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segunda-feira, março 15, 2010

A mediocridade das relações amorosas.


Foto Originalmente daqui.

Medíocre, segundo o dicionário, é tudo aquilo que é “mediano, ordinário, insignificante, vulgar, sem mérito” e por aí vai. Bem, o dicionário falha em precisar a definição. Afinal, no meu entendimento, nem tudo que é mediano é insignificante. Principalmente aplicado às relações pessoais.

Desde que minimamente consciente, todas as relações amorosas que tive na vida foram significantes. Dos grandes desastres (quando a beijo, parece que estou beijando minha irmã) aos grandes sucessos (nossos filhos vão se chamar...) todas tiveram algum impacto em minha vida. Obviamente, os extremos acabam marcando mais nossas vidas. São os picos do que consideramos sucesso ou fracasso em nossos relacionamentos. Porém, se você não é uma daquelas pessoas que só “namora sério”, sabe que ao longo da vida vivemos muito mais relacionamentos medianos que extremos.

Baseados na história de que nunca sabemos aonde um primeiro passo pode nos levar, acabamos fazendo inúmeras “caminhadas” que não chegam rigorosamente a lugar nenhum. São os relacionamentos medianos, ou medíocres, que por uma razão ou outra não funcionam da melhor (nem pior) maneira possível.

A pergunta que tenho me deparado é: Relacionamentos medíocres valem a pena? Se não tem total entrega, cumplicidade e compromisso. Ainda valem a pena ou são apenas perda de tempo? Melhor ficar sozinho? A minha impressão é a de que não. Mas só falo isso porque odeio responder perguntas com “depende”. (Ainda que na grande maioria das vezes, realmente dependa).

Em certos momentos da vida simplesmente cansamos da mediocridade. Cansamos da superficialidade, dos jogos, do “ter sem ter”. É tudo ou nada, branco ou preto. Não enxergamos valor em algo mediano e optamos por nos bastar. Ainda que nunca consigamos nos bastar de verdade. Pode ser impaciência, pode ser o nível alto de exigência ou intolerância. Mas de alguma maneira, a média não é bom o suficiente.

Se estamos num momento desses, não existe argumento que nos faça mudar de idéia. É pura questão de timing. Só o tempo ou a sorte podem mudar a situação. Mas quando estáveis, abertos, crentes, devemos investir numa relação medíocre? Devemos gastar nosso tempo com algo que muito provavelmente não vai te levar aonde planeja chegar? Eu acho que sim.

Sabemos muito bem que o destino de vida planejado muda constantemente. Pelo caminho vamos nos encantando, transformando e de repente nos vimos num lugar completamente diferente de onde queríamos chegar inicialmente. E damos graças a deus por isso.

Esse é o valor do relacionamento medíocre, ele é o desvio, o atalho, a estrada mais longa com vista pro mar. Não serve necessariamente para nenhuma meta traçada, mas não deixa de ter importância na viagem. Tanto podemos sofrer um acidente quanto encontrar uma praia virgem (sem trocadilho). É um risco, claro, mas tem significância sim, e o melhor, podemos mudar de estrada a hora que quisermos. Podemos fazer o retorno, pegar uma saída ou apostar para ver até onde vai.

Whatever works. Esse é o titulo do filme que assisti neste final de semana. Em português seria “Qualquer coisa que funcione”. Na obra de Woody Allen, o protagonista prega o mantra, “qualquer coisa que funcione”. Qualquer coisa que funcione, que te faça feliz e não faça mal aos outros vale. Nesse caos do acaso, aproveitemos qualquer coisa que funcione, pelo tempo que for, e nos bastemos com esses momentos.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Cada um tem o que merece.



Essa é uma das maiores verdades que já ouvi na vida. Só temos o que merecemos mesmo, seja bom ou ruim. A vida não é injusta, o mundo não é injusto, seja lá o que passarmos, merecemos isso. Pra mim é mais fácil ainda, visto que sou espírita e acredito que tudo tem um porquê.

