As fotos de minhas antigas namoradas, nunca rasguei. Não me dão saudades. Mentira. Não representam nada pra mim.Verdade parcial. Não tem como dizer que algo que um dia significou tanto simplesmente se apague como uma velha Polaroid.
Quando nos envolvemos em um relacionamento de verdade, seja um noivado de sete anos ou uma leviandade com uma prima de segundo grau, doamos parte de nós ao conjunto que formamos com essa pessoa. Certas palavras, apelidos e lugares ficarão eternamente vinculados a soma dos dois. Nem seu, nem dela, dos dois.
Isso não é maldição, nem digno de pesar, é apenas parte do que somos. Uma parte sua ainda vai chamá-la de “gatinha”, parte dela ainda vai lhe chamar de “gostoso”. Não que isso tenha alguma coisa a ver com gostosura. E muito menos você a confunde com algum tipo de felino, uma onça quem sabe, se o desligamento for recente.
Mas como seguir a vida com todo seu passado tão presente. As memórias, as imagens, sons e cheiros, sempre mexendo com sua cabeça, lhe trazendo aquele constante temor de ato falho. Os fotos só se rasgam fisicamente. Esse desrespeito consigo mesmo não é capaz de apagar as imagens gravadas.
Eu tenho um processo. Começo tirando as fotos dos murais, dos porta-retratos na cabeceira da cama, do fundo do celular. Acho um lugar especial, um depósito muito bem cuidado, isolado, separo numa caixa adequada todos os restaurantes de tardes de sábado, todas as pousadas simples e mágicas de fins de semana de setembro, não deixo pra trás nem aquelas risadas gostosas deitados no sofá da casa dela. Com o cuidado que se pega um jogo de copo de cristais que se ganha de herança, daqueles que queria muito, mas sabe-se que nunca vai usar, deposito tudo no fundo dessa caixa. Fecho vagarosamente, deixando a tampa deslizar aos poucos, assisto esse eclipse permanente de lembranças sabendo que nunca observarei algo igual. Só similar. Coloco numa estante, para me esperar como aquela bonita edição da Divina Comédia. O Inferno, O Purgatório e O Paraíso todos juntos, uma obra-prima que dificilmente vou ler por completo. Apenas gosto de ter, acho importante. Enfim fecho o depósito, sem ter que olhar pra trás. Só levo de lá a experiência necessária para seguir em frente.
Na vida, seguimos colecionando novo material. O passar dos anos deixa os registros mais nítidos, mais fortes, admiramos novos contrastes, interessantes e reconhecemos uma má composição com muito mais rapidez. O aperfeiçoamento nos faz acreditar que a foto perfeita parece estar cada vez mais próxima. Se tal coisa fosse possível. No fundo, todos nós, românticos e realistas sabemos que o amor acaba, a paixão passa e o fim é solitário. Se você não está sozinho (mesmo que alguém esteja o velando) é porquê ainda não é o fim. Não levamos nada, nem ninguém daqui.
Nas caixas sim as coisas fluem como supomos que devem fluir. Não precisamos nos render a insensíveis verdades ou doloridas conclusões. Nas caixas, o fim é hollywoodiano. Velhinhos de mãos dadas. Amor eterno. Paixão contínua. São assim, como verdadeiramente são.
Problemas, divagações, aflições, dúvidas, emoções, vontades de apenas mais um Macho. Este homem moderno que ainda não achou seu lugar no mundo de hoje, mas não desiste de tentar.
terça-feira, abril 25, 2006
segunda-feira, abril 24, 2006
Um pra você, um pra mim!
Ao lado da namorada, os dois lados do feriado.
Assisti 4 jogos de futebol, um treino e uma corrida de F1. Com a participação especial dos restos do Open Couch: ovinhos de amendoim e cerveja.
Por outro lado também fui ao centro pra comprar material pra fazer sabonete artesanal e compartilhei uma pizza com a sogra no fim do Domingo.
Justo.
Assisti 4 jogos de futebol, um treino e uma corrida de F1. Com a participação especial dos restos do Open Couch: ovinhos de amendoim e cerveja.
Por outro lado também fui ao centro pra comprar material pra fazer sabonete artesanal e compartilhei uma pizza com a sogra no fim do Domingo.
Justo.
quinta-feira, abril 20, 2006
Open Couch
Na confraternização de inauguração do meu sofá foi fácil ser Moderno. Pedi pizza, servi ovinhos de amendoim e Itaipavas.
Nada de cozinhar enquanto não tenho um fogão.
Difícil foi ser Macho na hora de lavar toda a louça.
Nada de cozinhar enquanto não tenho um fogão.
Difícil foi ser Macho na hora de lavar toda a louça.
quarta-feira, abril 12, 2006
Slices of Life
Nessa Páscoa, para não engordar 10 kilos num feriado, combinei com minha namorada que não trocassemos ovos.
No entanto ganhei um crocante de uma amiga, um de sonho de valsa da empresa e um ao leite do meu pai.
Ótimo, só engordarei 8 kilos e meio.
No entanto ganhei um crocante de uma amiga, um de sonho de valsa da empresa e um ao leite do meu pai.
Ótimo, só engordarei 8 kilos e meio.
terça-feira, abril 11, 2006
Slices of Life
Um problema de matemática
Comprei três prateleiras para instalar eu mesmo em casa.
Cada prateleira é presa por três pinos.
Executado o trabalho o que temos?
Três prateleiras instaladas?
Não, uma prateleira instalada e seis pinos que talvez sirvam de porta bonés.
Comprei três prateleiras para instalar eu mesmo em casa.
Cada prateleira é presa por três pinos.
Executado o trabalho o que temos?
Três prateleiras instaladas?
Não, uma prateleira instalada e seis pinos que talvez sirvam de porta bonés.
domingo, abril 09, 2006
Slices of Life
Nada como uma calma tarde de Domingo trabalhando em seu Home Office tomando uma café expresso que fez em sua própria máquina.
Só faltam o Home Office e a máquina de expresso.
Só faltam o Home Office e a máquina de expresso.
quinta-feira, abril 06, 2006
Slices of Life
Fui encontrar uns amigos saído direto do trabalho.Trajava Tênis estilo Vans vintage preto, jeans premium, camiseta dos rolling stones tradicional preta e blazer preto risca de giz.
Metade dos meus amigos me elogiou.
A outra me comparou ao Didi Mocó.
OBS: Metade dos meus amigos se vestem bem, a outra compra roupa em papelaria.
Metade dos meus amigos me elogiou.
A outra me comparou ao Didi Mocó.
OBS: Metade dos meus amigos se vestem bem, a outra compra roupa em papelaria.
quarta-feira, abril 05, 2006
Slices of Life
Numa tarde dessas, conversando com um amigo pelo msn:
- Cara, comprei meu sofá!
- Tesão cara, parabéns! Como é?
- É um dois lugares mais chaise longue em Chenile.
- Chenile é bacana.
- E sua casa? Já tá completa?
- Agora só falta chegar a mesa da sala. Daí poderei fazer umas compras de macho, tipo roupa.
- Nada como sentir a testosterona pulsando nas veias.
- Cara, comprei meu sofá!
- Tesão cara, parabéns! Como é?
- É um dois lugares mais chaise longue em Chenile.
- Chenile é bacana.
- E sua casa? Já tá completa?
- Agora só falta chegar a mesa da sala. Daí poderei fazer umas compras de macho, tipo roupa.
- Nada como sentir a testosterona pulsando nas veias.
terça-feira, abril 04, 2006
O que os homens querem?
A poluição visual é tema recorrente no mundo inteiro e São Paulo não foge a regra. Os outdoors, backlights e cartazes que empapelam a cidade são um problema. Até que ponto nossos olhos são obrigados a ver o que os publicitários querem mostrar? Se o pior cego é aquele que não quer ver, por muitas vezes eu não vejo um palmo a frente de meu nariz Mais do que as propagandas eleitorais estampando a face dos dinossauros da política, mais do que os multi coloridos anúncios das Casas Bahia que oferecem as menores parcelas (ainda que em maior quantidade), a comunicação externa que tem que ser combatida com mais urgência, que mais fere a integridade visual das pessoas e que ofende mais do que qualquer uma é a propaganda de cueca.
A mais nociva imagem aos olhos do Macho Moderno, sem dúvida alguma é a propaganda de cueca. Quem nunca teve a experiência traumática de num promissor dia de sol e bom humor, no trânsito a caminho do trabalho se deparar com a imagem do Daniel, cantor sertanejo, vestindo apenas uma “cuequinha” na imensa janela traseira de um ônibus. Não é questão de homofobia ou insegurança com a sexualidade, mas sim uma questão de respeito ao consumidor. O cantor sertanejo, que até admiro no âmbito musical, não pode ser considerado argumento de venda em hipótese alguma nesse tipo de produto masculino. Ainda que seja de extrema importância conhecer o corte e caimento da peça em questão, a personificação de tal em uma celebridade só nos afasta da idéia de adquirir tal produto. A imagem residual do anúncio afasta qualquer possibilidade de conseguir se olhar no espelho trajando a tal cueca.
