Fiz uma maratona Kill Bill recentemente e nos créditos finais tocou essa música. Adoro.
Hoje lembrei...
"Malaguena salerosa
Besar tus labios quisiera
Besar tus labios quisiera.
Malaguena salerosa
Y decirte nina hermosa."
Chingón Band - Malagueña Salerosa
Problemas, divagações, aflições, dúvidas, emoções, vontades de apenas mais um Macho. Este homem moderno que ainda não achou seu lugar no mundo de hoje, mas não desiste de tentar.
quinta-feira, outubro 16, 2008
“Genoma” Particular

“Você é a cara do seu pai”. Sim, eu já tinha percebido. Mas e o resto? Olhando para meu DNA o que é responsabilidade do meu pai, da minha mãe e minha mesmo? Não que se não souber isso vá arrancar os cabelos ou coisa parecida, mas sou curioso. Fazer o que?
Quanto mais envelheço, mais vou reconhecendo o que é de quem. Depois de uma adolescência onde achava que era completamente original, e nem você , nem ninguém, me provaria o contrário, comecei a aceitar que certas características são inegáveis. Boas ou más, estão lá, no seu cotidiano, expondo para o mundo todo que você não é nada mais do que uma mistura aleatória de duas pessoas.
Da minha mãe herdei o desapego material, e que fique bem claro que com isso não quero dizer que somos livres de consumir. Somos consumistas inveterados, dinheiro é feito pra se gastar. Mas não temos nenhum apego a coisas, só às sensações que elas nos passam. Além disso os genes da mama me tornaram de certo modo dependente de pessoas. Ainda que eu tenha saído de casa e curta muito bem meu tempo sozinho, é com outras pessoas que realmente consigo ser feliz.
Meu pai, aparentemente pegou a maior parte do bolo. Alám do nariz grande e as pálpebras caídas, levo comigo uma infinidade de idiossincrasias e modo de raciocínio do velho. As pessoas tem medo de mim quando não me conhecem, quando conhecem tem um pouco menos. Mas ainda tem. Sou paternalista (ok joe, eu assumo), adoro ser idolatrado e reconhecido como diferente. Seguimos padrão para mulheres, ele se casou e namora hoje com mulheres que conheceu no trabalho. Meus dois namoros mais sérios foram com parentes de amigos meus.
Ok, pode ser que tudo isso não seja genética, seja aprendizado, absorção de exemplo, ou coisa parecida. Mas de qualquer maneira, essas são bagagens que devo a eles. Assim como devo outras coisas a professores, amigos, inimigos, escritores.
Muitas vezes me indaguei, o que meus pais me ensinaram. O que poderia apontar e dizer: Isso, eu devo a eles? Não encontrava. Mas há pouco tempo, conversando com o Laganaro, discutíamos casos antigos, histórias de nossa vida. Ao lembrar uma história, ele me apontou o que precisava ver.
A história é a seguinte. No terceiro colegial eu era doido por uma moça da minha classe. Ela era dessas que fazem você perder o rumo, de nunca falar sim ou não. Depois de alguns meses rondando, chegou o aniversário dela, e obviamente, queria dar um presente para impressionar. Como não tinha grana pedi a meu pai, explicando o causo. Ele nunca foi de conversar comigo, mas sempre me incentivou muito em tudo relacionado a mulheres. Deixei sobre o móvel da sala um bilhete, pedindo dinheiro para comprar um livro que a garota queria, e fui dormir.
No dia seguinte quando vou pegar o dinheiro, encontro muito mais dinheiro do que havia pedido, junto disso sua resposta.
“Se quer conquistar uma mulher, compre um jóia, não um livro”.
Segui o conselho, conquistei a mulher. O Laganaro disse que seu pai nunca disse coisa parecida para ele, e que de certo modo isso serve para nosso aprendizado. Então concluí que as lições de nossos pais nem sempre são tão claras.
quarta-feira, outubro 15, 2008
DJKast #020