Mas você pode pensar que por muitas vezes viveu coisas muito ruins, que não fez nada para merecer isso. Maomeno. Como já discuti aqui, a história do Livre Arbítrio nos coloca um grande poder e consequentemente, responsabilidade nas mãos. Ao mesmo tempo que podemos fazer o que bem entendermos, somos responsáveis por isso. E não fazer nada é opção também, não é obrigação.

Tendemos a achar que não temos opção, que a situação que estamos é inevitável, e que devemos aceitar nossa realidade. Mentira. Seja lá qual for sua dificuldade, esta pode ser superada. Pode ser um milhão de vezes mais difícil do que para outras pessoas, mas é possível. Ainda acha que é impossível, e que no seu caso realmente não tem opção? Assista para-olimpíadas, eles tem um bom argumento.

Isto posto, vimos que nossa realidade só depende de nós, e consequentemente, quem decide o que merecemos somos nós mesmos. Se vivemos infelizes em nossos trabalhos, merecemos essa infelicidade por não termos coragem e força de vontade de procurar outro melhor, se sofremos num relacionamento, a mesma coisa. Assim como, quando estamos uma fase em que tudo parece dar certo para nós, devemos ter a consciência de que graças a nossos esforços chegamos a isso, não é sorte, não é facilidade, é fruto de nossa postura e conduta.

Acredito então, que cada vez que eu me der mal, que estiver triste por algum motivo, devo parar pra pensar porque estou fazendo isso comigo mesmo. Porque deixei que decidissem por mim o que eu merecia, me lembro da responsabilidade que tenho pelas minhas decisões e analiso o que ando achando que mereço.

Sou seguro o suficiente para saber que mereço muito, que tenho defeitos claro, mas que pegando pela média, eu mereço muita coisa boa. Portanto, não paro de pensar que minha realidade ainda está longe da que mereço, não aceito viver na fantasia de uma vida ideal, vou atrás dela, porque sei que é nela que devo viver, sem pensar no fim da vida que aceitei muito menos, e perceber que eu mesmo acreditei que mereci isso.

Não é bobagem de correr atrás de seus sonhos, de buscar o sucesso, apenas busque o que é seu por direito, o quanto você sabe que vale, se não buscar entenda que voc6e mesmo foi quem decidiu que valia menos. Se não se conformar com isso, faça alguma coisa, batalhe, tente, se mexa, só não espere que as coisas caiam do céu, pois não haverá surpresa. Cada um tem o que merece.

quinta-feira, outubro 30, 2008

“Feelings, nothing more than feelings”


Desde que comecei a questionar as coisas uma pergunta me apurrinha a cabeça. De onde viemos? Seja a solução religiosa ou científica, não explica. Se foi Deus, quem criou Deus? Se foi uma mega explosão da colisão de partículas, de onde vieram as partículas. Quando vou um pouco a fundo no assunto acabo achando respostas como: Deus é, e sempre foi. Ou antes das partículas tinha o nada. Vão se catar. Se não sabe, não inventa besteira. O fato é que as origens podemos nunca saber, mas temos que lidar com os efeitos e conseqüências de um universo em expansão.

Esse papo todo foi só para ilustrar o que tenho sentido e visto em relação a sensações e sentimentos. Qualquer coisa estranha deve ser explicada, algo inesperado tem que ser decifrado. Difícil não se pegar matutando, tentando explicar algo que, em nenhum momento, racionalizamos conscientemente. Algo que entrou em nossa cabeça pela porta de trás e de repente surge, chutando a porta do corredor e ficando toda exposta no meio da sala.