Os publicitários podem argumentar que muitas vezes, quem decide o que vai estar dentro das calças dos homens são as mulheres. Assim com esse tipo de anúncio são elas a quem eles atingem. O poder de decisão de compra é fator de primeira importância nas estratégias de marketing dos fabricantes, afinal o interessante é seduzir o cliente que decide e não necessariamente o que usa. Porém, será que tal comportamento não acaba sendo forçado pelas próprias agências de propaganda? Acostumadas com os valores sociológicos de outrora, acabam não dando opção ao homem que deseja trocar aquelas antigas cuecas do estilo “minha-mãe-comprou-pra-mim” por modelos que realmente o agradem. Só falta ele achar.
Outro dia, antes de uma viagem internacional entrei num site de uma das melhores fabricantes de underwear do mundo, com o objetivo de pré-selecionar minhas compras. Aproveitando o passeio pela América queria comprar cuecas de qualidade e renovar a cansada primeira gaveta de meu armário. Acessei o site, na minha sala de trabalho, aproveitando que havia voltado mais cedo do almoço. Ao clicar no link de produtos encontrei uma porção de homens seminus fazendo caras e bocas, cheios de charme pra cima de mim. Eu gosto de cuecas, não de homens. A visão desagradável acabou com meu dia, um pouco por ter desanimado quanto as peças pretendidas, porém muito mais pelo fato de ter percebido minha chefa atrás da minha mesa durante toda a navegação.
Pensando em situações desagradáveis como esta, apelo aos senhores publicitários, vendam o produto para nós, tentem nos mostrar o queremos ver, agradem nossas vistas, não pode ser tão difícil assim, vocês já fazem tantas coisas bonitas, veja os anúncios de lingerie, maravilhosos.
* Texto publicado na Revista Absoluta de Março de 2006
A mais nociva imagem aos olhos do Macho Moderno, sem dúvida alguma é a propaganda de cueca. Quem nunca teve a experiência traumática de num promissor dia de sol e bom humor, no trânsito a caminho do trabalho se deparar com a imagem do Daniel, cantor sertanejo, vestindo apenas uma “cuequinha” na imensa janela traseira de um ônibus. Não é questão de homofobia ou insegurança com a sexualidade, mas sim uma questão de respeito ao consumidor. O cantor sertanejo, que até admiro no âmbito musical, não pode ser considerado argumento de venda em hipótese alguma nesse tipo de produto masculino. Ainda que seja de extrema importância conhecer o corte e caimento da peça em questão, a personificação de tal em uma celebridade só nos afasta da idéia de adquirir tal produto. A imagem residual do anúncio afasta qualquer possibilidade de conseguir se olhar no espelho trajando a tal cueca.
Os publicitários podem argumentar que muitas vezes, quem decide o que vai estar dentro das calças dos homens são as mulheres. Assim com esse tipo de anúncio são elas a quem eles atingem. O poder de decisão de compra é fator de primeira importância nas estratégias de marketing dos fabricantes, afinal o interessante é seduzir o cliente que decide e não necessariamente o que usa. Porém, será que tal comportamento não acaba sendo forçado pelas próprias agências de propaganda? Acostumadas com os valores sociológicos de outrora, acabam não dando opção ao homem que deseja trocar aquelas antigas cuecas do estilo “minha-mãe-comprou-pra-mim” por modelos que realmente o agradem. Só falta ele achar.
Outro dia, antes de uma viagem internacional entrei num site de uma das melhores fabricantes de underwear do mundo, com o objetivo de pré-selecionar minhas compras. Aproveitando o passeio pela América queria comprar cuecas de qualidade e renovar a cansada primeira gaveta de meu armário. Acessei o site, na minha sala de trabalho, aproveitando que havia voltado mais cedo do almoço. Ao clicar no link de produtos encontrei uma porção de homens seminus fazendo caras e bocas, cheios de charme pra cima de mim. Eu gosto de cuecas, não de homens. A visão desagradável acabou com meu dia, um pouco por ter desanimado quanto as peças pretendidas, porém muito mais pelo fato de ter percebido minha chefa atrás da minha mesa durante toda a navegação.
Pensando em situações desagradáveis como esta, apelo aos senhores publicitários, vendam o produto para nós, tentem nos mostrar o queremos ver, agradem nossas vistas, não pode ser tão difícil assim, vocês já fazem tantas coisas bonitas, veja os anúncios de lingerie, maravilhosos.
* Texto publicado na Revista Absoluta de Março de 2006
terça-feira, março 28, 2006
Questão de caimento
Não existe mulher feia, nem você que bebeu pouco. Mulheres são diferentes. Só isso. A velha história de que toda panela tem sua tampa faz sentido. Assim o mundo se mantem em equilíbrio. Essa história de feio e bonito só funciona pra classificar foto de revista. No mundo real mais do que o visual da “roupa” o que importa é o caimento.
Muitos procuram pela personificação da própria Vênus de Milo, acham que só podem ter como companheira aquela que todos admiram. Quando conseguem vangloriam-se com os amigos de que pegou "aquela" gostosona. Porém no fundo, muitas vezes você está comprando um terno fabuloso da Ermenegildo Zegna e sapatos Gucci de bico fino, que apesar de te deixar com o visual maravilhoso, deixa seus pés implorando por espaço e não te permite nem coçar as costas. Muitas vezes uma camiseta branca larga e um jeans gasto cairiam melhor.
Todo homem sabe do que estou falando. Tem mulheres que passam na nossa vida, que não se explicam. Você não entende porque se atrai e na verdade nem se preocupa com isso. Como que, por encantamento cai nas suas graças e te leva pras nuvens. Seus amigos não entendem, seus pais olham estranho e sua vó diz que ela tem cara de travesti. Mas você não se importa. Já checou para saber se ela é ou não um travesti.
Os gostos são variados. Muitas vezes até criamos um padrão. Uns gostam de baixas, outros de morenas ou mesmo nipo-germânicas. Eu, por exemplo, sempre fui fã de gordinhas, morenas e patricinhas. Mas sou bem maleável. O cabelo pode ser castanho claro, a roupa pode ser um pouco desleixada de vez em quando. Mas tem que ser gordinha. Nem que seja de cabeça, daquelas que adoram comer. Nunca conseguiria namorar uma vegetariana. É contra meus princípios.
Pense nisso, tenho certeza que se livrando da obrigação de gostar do que todos as coisas vão ficar mais fáceis e satisfatórias. Encontrar a roupa perfeita não é fácil, geralmente tem que ser sob medida, eu achei a minha, não sobra nas mangas, o colarinho não aperta, parece sempre nova e não tem nada mais confortável.
Muitos procuram pela personificação da própria Vênus de Milo, acham que só podem ter como companheira aquela que todos admiram. Quando conseguem vangloriam-se com os amigos de que pegou "aquela" gostosona. Porém no fundo, muitas vezes você está comprando um terno fabuloso da Ermenegildo Zegna e sapatos Gucci de bico fino, que apesar de te deixar com o visual maravilhoso, deixa seus pés implorando por espaço e não te permite nem coçar as costas. Muitas vezes uma camiseta branca larga e um jeans gasto cairiam melhor.
Todo homem sabe do que estou falando. Tem mulheres que passam na nossa vida, que não se explicam. Você não entende porque se atrai e na verdade nem se preocupa com isso. Como que, por encantamento cai nas suas graças e te leva pras nuvens. Seus amigos não entendem, seus pais olham estranho e sua vó diz que ela tem cara de travesti. Mas você não se importa. Já checou para saber se ela é ou não um travesti.
Os gostos são variados. Muitas vezes até criamos um padrão. Uns gostam de baixas, outros de morenas ou mesmo nipo-germânicas. Eu, por exemplo, sempre fui fã de gordinhas, morenas e patricinhas. Mas sou bem maleável. O cabelo pode ser castanho claro, a roupa pode ser um pouco desleixada de vez em quando. Mas tem que ser gordinha. Nem que seja de cabeça, daquelas que adoram comer. Nunca conseguiria namorar uma vegetariana. É contra meus princípios.
Pense nisso, tenho certeza que se livrando da obrigação de gostar do que todos as coisas vão ficar mais fáceis e satisfatórias. Encontrar a roupa perfeita não é fácil, geralmente tem que ser sob medida, eu achei a minha, não sobra nas mangas, o colarinho não aperta, parece sempre nova e não tem nada mais confortável.
sexta-feira, março 17, 2006
Me bate, me xinga.
Dizem que a mulher ideal é aquela que tem a conduta de uma santa. Em sociedade, não olhe para outros homens, use roupas decentes, fale em voz amena, nunca se exceda. Em sociedade. Entre as quatro paredes de um quarto ou duas paredes, uma porta e um vidro de um elevador panorâmico ela deve ser uma cortesã (em português, puta). Essa mulher não tem preconceitos, topa as aventuras mais loucas e criativas, é aberta a novas experiências. É aberta.
