namorar, então faça o favor de aquietar. Os dois lados perdem e ganham na situação, mas nem sempre na mesma proporção.

Nos namoros e casamentos, ainda que diferentes, conhece-se um código de ética básico, sabe-se quais são os protocolos da relação e a maleabilidade não é tão grande. Já nesses novos tipos de relacionamento, como saber o que é certo e o que é errado? Até onde pode-se cobrar, esperar, fazer? A linha que separa os velhos, dos novos relacionamentos é fina, e vivemos pisando do outro lado sem querer.

Segundo minha definição, todos os relacionamentos novos tem uma elasticidade enorme, afinal, os protocolos não são conhecidos e a compreensão fica mais fácil. As coisas só se complicam quando chegamos no "estamos de rolo" ou "estamos ficando". Como meu amigo bem sabe.

Quando se está ficando, ou de rolo, as coisas se complicam pela possibilidade de se evoluir a relação para algo mais. Afinal, existem mil razões para se “testar” um relacionamento. As pessoas podem querer se conhecer melhor, podem estar em épocas da vida diferentes, podem querer saber se o sexo é bom, ou podem estar apenas com um medo desgraçado de assumir o rotulo de namorados.

Conversava com outro amigo esses dias sobre isso, e perguntei pra ele, qual o prazo máximo que ficantes podem ficar sem se ver, para nutrir algo que pode dar em alguma coisa. Ele foi taxativo: uma semana. Eu dei muita risada pela exatidão de sua informação. Alguns dias depois eu ouvi uma mulher dizendo que tinha ficado 14 dias sem ver seu “ficante” e que a próxima vez que isso acontecesse, nunca mais se veriam.

Vivendo e aprendendo.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Oh Captain, My Captain!



Esse final de semana, durante um churrasco daqueles que confrontam solteiros e casados, um amigo meu casado, apos ouvir as recentes “aventuras” do time dos solteiros levantou uma teoria interessante que eu batizei de: O solteiro alpha.

A questão levantada pelo meu amigo é muito bem fundamentada observando o comportamento dos solteiros de nossa turma na última década. Nesses dez anos, casais se juntaram e separaram, num revezamento natural entre os times. Em alguns momentos um grupo supera o outro, mas em boa parte do tempo existe um razoável equilíbrio.

Mas seja lá qual for a época, sempre existe alguém que chegou antes. O que está solteiro há mais tempo. Os que chegam depois dele vão se aglutinando, formando o time do qual o veterano é o capitão. Os lugares, turmas, horários, estilo de vida em geral, é naturalmente adotado pelos novos integrantes, afinal, estes não sabem muito bem o que fazer no novo estado civil.

O solteiro alpha é quem decide como as coisas vão ser, é aquele que todos ligam, é o que “tem os esquemas”. Mas não é um centralizador, apenas define os padrões, aceita de bom grado as idéias e eventos propostos pelo resto do time. Sendo estas propostas compatíveis com o modelo implantado, não há conflito. Só não dá para vir com cinema no sábado a noite para um alpha que sempre vai pra balada. E vice-versa.

A figura de um “capitão” facilita a vida do time de novatos, que estranhando a nova realidade ficam perdidos a maioria do tempo. Com um solteiro “norteador” a adaptação é menos dolorosa, é questão de tempo para criar um novo universo onde os novatos possam se sentir confortáveis novamente. E deixem de ser novatos.

Obviamente, essa irmandade pode dificultar as coisas se você resolva trocar de time de novo. Mas nada egoísta ou maldoso. Um solteiro alpha que se preste, sabe avaliar quando deve ceder seu jogador para o outro time. Por mais que não colabore tanto quando continua o chamando para todo tipo de partida possível, é um observador que já jogou em outros lugares, entende que esse negócio de amor a camisa é besteira, e que toda dividida, todo desarme, todo gol que marcamos em nas peladas que disputamos, tem apenas um motivo. Conseguir uma boa transferência para o time onde queremos nos aposentar.

Mood of the Day!

Segunda-Feira é dia de Nine Inch Nails. Jájá vem texto.


Nine Inch Nails - Something I Can Never have

I still recall the taste of your tears.
Echoing your voice just like the ringing in my ears.
My favorite dreams of you still wash ashore.
Scraping through my head 'till I don't want to sleep anymore.

[Chorus:]
You make this all go away.
You make this all go away.
I'm down to just one thing.
And I'm starting to scare myself.
You make this all go away.
You make this all go away.
I just want something.
I just want something I can never have

You always were the one to show me how
Back then I couldn't do the things that I can do now.
This thing is slowly taking me apart.
Grey would be the color if I had a heart.

Come on tell me

[Chorus]

In this place it seems like such a shame.
Though it all looks different now,
I know it's still the same
Everywhere I look you're all I see.
Just a fading fucking reminder of who I used to be.

Come on tell me

[Chorus]

I just want something I can never have