Depois de criarmos diversas teorias (todas furadas) para o sentimento intruso, percebemos que mais importante do que entender aquilo, é lidar. Ele está ali, não parece estar de saída e alguma coisa você vai ter que fazer. Já que não consegue ignorar (até tentou, mas não deu certo), tem que achar uma maneira de conviver com o estranho. Pode servir um chá, puxar a cadeira, falar oi, gritar pra ver se o assusta, chuta-lo pela porta da frente ou tentar empurrá-lo para o lugar de onde veio. Seja lá o que for tem que tomar uma decisão.

Decidir como lidar com os sentimentos que brotam assim, é muito mais complicado do que aqueles que avisam que estão chegando. Não se tem histórico, contexto, algo em que seu lado racional possa se apegar para saber o que fazer. Para variar, acabamos contando com nossos instintos, esses danados que vem sei lá da onde e influenciados por praticamente qualquer coisa. O que me leva a crer que não tem jeito certo ou errado para se lidar com esse tipo de sentimento.

Lembro o dia que fiquei sabendo que não usávamos a nossa capacidade cerebral completa. Que usávamos 10% ou coisa parecida. Ainda que eu ache que isso seja mito, preferi acreditar. A partir do momento que soube disso, achei a resposta que eu queria. Nunca entenderíamos a origem do universo, ou dos sentimentos, porque só usamos 10% de nosso cérebro. Pronto, resolvido, não preciso mais me perguntar isso.

E assim vou me enganando...

segunda-feira, outubro 27, 2008

Free-lance


No embalo da minha fotografia literal, onde falei sobre minha necessidade em aprender a ser sozinho, esse final de semana me deu muito material para lidar com isso. Discussões, opiniões, sinais e insights.

Tanto sexta-feira (que fui assistir Fuerza Bruta, que recomendo muito), quanto sábado que fui a um churrasco e outras cositas más a serem explicadas adiante. Conversei com aqueles que estavam comigo em diversas situações sobre o assunto.

No Fuerza Bruta fui com uma amiga de longa data, mas que não conversava sério (e sóbrio) há anos, e foi ótimo. Ela tem uma cabeça completamente diferente da minha, o que hoje em dia acho interessantíssimo. Ela está pra sair de casa e ficar sozinha de verdade pela primeira vez , mas já fez algo que eu nunca tive coragem, viajar sozinha. Sem excursão, curso, ou coisa parecida. O papo foi extenso e diverso, mas ambos concordamos que o problema não é ficar sozinho, e sim ficar o tempo todo com você mesmo. Lidar consigo mesmo não é fácil, é preciso muita coragem e insistência, afinal, tudo que você costumava descontar nos outros, acaba afetando a si próprio.

No sábado fui a um churrasco com amigos mais antigos ainda. Não a toa a tarde foi recheada de saudosismo e escárnio a quem não estava presente. Prova de que estamos velhos. O fato é que, contando com alguns recém-separados como eu, uma hora a conversa ficou séria, e embalada por algumas cervejas, começamos a sessão de terapia em grupo. Uns mais acanhados, outros mais falantes. Mais uma vez, a noção geral era de que ficar consigo mesmo não é fácil. Acordar numa manhã de Domingo, olhar pra parede e se perguntar: “E aí?” O papo foi daqueles sem conclusão, mas que dão um conforto desgraçado em saber que outros passam pelo mesmo que você. Brothers in arms.

Saí do churrasco e fui pra casa. Pensando que não tinha idéia do que faria, e não estava com mínima vontade de ficar em casa. Sabia que estava comigo mesmo, e teria que me contentar com essa companhia. Pensei em ligar para diversas pessoas, mas cada uma tinha um impedimento, me senti um dependente em crise de abstinência. Dependência de pessoas. Mas engoli seco e rumei pra casa, esperando o inesperado.

Quando chego em casa, do céu, também conhecido como twitter, aparece uma oportunidade. Inesperada, inusitada, instigante. Fazer algo que nunca havia feito em toda vida, sair com 4 pessoas que nunca tinha visto, sem saber se gostaria delas, se gostariam de mim, se meus maus hábitos incomodariam ou se o papo delas me incluiriam. Como Deus tem sido um cara muito legal comigo, confiei, e aceitei seu sinal.