Ok, digamos que você ache uma mulher ideal. Uma mulher que deixe você colocar aquilo naquilo enquanto faz aquilo outro. Uma mulher que grite, me bate, me xinga, me chama de bandida. Você agüenta o tranco? Na hora em que se deparar com uma louca dessas é que se analisa bem o que pediu. Vai descobrir se estava pronto pra isso. Afinal não basta haver esse “desapego” apenas por parte dela, você precisa acompanhar o movimento, entrar no ritmo. Você pede pra ela colocar uma lingerie diferente, daquelas que ninguém sabe onde é a frente e a traseira. Ela põe. Você pede para ela falar obscenidades das brabas. Ela fala. E de repente ela pede pra você. “Me bate com força seu canalha”. Você broxa. Ser pego desprevenido pode causar esse tipo de reação.
Uma experiência conjunta é menos traumática. Transformar sua mulher neste sonho de consumo é uma ótima opção. Os tabus são abandonados juntos. A fase de adaptação é como viver a adolescência de novo. Quando você é adolescente cada beijo é uma descoberta. Primeiro o beijo na bochecha, depois o “mostra a sua que eu mostro o meu”, seguido do selinho, da língua, mão na cintura, mão perto da bunda, mão em uma nádega inteira, apertão em uma nádega inteira e por aí vai. Isso faz-nos acreditar que nossos namoricos eram mais excitantes do que muita transa ordinária. A adaptação ao sexo sem tabus é uma nova adolescência. Você terá vontade de chegar contando para os amigos como nos velhos tempos: “Caras, vocês não sabem, hoje eu dei uma com a minha mina. E uma amiga dela junto”. Não faça isso. Não conte pros seus amigos, já sobre a história da amiga dela, meus parabéns.
Com o tempo as coisas se tornam mais comuns, o processo pode parecer estranho, errado até, mas assim como você superou a perda de sua virgindade, isso também será resolvido. O processo pode até ser difícil, mas não há dúvida que vale a pena.
Dito isso desejo para todos nós uma mulher ideal, que nos ensine e aprenda conosco, que grite baixarias, que transpire desejo, divida a cama com outra, mas que nunca, nunca mesmo, em hipótese alguma, meta o dedo onde não for chamada.
Ok, digamos que você ache uma mulher ideal. Uma mulher que deixe você colocar aquilo naquilo enquanto faz aquilo outro. Uma mulher que grite, me bate, me xinga, me chama de bandida. Você agüenta o tranco? Na hora em que se deparar com uma louca dessas é que se analisa bem o que pediu. Vai descobrir se estava pronto pra isso. Afinal não basta haver esse “desapego” apenas por parte dela, você precisa acompanhar o movimento, entrar no ritmo. Você pede pra ela colocar uma lingerie diferente, daquelas que ninguém sabe onde é a frente e a traseira. Ela põe. Você pede para ela falar obscenidades das brabas. Ela fala. E de repente ela pede pra você. “Me bate com força seu canalha”. Você broxa. Ser pego desprevenido pode causar esse tipo de reação.
Uma experiência conjunta é menos traumática. Transformar sua mulher neste sonho de consumo é uma ótima opção. Os tabus são abandonados juntos. A fase de adaptação é como viver a adolescência de novo. Quando você é adolescente cada beijo é uma descoberta. Primeiro o beijo na bochecha, depois o “mostra a sua que eu mostro o meu”, seguido do selinho, da língua, mão na cintura, mão perto da bunda, mão em uma nádega inteira, apertão em uma nádega inteira e por aí vai. Isso faz-nos acreditar que nossos namoricos eram mais excitantes do que muita transa ordinária. A adaptação ao sexo sem tabus é uma nova adolescência. Você terá vontade de chegar contando para os amigos como nos velhos tempos: “Caras, vocês não sabem, hoje eu dei uma com a minha mina. E uma amiga dela junto”. Não faça isso. Não conte pros seus amigos, já sobre a história da amiga dela, meus parabéns.
Com o tempo as coisas se tornam mais comuns, o processo pode parecer estranho, errado até, mas assim como você superou a perda de sua virgindade, isso também será resolvido. O processo pode até ser difícil, mas não há dúvida que vale a pena.
Dito isso desejo para todos nós uma mulher ideal, que nos ensine e aprenda conosco, que grite baixarias, que transpire desejo, divida a cama com outra, mas que nunca, nunca mesmo, em hipótese alguma, meta o dedo onde não for chamada.
quinta-feira, março 09, 2006
Tudo pelas cavernetes
O Homem das cavernas era atlético. Sujo e peludo, porém atlético. Afinal, todo dia ele corria pelas árvores, escalava pedras e capturava com suas próprias mãos o alimento da família. A mulher o esperava com a caverna prontinha, mesmo porque não tinha muito que se fazer nela além de desenhos nas paredes. O fato é que ele era atlético e as “cavernetes”, se é que posso chamar as mulheres das cavernas assim, adoravam.
Hoje não precisamos mais buscar nosso próprio alimento, o delivery faz isso por nós, todavia, para agradar as “cavernetes” modernas o corpo atlético continua sendo requisitado. A solução foi malhar. Na academia, no futebol, no boxe. Os esportes amadores nos proporcionam justamente o que nós, machos modernos, precisamos. Preparo físico. Analisemos as opções então. No futebol nunca me dei bem, o boxe minha mãe acha violento (desagradar mãe é o oitavo pecado capital). São Paulo tem academias fantásticas, porém ainda não me acostumei a idéia de me exercitar olhando fixamente para uma parede. A solução ideal foi o parque.
Moro próximo do Parque do Ibirapuera que é um dos locais mais importantes da cidade de São Paulo. É uma cidade pequena do interior no meio da selva de pedra. Seguro, tranqüilo, cheio de árvores e estrumes de cavalo esporádicos. Nada traumático. Ainda que esteja habituado ao ritmo da metrópole aprecio muito esse oásis que nos é oferecido.
Fui para o parque preparado, tênis especial para corrida com super amortecimento, shorts confeccionados com tecido tecnológico que o faz mais leve, camiseta que mantém a temperatura do corpo agradável e iPod no braço, com direito a mais de quatro dias de música ininterrupta, ainda que não pretendesse ficar mais do que duas horas por lá.
Logo que coloquei o pé na pista me pus a correr, como meus ancestrais, atrás da minha presa. Logo as árvores já pareciam deformadas e o lago aparentava esvaziar tamanha a velocidade com que os ultrapassava. Era como se fôssemos um só, eu e o parque. A energia, o solo me empurrando para frente, o ar. Bastaram dois minutos para minha presa fugir. Meu fôlego na verdade. As árvores já voltaram ao normal e o lago não esvaziava mais, ainda que aparentasse desaguar de rir da minha situação patética. O solo já não me ajudava tanto, na verdade parecia segurar meus passos, o ar sumiu de vez. O resto do tempo andei. Fiquei de mal do parque. Não me rendi. Compensei nas flexões, fiz duas, junto dos oito abdominais me credenciei muito mal para ir atrás de minha própria comida. Quem sabe alcançaria um Scargot.
Mas tudo tem um começo não é? Aposto que o homem das cavernas não saiu da caverna pela primeira vez e já trouxe um mamute de almoço. Observando minha experiência acredito que nós, machos modernos, não devemos nos cobrar tanto, com o tempo melhoraremos nosso desempenho, físico e quem sabe até o relacionamento com o parque. Enquanto não agarramos nossa presa podemos levar as cavernetes pra jantar. Mas de preto para disfarçar a barriga.
* Texto publicado na revista Absoluta Gente de Janeiro de 2006
Hoje não precisamos mais buscar nosso próprio alimento, o delivery faz isso por nós, todavia, para agradar as “cavernetes” modernas o corpo atlético continua sendo requisitado. A solução foi malhar. Na academia, no futebol, no boxe. Os esportes amadores nos proporcionam justamente o que nós, machos modernos, precisamos. Preparo físico. Analisemos as opções então. No futebol nunca me dei bem, o boxe minha mãe acha violento (desagradar mãe é o oitavo pecado capital). São Paulo tem academias fantásticas, porém ainda não me acostumei a idéia de me exercitar olhando fixamente para uma parede. A solução ideal foi o parque.
Moro próximo do Parque do Ibirapuera que é um dos locais mais importantes da cidade de São Paulo. É uma cidade pequena do interior no meio da selva de pedra. Seguro, tranqüilo, cheio de árvores e estrumes de cavalo esporádicos. Nada traumático. Ainda que esteja habituado ao ritmo da metrópole aprecio muito esse oásis que nos é oferecido.
Fui para o parque preparado, tênis especial para corrida com super amortecimento, shorts confeccionados com tecido tecnológico que o faz mais leve, camiseta que mantém a temperatura do corpo agradável e iPod no braço, com direito a mais de quatro dias de música ininterrupta, ainda que não pretendesse ficar mais do que duas horas por lá.