Mea culpa. Na vigésima semana de DJKast resolvi tirar um sarro com 3 músicas que literalmente me fizeram gargalhar na primeira vez que ouvi. Pra compensar o segundo bloco é todo classudo e perfeito para quem pode dançar abraçadinho nessas noites enluaradas que vem fazendo. Espero que gostem.
Rolaram:
Flight of The Conchords - The Most Beautiful Girl (In The Room)
The Mountain Goats - No Children
Libera o Badaró - Jesus Negão
The Flamingos - I Only Have Eyes For You
Ella Fitzgerald & Louis Armstrong - Let's Call The Whole Thing Off
Madeleine Peyroux - Don't Wait Too Long
DJ AC-DC - Never Ending Story (DDR Power Club Vocal Mix)
Para ouvir no computador clique aqui e para adicionar no iTunes clique aqui.
Caso clicar acima não adicione o feed automaticamente no seu iTunes, para adicionar o feed "na raça", basta abrir o programa, ir na opção "Advanced", daí clicar em Subscribe to Podcast e inserir esse link na caixinha: itpc://web.mac.com/cristianoarruda/DJK/Podcast/rss.xml
Como sempre, se tiver qualquer dúvida, ou quiser pedir alguma música, basta me mandar um e-mail.
PS: As letras para as duas primeiras músicas você pode ver aqui (Flight of the Conchords) e aqui (The Mountain Goat)
Mood of the Day!
If you're the Devil in Disguise...
Elvis Presley - Devil in Disguise
Please allow me to introduce myself...
Rolling Stones - Sympathy for the Devil
Elvis Presley - Devil in Disguise
Please allow me to introduce myself...
Rolling Stones - Sympathy for the Devil
terça-feira, outubro 14, 2008
In Treatment

Estava eu na psicóloga apos um ataque de ansiedade e ela pegou um livro. Logo apos eu citar que assisti o documentário “A Ponte” e achei que fazia todo sentido. (Nota: “A Ponte” é um filme que trata sobre suicídio, saiba mais aqui). Voltando. Drª Ilana abriu um livro marrom e grosso que deve ter comprado ainda na faculdade, e começou a me fazer umas perguntas. 9 se não me engano. Das 9, 8 eu disse sim. E foi assim que ela decretou. Você está depressivo.
Não que não desconfiasse, mas minha imagem de gente depressiva, depressiiiiiiva, é daquelas que não conseguem sair da cama. Ainda que alguns dias eu até sentisse isso, em outros estava numa boa. Mas digo uma coisa, ouvir o decreto da psicóloga (que depois foi confirmado pela psiquiatra) me deu um alívio desgraçado. Tive uma sensação estranha, como se enxergasse em preto e branco e finalmente alguém me dissesse que existem cores.
Sempre fui contra remédios. Quaisquer que fossem. Achava que meu corpo tinha que se virar sozinho. Era bom o suficiente para meus ancestrais. Aqueles que tinham expectativa de vida de 25 anos. Mas com o tempo e me relacionando com pessoas que tomavam essas pílulas mágicas chamadas anti-depressivos, cheguei a uma conclusão. Melhor uma vida boa tomando remédio do que uma vida miserável sem remédio.
O assunto é longo, mas o que queria tratar aqui é o porquê das pessoas tratarem depressão como se fosse disfunção erétil. Muita gente tem um medo desgraçado de falar que tem depressão, vergonha talvez. Eu não, trato como uma doença qualquer e ainda faço graça. Afinal, é químico, falta de seretonina no cérebro. Simples assim.
Me expor (como de costume) me trouxe um fato interessante. Tem muita gente depressiva por aí. Pra cada um que falo tem uma história, “minha irmã”, “minha mãe”, “eu”, todo mundo curtindo as droguinhas legais. A conclusão é óbvia, seja por época, sociedade, cultura, tem cada vez mais gente depressiva no mundo.
Então, por favor, se você acha que tem, ou tem depressão, saia do armário, estamos todos no mesmo barco, mesmo que seja cachoeira abaixo, não se envergonhe de falar que tem, e se suspeita que tem vá se tratar, faz um bem desgraçado ver o mundo em cores.
Para ter uma idéia aqui vai uma lista de sintomas de depressão, mas obviamente procure ajuda profissional.
Critérios para diagnóstico de depressão
(Segundo o DSM-IV, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4ª edição).
· Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo;
· Anedônia: interesse diminuído ou perda de prazer para realizar as atividades de rotina;
· Sensação de inutilidade ou culpa excessiva;
· Dificuldade de concentração: habilidade freqüentemente diminuída para pensar e concentrar-se;
· Fadiga ou perda de energia;
· Distúrbios do sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
· Problemas psicomotores: agitação ou retardo psicomotor;
· Perda ou ganho significativo de peso, na ausência de regime alimentar;
· Idéias recorrentes de morte ou suicídio.
segunda-feira, outubro 13, 2008
Colégio Twitter