O resultado dessa saída é muito maior do que as boas amigas que fiz, de ter dançado que nem adolescente, do que ter recebido um dos elogios mais legais que já recebi na vida. Nessa noite percebi que viver sozinho é como trabalhar free-lance. Ë não ter certeza de que o dinheiro vai entrar, é se arriscar a viver no tédio por meses, é pensar de vez em quando em como era boa a época em que você tinha um emprego fixo.

Trabalhar como free-lance pode te remunerar muito bem num mês, e não te pagar nada no próximo. Mas independentemente de valores, prazos, contratos, alguma coisa sempre vai aparecer, e você não vai morrer de fome por falta de trabalho. Quando precisar de verdade, se for um bom profissional, algo vai aparecer, seja lá de onde for ou como for.

To tentando me acostumar com essa vida de free-lance, por enquanto está fácil, vamos ver como serão os próximos meses.

PS: Valeu Fé, Karen, Maíra e Ana. Perfect Strangers!

sexta-feira, outubro 24, 2008

Fotografia Literal



Quem inventou essa história foi o Laganaro lá pela Terra do Mamute e eu resolvi transformar em uma dessas correntes de blog.

E o que é? É o que o nome diz mesmo, com palavras tirar uma foto de sua vida, não é é um tratado, um filme ou documento, uma fotografia, daquelas que transmitem as sensações, cheiros e aflições com apenas um frame. Na versão literal passamos isso por texto, falando num panorama geral, o que achamos da nossa vida nesse momento.

Pra que serve? Basicamente para aproximar seus amigos que ás vezes por te verem todos os dias se esquecem de parar para perguntar o que você tem sentido. Mais do que isso, serve para você poder observar sua evolução através do tempo, assim que começar a colecionar várias Fotografias Literais.

Eu indico pro Volponi, Leopoldo, Marcelo Mello, Camila e Márcia Granja

E aí? Será que você é fotogênico?


Seguindo o exemplo do meu amigo e blogueiro, Ricardo Laganaro, resolvi “tirar” uma fotografia literal da minha vida no atual momento.

A decisão não foi simples, afinal sei que vai ser difícil focalizar a câmera para pegar com relativa clareza, meu momento. É como querer tirar a foto no meio de um backflip de moto, estando em cima da moto.

Mas enfim, a vida resolveu tirar o atraso e fez com que eu tivesse que lidar com tudo que eu evitava e/ou adiava. Depois de aquietar na minha vida profissional, finalmente achando um método de trabalho que funciona, tanto para o lado burocrático quanto prazeroso, era hora de enfrentar meus fantasmas, do passado distante ou recente.

Mas como isso não é um filme do meu ano, e sim uma foto vamos ao presente.

Hoje estou dormindo bem, e como isso melhorou a minha vida. Nunca dormi bem, sempre achei que ter o sono todo errado era natural, e que tinha que sofrer com isso. Mas não. Após chegar ao limite e ver que todo meu pessimismo em relação ao mundo era mais que pessimismo, era depressão de verdade, comecei a me tratar, e olha. Funciona mesmo. Não é que vivo lesado, não é que acho tudo ótimo, mas parece que não levo mais tão ao extremo as coisas ruins e vejo com olhos mais generosos as coisas boas.

Hoje estou sozinho. Nunca estive tão sozinho em minha vida, não no sentido de solidão. Mas sem apoio em tempo integral de alguém. Sempre tive, família, namorada ou amigos que não saíam de casa sem me ligar. Hoje não, ainda tenho família que me ajuda em qualquer segundo que eu necessitar. Tenho mulheres que me elogiam, me enrolam, me atraem, me fazem pensar. Mas cada uma com seu tempo. Tenho amigos, um boa dezena imagino, que são todos meus terapeutas, são eles que mais aturam meu humor, minha soberba, minha preguiça e meu orgulho. Mas cada um está em seu canto. Fora ás quintas-feiras em que 6 deles sempre estão comigo.