Logo que coloquei o pé na pista me pus a correr, como meus ancestrais, atrás da minha presa. Logo as árvores já pareciam deformadas e o lago aparentava esvaziar tamanha a velocidade com que os ultrapassava. Era como se fôssemos um só, eu e o parque. A energia, o solo me empurrando para frente, o ar. Bastaram dois minutos para minha presa fugir. Meu fôlego na verdade. As árvores já voltaram ao normal e o lago não esvaziava mais, ainda que aparentasse desaguar de rir da minha situação patética. O solo já não me ajudava tanto, na verdade parecia segurar meus passos, o ar sumiu de vez. O resto do tempo andei. Fiquei de mal do parque. Não me rendi. Compensei nas flexões, fiz duas, junto dos oito abdominais me credenciei muito mal para ir atrás de minha própria comida. Quem sabe alcançaria um Scargot.
Mas tudo tem um começo não é? Aposto que o homem das cavernas não saiu da caverna pela primeira vez e já trouxe um mamute de almoço. Observando minha experiência acredito que nós, machos modernos, não devemos nos cobrar tanto, com o tempo melhoraremos nosso desempenho, físico e quem sabe até o relacionamento com o parque. Enquanto não agarramos nossa presa podemos levar as cavernetes pra jantar. Mas de preto para disfarçar a barriga.
* Texto publicado na revista Absoluta Gente de Janeiro de 2006
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Qual o status?
Nascemos pelados, carecas e sem dentes, mas ao contrário do que dizem nem tudo o que vem é lucro. Se fosse não viveríamos em busca dos nossos ideais. O trabalho, a casa, o carro e principalmente a parceira. Ainda que por muito tempo possamos curtir nossa solteirice, em certo momento vamos querer nos acomodar. A busca é intensa para achar a companheira ideal, você corteja, manda flores, liga no dia seguinte. Tudo para um dia oficializar o fim (ainda que possivelmente momentâneo) da procura. Essa oficialização é uma passagem muito complicada de nossas vidas. Denominar, renomear, chamar. Afinal essa mulher que está com você é o que sua? E você o que é dela? Qual seu estado civil? Enfim, qual o seu status no orkut?
Infelizmente, o pedido de namoro tradicional se tornou brega para muitos, talvez por causa do programa “Quer namorar comigo?” do Silvio Santos com seus cenários vermelhos e binóculos, talvez pela constante sensação de todos de que deve-se saber tudo que se passa na cabeça do outro sem perguntar. A alteração do papel da mulher nos relacionamentos nos trouxe benefícios, é verdade. O fim da “obrigação” de dar o primeiro passo no jogo da sedução, por exemplo. A fantasia de ser intimado em uma noite qualquer por aquela pequena que está te olhando desde o momento que você chegou é bem mais plausível hoje em dia. Entretanto na hora de definir “em que pé se está” a situação é delicada, uma má interpretação pode acabar fazendo com que o recém nascido caso-namoro-rolo comece com o pé esquerdo. Ao passo que antigamente sabíamos que obrigatoriamente, nós homens oficializávamos ou enrolávamos.
Independente de sua vontade é melhor saber no que está metido. A formalidade ou casualidade pode igualmente ser muito bem curtidas desde que sejam claras para os dois lados. Assim evita-se circunstâncias em que você seja um canalha ou mesmo corno.
A solução óbvia é a comunicação, deixe o orgulho de lado e caso o período de esquiva e estudo do “adversário” se prolongue coloque os fatos em pratos limpos. Ou lençóis de preferência. Pergunte, não ofende mesmo, não será tão difícil fazê-la compreender que você não lê mentes. Caso você saiba ler mentes está perdendo tempo lendo esse texto.
As maneiras de fazer isso são infindáveis, variam de risco e efeito. Se você é um cara conservador, vá com calma, introduza o assunto lentamente, dê dicas sobre o que está pensando, cite exemplos. Caso jogue na mesa dos “high rollers” vá com fé, invista nos clássicos, escolha um jantar, o meio de um romance clássico ou uma tarde de domingo daquelas bem laranjas, com sol baixo beijando o horizonte. Pegue a mão dela, concentre-se, esqueça que o prejuízo pode machucar, pense que se apostar certo a bolada será grande. Escolha o momento, jogue as fichas e pergunte: Quer namorar comigo?
Infelizmente, o pedido de namoro tradicional se tornou brega para muitos, talvez por causa do programa “Quer namorar comigo?” do Silvio Santos com seus cenários vermelhos e binóculos, talvez pela constante sensação de todos de que deve-se saber tudo que se passa na cabeça do outro sem perguntar. A alteração do papel da mulher nos relacionamentos nos trouxe benefícios, é verdade. O fim da “obrigação” de dar o primeiro passo no jogo da sedução, por exemplo. A fantasia de ser intimado em uma noite qualquer por aquela pequena que está te olhando desde o momento que você chegou é bem mais plausível hoje em dia. Entretanto na hora de definir “em que pé se está” a situação é delicada, uma má interpretação pode acabar fazendo com que o recém nascido caso-namoro-rolo comece com o pé esquerdo. Ao passo que antigamente sabíamos que obrigatoriamente, nós homens oficializávamos ou enrolávamos.
Independente de sua vontade é melhor saber no que está metido. A formalidade ou casualidade pode igualmente ser muito bem curtidas desde que sejam claras para os dois lados. Assim evita-se circunstâncias em que você seja um canalha ou mesmo corno.
A solução óbvia é a comunicação, deixe o orgulho de lado e caso o período de esquiva e estudo do “adversário” se prolongue coloque os fatos em pratos limpos. Ou lençóis de preferência. Pergunte, não ofende mesmo, não será tão difícil fazê-la compreender que você não lê mentes. Caso você saiba ler mentes está perdendo tempo lendo esse texto.
As maneiras de fazer isso são infindáveis, variam de risco e efeito. Se você é um cara conservador, vá com calma, introduza o assunto lentamente, dê dicas sobre o que está pensando, cite exemplos. Caso jogue na mesa dos “high rollers” vá com fé, invista nos clássicos, escolha um jantar, o meio de um romance clássico ou uma tarde de domingo daquelas bem laranjas, com sol baixo beijando o horizonte. Pegue a mão dela, concentre-se, esqueça que o prejuízo pode machucar, pense que se apostar certo a bolada será grande. Escolha o momento, jogue as fichas e pergunte: Quer namorar comigo?
quinta-feira, janeiro 19, 2006
Pelas barbas do profeta.
É de família, não tem jeito. Meu pai acaba de completar 50 anos e tem menos barba do que muito púbere por aí. Imagina ele com 26. Pois é, eu sou igualzinho, tirando as calças boca de sino. É triste. Vivo inventando moda com o visual. Meu cabelo já foi curto, comprido e raspado. Moreno, ruivo e azulado (tem coisas que você tem que provar uma vez na vida). Mas na barba pude inventar muito pouca coisa. Mas inventei é claro. Tentei deixar barba só no queixo. Não agradou. Tentei deixar o cavanhaque. Fiquei com barba só no queixo. Tentei deixar o bigode. Fiquei muito bem barbeado. Minha melhor tentativa foi aquele look-cool, que só não é mais cool do que o próprio nome.
Look-cool é aquele conhecido estilo “barba por fazer”. O nome engana, assim como o “cabelo bagunçado” que exige mais trabalho do que muito penteado, o “barba por fazer” deve ser pensado. Planejado na verdade. Afinal ele só funciona de dois a três dias depois que você o coloca em execução. Para ter uma “barba por fazer” é preciso fazer muito bem a barba. Não dá pra passar aquela lâmina velha que sempre que você usa diz que precisa comprar refil. Uma lâmina nova, um creme indicado para seu tipo de pele e um pós barba eficiente fazem um bom papel. Se quer fechar com chave de ouro use um esfoliante ou gel de limpeza, pode ser na hora do banho mesmo para não tomar muito tempo, é indolor, fácil e colabora muito com o look-cool. Depois disso caso se sinta frágil, é normal. Até se acostumar com essas coisas é estranho. No entanto, há remédio para tal problema, dê uma boa coçada horizontal no saco e 20 passos de cueca pela casa, se os sintomas permanecerem procure o strip-club mais próximo.
Dos barbudos, chamo a atenção. A bochecha é o limite. Na verdade o meio da bochecha mas a frase perderia o efeito. Nunca deixe a barba crescer acima do meio da bochecha. A não ser que queira se fantasiar de Chewbacca. Se for esse o caso vai ficar ótimo. Mas em ocasiões menos especiais onde personagens do “Guerra nas Estrelas” não andam entre nós, deixe sua barba numa altura razoável. Outra altura que deve ser observada é a que se mede da pele para a ponta do pelo. Seja lá qual for sua opção, ela demanda cuidado. Não é porque decidiu ser barbado que não precisa mais se preocupar em se barbear, continue aparando a cabeluda, do contrário andará por aí com um belo arbusto na cara. Arbustos não são atraentes, não para se beijar ao menos.
O negócio é inovar, ter a mesma cara é entediante, para as pessoas que te vêem e até mesmo para você. Nada mais chato que acordar cedo ir escovar os dentes e logo dar de cara com você, o mesmo “você” dos últimos cinco anos. Ver o mesmo reflexo no espelho todo dia só é agradável para pessoas como a Gisele Bundchen, ou para o Kelly Slater que no canto do espelho ainda consegue enxergar a Gisele na cama.
Look-cool é aquele conhecido estilo “barba por fazer”. O nome engana, assim como o “cabelo bagunçado” que exige mais trabalho do que muito penteado, o “barba por fazer” deve ser pensado. Planejado na verdade. Afinal ele só funciona de dois a três dias depois que você o coloca em execução. Para ter uma “barba por fazer” é preciso fazer muito bem a barba. Não dá pra passar aquela lâmina velha que sempre que você usa diz que precisa comprar refil. Uma lâmina nova, um creme indicado para seu tipo de pele e um pós barba eficiente fazem um bom papel. Se quer fechar com chave de ouro use um esfoliante ou gel de limpeza, pode ser na hora do banho mesmo para não tomar muito tempo, é indolor, fácil e colabora muito com o look-cool. Depois disso caso se sinta frágil, é normal. Até se acostumar com essas coisas é estranho. No entanto, há remédio para tal problema, dê uma boa coçada horizontal no saco e 20 passos de cueca pela casa, se os sintomas permanecerem procure o strip-club mais próximo.
Dos barbudos, chamo a atenção. A bochecha é o limite. Na verdade o meio da bochecha mas a frase perderia o efeito. Nunca deixe a barba crescer acima do meio da bochecha. A não ser que queira se fantasiar de Chewbacca. Se for esse o caso vai ficar ótimo. Mas em ocasiões menos especiais onde personagens do “Guerra nas Estrelas” não andam entre nós, deixe sua barba numa altura razoável. Outra altura que deve ser observada é a que se mede da pele para a ponta do pelo. Seja lá qual for sua opção, ela demanda cuidado. Não é porque decidiu ser barbado que não precisa mais se preocupar em se barbear, continue aparando a cabeluda, do contrário andará por aí com um belo arbusto na cara. Arbustos não são atraentes, não para se beijar ao menos.
O negócio é inovar, ter a mesma cara é entediante, para as pessoas que te vêem e até mesmo para você. Nada mais chato que acordar cedo ir escovar os dentes e logo dar de cara com você, o mesmo “você” dos últimos cinco anos. Ver o mesmo reflexo no espelho todo dia só é agradável para pessoas como a Gisele Bundchen, ou para o Kelly Slater que no canto do espelho ainda consegue enxergar a Gisele na cama.
sexta-feira, janeiro 13, 2006
Festas de peso.
Não, não falo sobre festas dionisíacas, regadas a Dom Perignon, freqüentadas por figurões da alta sociedade. Também não tenho como assunto celebrações cósmicas no planeta Júpiter onde a gravidade faz tudo pesar duas vezes mais do que na Terra. Falo sobre as festas de fim de ano. Confraternização da empresa, amigo secreto entre os amigos, bota-fora do camarada que vai estagiar na Colômbia, jantar de véspera de Natal na casa da Mãe que adora cozinhar para vinte, mesmo que sempre venham quatro, entre outras.
O clima é de festa ainda que tenhamos que chorar. IPVA, IPTU, feriado trabalhando, metas de trabalho pra 2006. Portanto festejar é mais do que nosso direito, é nosso dever. Vamos as festas mal intencionados, nem almoçamos para garantir que o trabalho será bem feito. Quando chegamos no campo de batalha somos animais, atacamos tudo que pareça mastigável, em cima da mesa, dentro da geladeira e na mesinha de centro. Fora os guardanapos, engolidos por acidente, todos os alimentos ingeridos nos trazem muita satisfação, paz e pança.
Nós, machos modernos, suamos a camisa o tempo todo, com o objetivo de manter a circunferência da cintura num limite aceitável, e antes que você se pergunte, não, 1 metro de cintura não é aceitável. O fato é que nos privamos de inúmeros chopps em noites de verão, x-saladas em agitadas madrugadas e sundaes entupidos de cada. Ou não. Mas tentamos. Afinal, sabemos que temos duas escolhas: fechar a boca e mexer o traseiro ou relaxar de vez, rumar ao paraíso dos doces, salgados e biritas. Já estive lá, sei como que é. Se come tudo o que quer, as sobremesas mais exageradas, os hambúrgueres mais recheados e as cervejas mais geladas. Em compensação não enxergava meus próprios pés.
Após anos de experiência comendo tudo, virei bandeira. Sou do time daqueles que uma hora ou outra, em alguma pizzaria ou lanchonete da cidade pode sacar uma barra de cereal do bolso em vez de pedir o menu. Tal comportamento traz inegáveis benefícios a saúde, proporciona certa economia a suas finanças e colabora na manutenção do peso. Seria ótimo se não fosse tão ruim. A lamentação de nada ajuda então qual a solução?
O que todo mundo sabe, mas ninguém faz. Vivo escutando que as pessoas não conseguem emagrecer. Fazem dieta, mas, nada de perder peso. Mentira. É simples, coma em ordem decrescente ao correr do dia. Quanto mais tarde menos se pode comer. Mais carboidratos no começo do dia e mais proteínas no final. Muita salada e frutas. Todo mundo sabe, porém se recusam a acreditar que a verdade possa ser tão cruel. Mas é, e o que podemos fazer?
Encarar. É o que nos resta afinal, lamentar não diminui nosso problema, muito menos, cinco kilos extras. Enfrentemos por alguns dias esse sacrifício. Os benefícios são válidos, fechar o último botão daquela calça preferida, sair do carro pela porta do motorista mesmo em garagem apertada, e o mais importante, saber quando sua meia está furada e nem precisar encolher a barriga pra isso.
O clima é de festa ainda que tenhamos que chorar. IPVA, IPTU, feriado trabalhando, metas de trabalho pra 2006. Portanto festejar é mais do que nosso direito, é nosso dever. Vamos as festas mal intencionados, nem almoçamos para garantir que o trabalho será bem feito. Quando chegamos no campo de batalha somos animais, atacamos tudo que pareça mastigável, em cima da mesa, dentro da geladeira e na mesinha de centro. Fora os guardanapos, engolidos por acidente, todos os alimentos ingeridos nos trazem muita satisfação, paz e pança.
Nós, machos modernos, suamos a camisa o tempo todo, com o objetivo de manter a circunferência da cintura num limite aceitável, e antes que você se pergunte, não, 1 metro de cintura não é aceitável. O fato é que nos privamos de inúmeros chopps em noites de verão, x-saladas em agitadas madrugadas e sundaes entupidos de cada. Ou não. Mas tentamos. Afinal, sabemos que temos duas escolhas: fechar a boca e mexer o traseiro ou relaxar de vez, rumar ao paraíso dos doces, salgados e biritas. Já estive lá, sei como que é. Se come tudo o que quer, as sobremesas mais exageradas, os hambúrgueres mais recheados e as cervejas mais geladas. Em compensação não enxergava meus próprios pés.
Após anos de experiência comendo tudo, virei bandeira. Sou do time daqueles que uma hora ou outra, em alguma pizzaria ou lanchonete da cidade pode sacar uma barra de cereal do bolso em vez de pedir o menu. Tal comportamento traz inegáveis benefícios a saúde, proporciona certa economia a suas finanças e colabora na manutenção do peso. Seria ótimo se não fosse tão ruim. A lamentação de nada ajuda então qual a solução?
O que todo mundo sabe, mas ninguém faz. Vivo escutando que as pessoas não conseguem emagrecer. Fazem dieta, mas, nada de perder peso. Mentira. É simples, coma em ordem decrescente ao correr do dia. Quanto mais tarde menos se pode comer. Mais carboidratos no começo do dia e mais proteínas no final. Muita salada e frutas. Todo mundo sabe, porém se recusam a acreditar que a verdade possa ser tão cruel. Mas é, e o que podemos fazer?
Encarar. É o que nos resta afinal, lamentar não diminui nosso problema, muito menos, cinco kilos extras. Enfrentemos por alguns dias esse sacrifício. Os benefícios são válidos, fechar o último botão daquela calça preferida, sair do carro pela porta do motorista mesmo em garagem apertada, e o mais importante, saber quando sua meia está furada e nem precisar encolher a barriga pra isso.
quinta-feira, dezembro 29, 2005
Atrás de uma grande mulher
Se atrás de um grande homem tem uma grande mulher, atrás de uma grande mulher sempre tem uma porrada de homem. As grandes mulheres são disputadas a tapa pela população masculina. O Macho não tem propósito sem a Fêmea, afinal, o que seria dos homens sem as mulheres?
Nada. O mundo masculino sem a referência feminina perde o sentido. Seríamos apenas moleques peludos, mal-vestidos, freqüentemente vítimas de polução noturna.
O espelho de nada serve para melhorar nossa imagem se não tivermos alguém para nos dizer de maneira extremamente carinhosa para tirarmos aquela “camisa-ridícula-cor-de-vômito”. São elas que nos guiam sobre qual caminho devemos seguir, ou pelo menos nos obrigam a parar no posto para perguntar. Se temos algum senso estético no mundo moderno, ganhamos das mulheres. Depois delas, apareceram as revistas de comportamento, cortes de cabelo diferentes daquele que o papa-capim usava, e principalmente o fim das monocelhas.