Por tudo isso, hoje o que mais quero na vida é me entender comigo mesmo. Ficar confortável sozinho, não acordar no sábado em que não marquei nada e ter que fugir de casa para sentir que estou fazendo alguma coisa. Quero aproveitar minha própria companhia, pra rumar cada vez mais em sentido a felicidade independente. Já achei que não precisava de ninguém para viver. Era muito tolo. Sei que, como diz Alexander Supertramp, felicidade só é plena se compartilhada.

Hoje ando confuso. Apesar de ter certeza das minhas sensações, não sei muito bem o que as provoca. Não sei se é histórico, época da vida ou coincidência mesmo. E no caso específico da coincidência sempre fico na dúvida se ela é um sinal ou minha mente pregando peças em mim.

Hoje estou livre. De vínculos, horários, pressões. E isso é assustador. Não ter no que se apegar é libertador mas se não tomar cuidado o incerto e imprevisível podem dar uma sensação de vazio. De que não se está chegando a lugar algum. Mas como não sei onde exatamente quero chegar me acalmo.

Hoje estou feliz. Mesmo que com saudades, mesmo trabalhando no que não gosto, mesmo sozinho, tenho conseguido dividir momentos de felicidade com praticamente todos a minha volta, e isso é gratificante pra cacete. Coisas que poderia (ou não) estar fazendo há anos faço agora, e parece que ninguém me culpa por isso, assim tenho certeza que esses sempre estarão por perto.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Marionetes do Destino



Este é um texto-resposta a esse aqui.

Acredito que tudo e todos tem seu propósito. E digo mais, quando penso em propósito não classifico como bom ou ruim. Propósito é propósito, algo que serve para alguma coisa. Se serve para alguma coisa não é inútil, se não é inútil, vai ser absorvido por você de alguma maneira.

Uma pessoa passou como um tornado recentemente na minha vida. Os destroços que deixou pelo caminho eu não vou comentar, mas acredito, segundo minha própria crença, que ela teve seu propósito em minha vida. Foi ela quem primeiro abriu meus olhos para o fato de que somos todos marionetes do destino e não percebemos.

Sempre odiei a idéia de destino, de não ter controle sobre minha própria vida. Por isso nunca acreditei em coincidências, sempre investiguei todas as variáveis, até entender porque o que parecia aleatório, sempre tinha uma razão de ser.

Em muitas vezes estava certo, mas em outras faltava uma peça. Algo que fecharia meu quebra-cabeça maluco. Procurava insistentemente, mas no fim acabava desistindo e aceitando. Deus escreve certo por linhas tortas. Apelo pra fé sempre que não consigo resolver as coisas sozinho. Como todo mundo.

Mas depois de um papo maluco sobre teoria do caos e uma mestre em matemática que acha que nosso sistema numérico está errado (!?!) que tive com outro amigo, me veio uma luz. Esse amigo, que conhece tal mestra, me disse que ela acredita numa variável que não conhecemos/entendemos ainda. A aleatoriedade. Obviamente sabemos o que é aleatoriedade, mas não temos idéia que forças a regem, se ela segue um sistema, ou coisa parecida.

Pensando nisso tentei aplicar a base da idéia da cientista maluca na minha crença sobre destino e coincidências. E se essa variável influi em tudo, claro que está presente em nosso cotidiano, nossas opções, escolhas, mudanças.

Depois de pensar bastante, conversar com diversas pessoas, e principalmente a partir do aquele “tornado” do primeiro parágrafo me disse e causou, cheguei a algumas conclusões.

Algo ou alguém, controla os acontecimentos em direção ao destino. Esses acontecimentos geralmente são coincidências. Essas coincidências (as que não podem ser explicadas) são obras do aleatório.