Sem elas gastaríamos fortunas em terapia. Afinal que homem estaria disposto a ouvir tanto quanto elas. Apesar de falarem muito mais do que nós, ouvem infindáveis lamúrias sobre nossos descontentamentos em relação a vida profissional, nossos problemas com pais, mães, irmãs e tios que insistem em dizer que seu trabalho é inútil, além de dúvidas sobre o que fazer em relação a um rosto queimado de sol que teima em descascar antes daquela apresentação importantíssima.
No âmbito sexual é desnecessária a explicação de sua importância. Afinal qual a graça do cine-privé sem elas? O investigador chegaria na casa da testemunha do crime e ficaria apenas fazendo perguntas. Nada de rapidinha na pia da cozinha ou “umazinha” em cima do piano.
Não desprezemos, no entanto, nossa importância em suas vidas. Sem nós, elas estariam perdidas. Sabemos que somos nós quem possibilita a superação dos obstáculos do cotidiano, explicamos grandes teorias que elas nunca entenderiam sem a didática explicação por nós dada. Temos bilhões de neurônios a mais justamente para isso. Fazer o que elas não podem fazer, somos mais capacitados. Sem nós, afinal, como elas abririam os vidros de palmito e entenderiam a regra do impedimento?
Nada. O mundo masculino sem a referência feminina perde o sentido. Seríamos apenas moleques peludos, mal-vestidos, freqüentemente vítimas de polução noturna.
O espelho de nada serve para melhorar nossa imagem se não tivermos alguém para nos dizer de maneira extremamente carinhosa para tirarmos aquela “camisa-ridícula-cor-de-vômito”. São elas que nos guiam sobre qual caminho devemos seguir, ou pelo menos nos obrigam a parar no posto para perguntar. Se temos algum senso estético no mundo moderno, ganhamos das mulheres. Depois delas, apareceram as revistas de comportamento, cortes de cabelo diferentes daquele que o papa-capim usava, e principalmente o fim das monocelhas.
Sem elas gastaríamos fortunas em terapia. Afinal que homem estaria disposto a ouvir tanto quanto elas. Apesar de falarem muito mais do que nós, ouvem infindáveis lamúrias sobre nossos descontentamentos em relação a vida profissional, nossos problemas com pais, mães, irmãs e tios que insistem em dizer que seu trabalho é inútil, além de dúvidas sobre o que fazer em relação a um rosto queimado de sol que teima em descascar antes daquela apresentação importantíssima.
No âmbito sexual é desnecessária a explicação de sua importância. Afinal qual a graça do cine-privé sem elas? O investigador chegaria na casa da testemunha do crime e ficaria apenas fazendo perguntas. Nada de rapidinha na pia da cozinha ou “umazinha” em cima do piano.
Não desprezemos, no entanto, nossa importância em suas vidas. Sem nós, elas estariam perdidas. Sabemos que somos nós quem possibilita a superação dos obstáculos do cotidiano, explicamos grandes teorias que elas nunca entenderiam sem a didática explicação por nós dada. Temos bilhões de neurônios a mais justamente para isso. Fazer o que elas não podem fazer, somos mais capacitados. Sem nós, afinal, como elas abririam os vidros de palmito e entenderiam a regra do impedimento?
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Como ser irresistível? Para iniciantes.
A teoria está cada vez mais perto de ser uma lei. Para ser uma pessoa extremamente atraente não é preciso ser perfeito. Só quase. Você precisa ter no máximo um defeito. Escolha um. O resto tem que ser consertado, reparado e emagrecido. Desse modo, nada o separará do Olimpo dos homens irresistíveis.
Para provar a teoria tomemos o show-business como exemplo. Além dos impecáveis, Brad Pitt, George Clooney e Tom Cruise, existem muitas personalidades que são consideradas também irresistíveis. Muitas não são perfeitas, porém, escolheram apenas um defeito para ter. O Nicolas Cage por exemplo. Tenho dó do prezado ator, suas feições me fazem crer que ele viveu a infância com uma leiteira enfiada em sua cabeça. Ele é notavelmente feio. Porém como diria uma amiga minha, “O feio mais bonito do Cinema”. Ainda que a afirmação seja contraditória faz todo sentido. O cara é o cão chupando manga, mas se esmera em aperfeiçoar todos seus outro atributos; veste-se muito bem, tem estilo próprio, cuida do corpo e principalmente, não tenta disfarçar que é careca. O conjunto funciona muito bem e muitas mulheres o consideram irresistível.
Podem dizer que ele é uma estrela de Hollywood e que, desse modo, não há comparação, na telona até o Tiririca fica bonito. Discordo. Ou melhor, concordo em parte, com a luz certa, maquiagem, personal, hair, dentist stylist e mais algumas dezenas de termos em inglês ele deve ficar apresentável. Porém, esse não é o ponto. O ponto é que você pode testar na sua casa mesmo. Imagine-se com só um defeito dos que você tem. Melhore todo o resto, viu que galã você fica? Eu fico pelo menos, olho pro espelho e faço pose. Ás vezes me pego de surpresa e é inevitável, tenho que olhar nos olhos do meu reflexo e dizer: “How you doing?”.
Para colocar o plano em ação, a primeira pergunta que você deve se fazer é: “Que defeito vou manter?”. A resposta é simples, o mais difícil de se extinguir. Peguemos um exemplo. Fictício. Nosso modelo tem o rosto composto da seguinte maneira, os olhos são pretos com pálpebras caídas, o nariz oblíquo, a boca não tem nada demais, orelhas similares as do elefante Dumbo e queixo com “bundinha”. Seu cabelo é crespo, bombrilzão, daquele de deixar Tony Tornado cheio de inveja. Mede 1,75, boa estatura, pesa 115 kg, péssima largura. Veste roupas genéricas, daquelas que todo mundo poderia ter, mas não combina com ninguém. A composição de cores é feita pelo processo do sorteio, o que se pegar primeiro do armário se usa.
Estamos lidando com um sujeito bem peculiar. Digo, feio. Os defeitos são muitos como se pode ver mas, só um deles não tem solução (barata pelo menos). A não ser que apele para a cirurgia plástica o rosto não pode ser muito melhorado. Já os outros são passíveis de mudança. A gordura se elimina fechando a boca e tirando a bunda do lugar, o cabelo pode ser raspado ou cortado no estilo Lenny Kravitz (antes da chapinha), o guarda roupa pode ser revitalizado e o gosto da cores, bem, compre um espelho.
Agora temos um cara com um rosto estranho, cabelo afro, 1,75, boa estatura, 80kg, boa largura, vestido em roupas que além de cobrir o corpo, ornam o corpo intensificando a personalidade do indivíduo, em cores que não desejam a morte umas das outras. Bem melhor não é?
Este é o programa “Como ser irresistível?” que sendo executado com muito empenho e atenção tem 100% de eficiência. Você ficará irresistível.Teste você mesmo, você vai se surpreender. Eu testaria.
PS: A teoria não se aplica a idiotas e ignorantes, para o programa “Como ser irresistível?” funcionar a configuração mínima necessária requer pessoas inteligentes e interessantes.
Para provar a teoria tomemos o show-business como exemplo. Além dos impecáveis, Brad Pitt, George Clooney e Tom Cruise, existem muitas personalidades que são consideradas também irresistíveis. Muitas não são perfeitas, porém, escolheram apenas um defeito para ter. O Nicolas Cage por exemplo. Tenho dó do prezado ator, suas feições me fazem crer que ele viveu a infância com uma leiteira enfiada em sua cabeça. Ele é notavelmente feio. Porém como diria uma amiga minha, “O feio mais bonito do Cinema”. Ainda que a afirmação seja contraditória faz todo sentido. O cara é o cão chupando manga, mas se esmera em aperfeiçoar todos seus outro atributos; veste-se muito bem, tem estilo próprio, cuida do corpo e principalmente, não tenta disfarçar que é careca. O conjunto funciona muito bem e muitas mulheres o consideram irresistível.
Podem dizer que ele é uma estrela de Hollywood e que, desse modo, não há comparação, na telona até o Tiririca fica bonito. Discordo. Ou melhor, concordo em parte, com a luz certa, maquiagem, personal, hair, dentist stylist e mais algumas dezenas de termos em inglês ele deve ficar apresentável. Porém, esse não é o ponto. O ponto é que você pode testar na sua casa mesmo. Imagine-se com só um defeito dos que você tem. Melhore todo o resto, viu que galã você fica? Eu fico pelo menos, olho pro espelho e faço pose. Ás vezes me pego de surpresa e é inevitável, tenho que olhar nos olhos do meu reflexo e dizer: “How you doing?”.
Para colocar o plano em ação, a primeira pergunta que você deve se fazer é: “Que defeito vou manter?”. A resposta é simples, o mais difícil de se extinguir. Peguemos um exemplo. Fictício. Nosso modelo tem o rosto composto da seguinte maneira, os olhos são pretos com pálpebras caídas, o nariz oblíquo, a boca não tem nada demais, orelhas similares as do elefante Dumbo e queixo com “bundinha”. Seu cabelo é crespo, bombrilzão, daquele de deixar Tony Tornado cheio de inveja. Mede 1,75, boa estatura, pesa 115 kg, péssima largura. Veste roupas genéricas, daquelas que todo mundo poderia ter, mas não combina com ninguém. A composição de cores é feita pelo processo do sorteio, o que se pegar primeiro do armário se usa.
Estamos lidando com um sujeito bem peculiar. Digo, feio. Os defeitos são muitos como se pode ver mas, só um deles não tem solução (barata pelo menos). A não ser que apele para a cirurgia plástica o rosto não pode ser muito melhorado. Já os outros são passíveis de mudança. A gordura se elimina fechando a boca e tirando a bunda do lugar, o cabelo pode ser raspado ou cortado no estilo Lenny Kravitz (antes da chapinha), o guarda roupa pode ser revitalizado e o gosto da cores, bem, compre um espelho.
Agora temos um cara com um rosto estranho, cabelo afro, 1,75, boa estatura, 80kg, boa largura, vestido em roupas que além de cobrir o corpo, ornam o corpo intensificando a personalidade do indivíduo, em cores que não desejam a morte umas das outras. Bem melhor não é?
Este é o programa “Como ser irresistível?” que sendo executado com muito empenho e atenção tem 100% de eficiência. Você ficará irresistível.Teste você mesmo, você vai se surpreender. Eu testaria.
PS: A teoria não se aplica a idiotas e ignorantes, para o programa “Como ser irresistível?” funcionar a configuração mínima necessária requer pessoas inteligentes e interessantes.
quinta-feira, dezembro 15, 2005
Amor, aliança e 23 dias.
Homens nascem com dons. Uns são dotados de extrema inteligência, resolvem problemas com facilidade, interpretam textos de sociólogos como fossem gibis e não mentem para suas mulheres. Uns são dotados de beleza inexorável, inspiram suspiros e ainda que mintam para suas mulheres não tem problema, afinal eles são “tããão lindos!”. Mas acredito que bem dotado mesmo é aquele que tem o dom de conhecer as mulheres. Sabe o que precisa sobre o sexo oposto e o que não precisa nem se arrisca a perguntar. Para o bem de todos. Eu nunca fui um desses.
Aos 18 anos de idade eu era bem bobo. Não assim bobo “dãããã”, um bobo legal. Ou melhor, eu era bobinho, ingênuo que só. Namorava uma menina de 15 anos, coisa que me colocava no patamar de igualdade. Eu achava pelo menos. Meu namoro era super maduro, afinal beijei e comecei a namorar no intervalo de sete dias. Namorar sozinho não é tão legal assim quando se tem 18 anos. Chamei a minha galera, ela a dela. Éramos 4 casais, um em cada quarto de uma grande casa em Alphaville. O que acontecia no quarto, morria no quarto. Eu achava pelo menos.
Qual não foi minha surpresa a descobrir que na verdade elas falavam tudo umas pras outras. “É natural”, diziam elas. Como assim? Estávamos envolvidos em relacionamentos sérios, amávamos pra sempre e provávamos usando alianças de prata nos dedos, isso não significa nada? Não há respeito nem pelos 23 dias de nossa história juntos? Não. Elas não achavam pelo menos. Contavam o que, quando, como, aonde e com que parte do corpo. Tudo que acontecia no quarto era detalhado.
Como representante da minha classe, convoquei na hora uma reunião. Na verdade terminei o meu amasso e assim que encontrei com a galera no carro (só um de nós tinha carta) na volta pra São Paulo derramei a verdade estarrecedora. Todos ficaram horrorizados. Me perguntavam sobre o amor, a aliança, 23 dias. Acalmei-os. Tínhamos que tomar uma atitude rápida, o caso demandava urgência. A solução foi genial. O tipo de coisa que você só faz achando que é inteligente com essa idade. Dar o troco na mesma moeda. Não preciso dizer que foi péssimo. O máximo que conseguimos foi ficarmos envergonhados. No máximo cobiçar a mulher do outro. O que foi ruim para alguns.
Isso foi o começo de um processo que nunca mais parou. Nós sempre falamos das putarias que fizemos nos quartos da vida, porém nossas namoradas são sagradas. O respeito é diferente, não queremos nossos amigos fazendo imagens mentais delas. São inevitáveis quando se descreve algo íntimo. Elas pra variar, se saem melhor nesse sentido. Não se incomodam geralmente. Aprendem mais umas com as outras e sabem muito bem quando algo é normal ou quando é pura falta de habilidade. Nós ficamos todos fingindo que sabemos tudo, eu por exemplo sei que enquanto não demonstrar dúvida ninguém vai achar que eu sou meia boca. Eu acho pelo menos.
Aos 18 anos de idade eu era bem bobo. Não assim bobo “dãããã”, um bobo legal. Ou melhor, eu era bobinho, ingênuo que só. Namorava uma menina de 15 anos, coisa que me colocava no patamar de igualdade. Eu achava pelo menos. Meu namoro era super maduro, afinal beijei e comecei a namorar no intervalo de sete dias. Namorar sozinho não é tão legal assim quando se tem 18 anos. Chamei a minha galera, ela a dela. Éramos 4 casais, um em cada quarto de uma grande casa em Alphaville. O que acontecia no quarto, morria no quarto. Eu achava pelo menos.
Qual não foi minha surpresa a descobrir que na verdade elas falavam tudo umas pras outras. “É natural”, diziam elas. Como assim? Estávamos envolvidos em relacionamentos sérios, amávamos pra sempre e provávamos usando alianças de prata nos dedos, isso não significa nada? Não há respeito nem pelos 23 dias de nossa história juntos? Não. Elas não achavam pelo menos. Contavam o que, quando, como, aonde e com que parte do corpo. Tudo que acontecia no quarto era detalhado.
Como representante da minha classe, convoquei na hora uma reunião. Na verdade terminei o meu amasso e assim que encontrei com a galera no carro (só um de nós tinha carta) na volta pra São Paulo derramei a verdade estarrecedora. Todos ficaram horrorizados. Me perguntavam sobre o amor, a aliança, 23 dias. Acalmei-os. Tínhamos que tomar uma atitude rápida, o caso demandava urgência. A solução foi genial. O tipo de coisa que você só faz achando que é inteligente com essa idade. Dar o troco na mesma moeda. Não preciso dizer que foi péssimo. O máximo que conseguimos foi ficarmos envergonhados. No máximo cobiçar a mulher do outro. O que foi ruim para alguns.
Isso foi o começo de um processo que nunca mais parou. Nós sempre falamos das putarias que fizemos nos quartos da vida, porém nossas namoradas são sagradas. O respeito é diferente, não queremos nossos amigos fazendo imagens mentais delas. São inevitáveis quando se descreve algo íntimo. Elas pra variar, se saem melhor nesse sentido. Não se incomodam geralmente. Aprendem mais umas com as outras e sabem muito bem quando algo é normal ou quando é pura falta de habilidade. Nós ficamos todos fingindo que sabemos tudo, eu por exemplo sei que enquanto não demonstrar dúvida ninguém vai achar que eu sou meia boca. Eu acho pelo menos.
sexta-feira, dezembro 02, 2005
Drenagem adrenada
É batata. Expressão antiga para dizer que algo era certo, lógico, sem dúvida. Assim como a expressão, as coisas que ela definia estão em extinção. O mundo dinâmico nos trouxe a necessidade de diversificar e diferenciar tudo mas não necessariamente ao agrado de todos. É preciso moderação quando se pensa em experimentar alguma coisa. Algo que aparentemente é inofensivo pode causar traumas irreparáveis.
Massagem, no universo masculino, por muito tempo foi batata. Quer agradar um homem? Que maneira melhor do que lhe tilinteando com os dedos e outras partes mais? Com a opção de finalização manual ou entre os seios melhor ainda. Porém sinto em dizer que mais um item do nosso universo deixou de ser batata. A maca, não mais é um lugar seguro e muito menos um refúgio de seus problemas. Inventaram a Drenagem Linfática.
O processo engana o mais escolado dos machos. As clínicas se encontram nos bairros tradicionais, Moema, Campo Belo, Itaim, a atendente esterilizadamente bem vestida, a maca é a mesma, branca e estreita.
Deitado em maca esplêndida, vestindo sua cueca de festa, como se ela fosse apenas mais uma da gaveta, você aguarda. Em alguns minutos irá se refestelar, ser Pachá por exatamente uma hora. Nada melhor do que receber uma massagenzinha e ainda diminuir alguns centímetros de barriga ao mesmo tempo. Lei do mínimo esforço.