Agora só faltava descobrir como que o aleatório atua, por que meios. Para isso observei o processo de decisão. Se analisa a situação (seja casar ou comprar uma bicicleta), observam-se prós e contras, dificuldade de execução, viabilidade, entre outras. Mas na hora de bater o martelo, mesmo pensando em tudo isso, muitas vezes jogamos todo o raciocínio pela janela. E por quê? Por simplesmente achamos que X ou Y, eram a coisa certa a se fazer. Seguimos nossos instintos. E aí se encontra o problema.

Não que seguir nossos instintos seja a decisão errada, muito pelo contrário. Mas a partir do momento que largamos uma análise baseada em fatos, para seguir uma sensação, nos rendemos ao aleatório. Só pode ser essa sua ferramenta. Afinal quantas vezes nossos instintos nos levaram a lugares que nunca iríamos? Quantas vezes você freou num sinal aberto e passou um carro? Quantas vezes você foi para uma balada na última hora e conheceu uma pessoa importante em sua vida?

Coincidências acontecem quando se age por instinto, cegos, acreditamos que é simples aleatoriedade, uma probabilidade mínima, que naquele dia sorriu pra você. Quando na verdade, toda vez que seguimos nossos instintos estendemos as cordas, para que o destino nos leve como marionetes. Isso é bom? Ruim? Não sei, mas acredito piamente que tem seu propósito. E se tem propósito....

sexta-feira, outubro 10, 2008

O certo pelo duvidoso


Muitas pessoas titubeiam quando dão de encontro a uma situação onde tenham que trocar o certo pelo duvidoso. Eu também. Afinal, quem em sã consciência, acha natural e livre de medo aceita o câmbio de algo que já conhece, tem gosta por algo que parece ser interessante. É a única qualidade do “duvidoso”afinal, se não fosse interessante não causaria a tal dúvida.

O “certo” é cômodo, conhecido. Teoricamente, não precisamos nos “preocupar” com o “certo”. Sabemos quais seus pontos fracos e fortes, no que podemos confiar ou não, além de poder prever seus atos, suas manias e consequentemente o futuro.

O “duvidoso” é interessante. Seja lá por qual razão, algo lhe chamou atenção. Uma proposta de emprego por exemplo. Onde você trabalha já conhece as pessoas, sabe como lidar com cada uma, conhece os caminhos para chegar o topo e mais do que isso, sabe onde é o topo que pode atingir. No novo emprego você não sabe. Só imagina. As pessoas podem ser mais agradáveis ou não. O topo é desconhecido, muito menos o caminho até ele.

Obviamente isso tudo está ligado ao medo do desconhecido. Ainda que eu tente negar, morro de medo do desconhecido. Quando conquisto o “certo” acredito que é o máximo que posso atingir. Comodismo? Sim, mas não só isso. Também por saber que esse “certo” um dia foi duvidoso, e de certa maneira acertei na mega-sena. Tirei a sorte grande. Mas será questão de sorte?

Meu amigo Marcelo Mello sempre diz que só tem medo do conhecido, nunca do desconhecido. Entendo o conceito. O conhecido, mesmo quando certo, causa comodismo, conformismo, rotina e ás vezes um certo tipo de cegueira. Faz-se coisas que não se imaginava, se molda em algo que não se é, tudo para evitar que um dia chegue a dúvida: O “certo” ou o “duvidoso”?

O desconhecido me amedronta na mesma proporção que me estimula. Sempre brinco que se um OVNI aparecesse na minha frente eu gritaria: “Me leve com vocês”. Não, não tenho taras extraterrestres. Mas como conseguiria viver sem saber o que tinha lá dentro? Como conviveria comigo mesmo sabendo que poderia ter deixado de lado a oportunidade de viver algo completamente diferente do que já vivi?