O início é similar a qualquer massagem, o gel aquecido na temperatura de um banho de inverno , as mãos firmes em seu pescoço, pressionando seu omoplata como fosse uma massa de pizza. Você relaxa. Basta um segundo relaxado para as coisas se transformam. As mãos antes leves como penas, agora pesam como patas, a toalha que fazia companhia para o umbigo se refugia na virilha, deixando umbigo ali, sozinho, encurralado. Com movimentos contínuos a massagista aperta sua pança de cima para baixo em direção a suas axilas. Nem pense em dar risada que isso não tem nada de engraçado. Pequenos murros são dados em seus pneus laterais. Provável que o namorado da carrasca tenha chegado tarde ontem a noite, ela precisa aliviar o stress. Depois de certo momento a dor fica mais suportável e você relaxa o quanto pode. Mas... As coisas mudam, agora você é contemplado com novos movimentos e técnicas. Com o nó do dedo médio a massagista stressada pressiona seu corpo como uma criança que rabisca o papel. Até rasgar. Nesse momento você não tem dúvidas que o namorado além de chegar tarde, ainda trouxe com ele aquele cheiro de perfume barato. Você pode tentar aguentar calmamente e não esboçar reação porém por dentro você sabe que nesse momento, não passa de uma menininha.
Ok, pode virar de bruço.
Agora fica bem mais fácil, não que doa menos, mas enfim sua cara pode se desconfigurar a vontade a cada apertão, a única testemunha será o piso de cerâmica cinza claro. O procedimento é o mesmo, as sensações e pensamentos também, com a execção de que ao sentir-se rabiscado mais uma vez, se chega a conclusão final de que o namorado da massagista não só chegou tarde em casa envolto em uma nuvem de “Angel” genérico. Para essa intensidade de raiva é certo que no mínimo tinha uma calcinha vermelha no bolso.
Não lembro direito como terminou o tratamento, pois acredito que o choque tenha me causado amnésia temporária, porém lembro muito bem da hora de pagar.
Depois desse dia voltei mais 9 vezes, ao consultório da massagista manos de piedra. Ainda que pareça uma idiotice voltar para um lugar onde se teve uma experiência tão dolorosa, o tratamento tinha que ser terminado. O resultado deu pra ser notado, perdi alguns centímetros de cintura, muitos reais da conta corrente e um tiquinho de orgulho próprio.
Massagem, no universo masculino, por muito tempo foi batata. Quer agradar um homem? Que maneira melhor do que lhe tilinteando com os dedos e outras partes mais? Com a opção de finalização manual ou entre os seios melhor ainda. Porém sinto em dizer que mais um item do nosso universo deixou de ser batata. A maca, não mais é um lugar seguro e muito menos um refúgio de seus problemas. Inventaram a Drenagem Linfática.
O processo engana o mais escolado dos machos. As clínicas se encontram nos bairros tradicionais, Moema, Campo Belo, Itaim, a atendente esterilizadamente bem vestida, a maca é a mesma, branca e estreita.
Deitado em maca esplêndida, vestindo sua cueca de festa, como se ela fosse apenas mais uma da gaveta, você aguarda. Em alguns minutos irá se refestelar, ser Pachá por exatamente uma hora. Nada melhor do que receber uma massagenzinha e ainda diminuir alguns centímetros de barriga ao mesmo tempo. Lei do mínimo esforço.
O início é similar a qualquer massagem, o gel aquecido na temperatura de um banho de inverno , as mãos firmes em seu pescoço, pressionando seu omoplata como fosse uma massa de pizza. Você relaxa. Basta um segundo relaxado para as coisas se transformam. As mãos antes leves como penas, agora pesam como patas, a toalha que fazia companhia para o umbigo se refugia na virilha, deixando umbigo ali, sozinho, encurralado. Com movimentos contínuos a massagista aperta sua pança de cima para baixo em direção a suas axilas. Nem pense em dar risada que isso não tem nada de engraçado. Pequenos murros são dados em seus pneus laterais. Provável que o namorado da carrasca tenha chegado tarde ontem a noite, ela precisa aliviar o stress. Depois de certo momento a dor fica mais suportável e você relaxa o quanto pode. Mas... As coisas mudam, agora você é contemplado com novos movimentos e técnicas. Com o nó do dedo médio a massagista stressada pressiona seu corpo como uma criança que rabisca o papel. Até rasgar. Nesse momento você não tem dúvidas que o namorado além de chegar tarde, ainda trouxe com ele aquele cheiro de perfume barato. Você pode tentar aguentar calmamente e não esboçar reação porém por dentro você sabe que nesse momento, não passa de uma menininha.
Ok, pode virar de bruço.
Agora fica bem mais fácil, não que doa menos, mas enfim sua cara pode se desconfigurar a vontade a cada apertão, a única testemunha será o piso de cerâmica cinza claro. O procedimento é o mesmo, as sensações e pensamentos também, com a execção de que ao sentir-se rabiscado mais uma vez, se chega a conclusão final de que o namorado da massagista não só chegou tarde em casa envolto em uma nuvem de “Angel” genérico. Para essa intensidade de raiva é certo que no mínimo tinha uma calcinha vermelha no bolso.
Não lembro direito como terminou o tratamento, pois acredito que o choque tenha me causado amnésia temporária, porém lembro muito bem da hora de pagar.
Depois desse dia voltei mais 9 vezes, ao consultório da massagista manos de piedra. Ainda que pareça uma idiotice voltar para um lugar onde se teve uma experiência tão dolorosa, o tratamento tinha que ser terminado. O resultado deu pra ser notado, perdi alguns centímetros de cintura, muitos reais da conta corrente e um tiquinho de orgulho próprio.
sexta-feira, novembro 25, 2005
Eu adoro ir no supermercado - por M. Boudakian
Eu adoro ir no supermercado. Não em qualquer supermercado, lógico. É preciso ser um supermercado que atenda as necessidades mais básicas que um homem pode ter. Não um homem qualquer, um macho moderno.
Boa seleção de vinhos nacionais e importados, principalmente da América do Sul. Boas opções para se tomar com os amigos (encorpados e secos) e também boas opções para ser tomar com a parceira (frutados e suaves).
Massas e molhos diferenciados. Não dá para comer espaguete a bolonhesa. Alias, isso nem deveria existir. É preciso inovar no formato e na combinação de molhos.
Um jantar bem realizado pode causar uma excelente impressão e minimizar todos os seus defeitos. Até melhor do que isso, provavelmente ela não vai nem notar os seus defeitos. Conheço poucas mulheres que se interessam por vinho e culinária, é uma oportunidade para mostrar que com você ela não vai se arriscar a tomar um vinho ruim ou comer mau em algum restaurante.
Carnes. Para churrasco. Churrasco é um ritual muito importante para o Macho moderno, quase uma cerimônia religiosa. Normalmente uma combinação de comida, sol, piscina, música e mulheres em roupa de banho. Saiba escolher a carne e não estrague o resto.
E por último, a área de limpeza. Sim, a sua casa deve estar sempre limpa, nem que seja você o responsável por isso. Compre produtos específicos para cada tipo de material a ser limpo. Não economize nisso. Ah, e compre sabão especial para roupas pretas, você não vai ficar bem andando com uma camisa desbotada por aí.
Seja comprando para minha casa ou para eventos com amigos e ou garotas, eu sigo o bom e velho lema: se quer bem feito, faça você mesmo. Ou então arrisque-se a terminar seu feriado comendo miojo com salsicha numa mesa empoeirada. Que beleza!
* Colaboração de Murilo Boudakian Moysés
Boa seleção de vinhos nacionais e importados, principalmente da América do Sul. Boas opções para se tomar com os amigos (encorpados e secos) e também boas opções para ser tomar com a parceira (frutados e suaves).
Massas e molhos diferenciados. Não dá para comer espaguete a bolonhesa. Alias, isso nem deveria existir. É preciso inovar no formato e na combinação de molhos.
Um jantar bem realizado pode causar uma excelente impressão e minimizar todos os seus defeitos. Até melhor do que isso, provavelmente ela não vai nem notar os seus defeitos. Conheço poucas mulheres que se interessam por vinho e culinária, é uma oportunidade para mostrar que com você ela não vai se arriscar a tomar um vinho ruim ou comer mau em algum restaurante.
Carnes. Para churrasco. Churrasco é um ritual muito importante para o Macho moderno, quase uma cerimônia religiosa. Normalmente uma combinação de comida, sol, piscina, música e mulheres em roupa de banho. Saiba escolher a carne e não estrague o resto.
E por último, a área de limpeza. Sim, a sua casa deve estar sempre limpa, nem que seja você o responsável por isso. Compre produtos específicos para cada tipo de material a ser limpo. Não economize nisso. Ah, e compre sabão especial para roupas pretas, você não vai ficar bem andando com uma camisa desbotada por aí.
Seja comprando para minha casa ou para eventos com amigos e ou garotas, eu sigo o bom e velho lema: se quer bem feito, faça você mesmo. Ou então arrisque-se a terminar seu feriado comendo miojo com salsicha numa mesa empoeirada. Que beleza!
* Colaboração de Murilo Boudakian Moysés
Assinar:
Postagens (Atom)