Ultimamente assisti uma situação de certo e duvidoso. Vi alguém ser corajoso o suficiente para largar tudo que tinha construído por muito tempo para viver a aventura de provar o duvidoso. A pessoa era mais nova e mesmo com a possibilidade do mundo cair em sua cabeça escolheu pelo desconhecido. Tenho certeza que não se arrependeu um segundo. Isso me fez ver que apesar dos anos terem passado, eu também tenho esse poder de escolha, de reação. Me fez ver que tenho muito o que viver, e que se eu tiver muita sorte na vida ainda vou me deparar com muitas situações de “certo”e duvidoso”.

Como vou escolher? Simples. Basta eu ter a certeza da dúvida.

sexta-feira, abril 25, 2008

DR!


Muitos amigos meus tem pavor das DR's. Também conhecidas como discussões de relacionamento. Eu não, converso numa boa.

Sou completamente a favor de colocar os pingos nos "i"s. O problema é quando querem colocar os "i"s nos pingos...

terça-feira, janeiro 15, 2008

My heart will go on...

Uma coisa consertada na minha vida.

Uma nova relação que colhe os benefícios da antiga. Um novo dia, novos simbolos, novos objetivos e obviamente novos desafios.

Se vai dar certo nunca se sabe, mas que é isso que eu quero é sim...

sexta-feira, dezembro 28, 2007

05!

Dizem que temos que ter tatuagens em números ímpares. Do contrário você terá azar. Eu acho que isso é uma grande bobagem, mas por via das dúvidas acrescentei uma a família.

Comecei a brincadeira há uns 7 anos. A primeira é sempre a primeira. Não fugindo do clichê fiz junto de 4 amigos. A tatoo continua comigo. Dos amigos sobraram 2.

Um símbolo do Om. Aquele que você vê nos adesivos de quem quer mostrar que pratica Yoga. O que isso tem a ver comigo? Nada! Mas precisava começar com algo e os unicórnios estavam muito feios.

A coitada está aqui no lado interior do meu vergonhoso bíceps direito. Meio apagada e muito mal feita, aguardando aparecer um desenho bacana para cobri-la. Depois dela fiz coisas que gradativamente significavam muito mais pra mim. A segunda foram duas letras japonesas. Era pra ser uma, mas acabei eternizando um laço de amizade fazendo a segunda. Valeu muito a pena. A terceira foi meu logo, fruto de inspiração? O filme Triplo X. Gostei da idéia de ter um logo seu tatooado. Desde então aplico o logo onde posso. Como a foto do meu perfil do orkut. A quarta foi ano passado. Quatro letras nas costas. L, M, C e V. São as iniciais dos integrantes da minha família. Leoncio, Marilene, Cristiano e Vanessa. Não porque seja super ligao a eles ou fanático por famílias, apenas porque foi dai que eu vim, e por causa deles principalmente sou o que sou hoje. Tanto as partes boas cmo as ruins. Adoro minhas partes ruins.

A última, feita nesse dia 26 quase foi feita ano passado, mas não estava pronto ainda. O principal problema era o local onde ia colocar a danada. No antebraço. Hiper-super-ultra aparente. Todas as minhas outras ficam escondindas por uma camiseta (interior do bíceps direito, exterior do bíceps esquerdo, exterior do bíceps direito, e centro superior das costas, cronologicamente).

Hoje no lado interior do meu antebraço direito deita-se a mais nova tatoo. a 05. A 05 foi uma das que mais me fez ficar ansios e vibrar depois de pronta. A adrenalina de finalmente me expor como um tatooado de verdade colaborou, mas o significado provavelmente foi que mais me moveu.

Um parágrafo. Tive a idéia em 2006, logo após terminarmos (eu e os cronistas reunidos)de escrever o Almanaque do Macho Moderno, livro que só será lançado agora em 2008. O Paulão colocou logo apo's o título do livro o símbolo do parágrafo, e desde então fiquei convencido de que seria uma ótima tatoo. Aos poucos os outros detalhes vieram. O antebraço direito foi a escolha óbvia, devido a ser a mão que uso pra escrever. Inicialmente o significado era uma mistura do meu apreço pela escrita assim como esse fantástico grupo de amigos que tenho chamado Cronistas Reunidos. Até pouco tempo era esse meu motto.

Fazendo as últimas pesquisas para saber qual tipografia usaria, tamanho etc, me deparei com a definição abixo para o símbolo. E cosmicamente serviu perfeitamente na minha vida. Como não tinha percebido antes?

Esse ano não foi dos mais fáceis pra mim. Comecei sem expectativas e honrei isso. Nada aconteceu, já que não havia planejado nada. Mas coisas que nem havia imaginado aconteceram e viraram tudo de ponta cabeça. Perdi as poucas certezas que tinha a voltei a navegar a deriva.

Não preciso de um ponto final, não tenho a necessidade de encerrar nada. Só preciso mudar de assunto. Quero continuar escrevendo a história da minha vida, e ainda que seja sedutor dar um ponto final, sem ter que sepreocupar com o que os leitores vão achar não é isso que quero fazer. Preciso continuar escrevendo, mas só se for um novo assunto. Preciso de coisas novas, de um plot-point. Novos personagens, cenários, conflitos. Tudo novo para deixar essa história interessante. Não quero escrever por anos uma história que não leve a lugar nenhum. Preciso mudar de assunto. Preciso de um novo parágrafo. Assim quem sabe logo mais não começo um novo capítulo?

segunda-feira, outubro 22, 2007

Espelho, espelho meu...



Troquei uma idéia com o espelho e a conclusão foi a seguinte. Meu espelho só tinha uma coisa a me dizer.

"Larga de ser bicha!"

Entendi o recado!!!

sexta-feira, outubro 19, 2007

Eu e meu espelho

Estou ausente, eu sei queridos 4 leitores. (Eram 7 mas 3 abandonaram depois dessa pausa). Não sem razão. Deixa eu me explicar.

Desde que comecei o Módulo 2 da Vida de Margarina minha vida pessoal tem passado por uma gigante reviravolta. Uma das coisas mais importantes da minha vida se encerrou depois de 3 anos e 2 meses, e isso não é fácil pra ninguém. Principalmente quando você não sabe o porque. A sensação é de que as coisas nunca vão ser resolvidas direito. Mas depois de horas seguidas de reflexão e conversa percebemos que só o tempo pode consertar isso mesmo.

Na nova vida solo, ainda estou me achando, fui pra balada, bar, fiquei em casa, fiz de tudo. Mas nada me convenceu. Não sei quem sou eu sozinho. Namorei por 5 anos e meio praticamente na seqüência, comecei com 22, nunca fui adulto de verdade e sozinho. Isso tem mexido bastante comigo, tanto na vida pessoal como na profissional. Na pessoal sou uma bagunça, comportamento bi-polar a todo tempo. Na profissional me falta foco e comprometimento. Ou seja, não ando fazendo nada direito.

Por isso, nesse final de semana resolvi fazer uma terapia de choque. Vamos para a praia, meu espelho e eu. Seguindo as idéias do livro não publicado (por opção) do meu amigo Marcelo Mello, vou encarar a mim mesmo para ver o que meu reflexo tem a me dizer. (Se quiser saber do que se trata essa “teoria” entre no site va para a seção crônicas e clique no arquivo em espelho.)

Quero saber o que quero, de verdade, sem me preocupar em viabilidade, ideais ou protocolos. Preciso saber se já realmente desisti dos meus sonhos românticos ou me conformei numa atitude derrotista. Preciso saber o que raios se passa na minha própria cabeça. Na verdade saber eu já sei, mas preciso me ouvir dizendo isso para me convencer.

Portanto me desejem sorte, espero que tenha escolhido a pessoa certa para me acompanhar nessa viagem, ouvi dizer que ele é uma pessoa difícil de se conviver.