Muitos ainda não sabem o que é o twitter, se não sabem dêem uma olhada aqui para saber do que estou falando.
O twitter é um servicinho polêmico, foi odiado por todos assim que criado, pra que raios seria útil um lugar onde você diz o que está fazendo com 140 caracteres? Pra muita pouca coisa mesmo. Mas o tempo passou e os usuários resolveram usufruir da ferramenta para os mais diversos usos, divulgação de propaganda, proliferação de links, msn comunitário, entre outros. De um jeito estranho, o twitter acabou virando uma sala de aula.
Toda sala de aula tem vários grupinhos. Os excluídos, Os específicos, Os populares, Os professores e Os que não são nada.
Os excluídos do twitter são aqueles que entram, escutam e saem calados. Se um dia eles faltam você não dá conta. Eles podem ser excluídos por vontade própria ou não, podem ser loucos para fazer parte da galera ou simplesmente não gostarem de se expor. As pessoas dificilmente falam com os excluídos, visto que eles quase não parecem estar lá, quando falam é por engano ou por esbarrarem no corredor da cantina.
Os específicos são aqueles que são conhecidos por alguma coisa. Ou o cara tem um banda, ou a menina dança balé, ou qualquer coisa específica. Estes são os interesses deles e só. Se você gosta ou tem curiosidade pelo assunto que eles dominam, conversa de vez em quando, divide, aprende. Se não for o caso, estes não passam de excluídos que algum amigo seu conversa de vez em quando.
Os populares todo mundo sabe quem são. Qualquer classe, festa, evento quer a presença deles. Distribuem tendências sendo elas boas ou más, novas ou velhas. Não importa se um específico já sabia que aquela banda era o máximo. É necessário um popular para fazer todos ouvirem. Os populares falam com os populares, só, de vez em nunca com um específico. E quando falam o transformam em popular.
Os professores tentam dar ordem na bagunça. São os que realmente sabem alguma coisa dentro daquela sala de aula, tem simpatia pelos populares mas vêem potencial mesmo é nos específicos. Os professores geralmente não falam com ninguém em especial, falam com a classe, mas estão prontos a atender qualquer dúvida, seja lá de qual for o grupo.
Os que não são nada. Bem, este grupo fica por último porque é o mais difícil de classificar, e também porque me considero parte dele. Estes falam com todo mundo, ainda que nem sempre sejam correspondidos. Tem interesse por tudo e acham que sempre podem aprender algo. O que não são nada, não são as maiores fontes de informação, nem técnicos, nem estão na moda. Mas eles estão lá, geralmente falando uns com os outros, meio que sozinhos, meio que cheio de amigos.
Assim é minha sala de aula do twitter, e poderia classificar cada um da minha lista nas devidas turmas. Será que a sala dos outros é assim também?
PS: Meu twitter é twitter.com/krisarruda , caso queria fazer parte da minha turma...
domingo, outubro 12, 2008
Mudando de nível.

Sair da casa dos pais nunca é fácil. Nunca se está pronto. Mesmo 3 anos depois de ter saído ainda sinto na pele os efeitos colaterais. Mudar em si não afeta tanto, se compra alguns móveis, deixa-se outros para um segundo (terceiro, quarto, quinto...) momento, e de repente lá está você, vivendo uma vida “pior” e pagando por isso.
O primeiro sinal do que está por vir são as primeira “compras do mês”, que no meu caso se tornaram “da semana”, afinal a dispensa é diminuta. Você sai comprando tudo que sempre usou na casa antiga, mas nunca soube quanto custavam. Agora você sabe, e isso dói. As roupas, as refeições fora, as viagens, tudo começa a pesar, e quando você percebe está jantando miojo pra poder comprar umas meias novas.
Foi difícil, mas percebi que não ganho a mesma coisa que meus pais. E seja lá qual classe sócio-econômica eu estava, não estou mais, desci de uma a duas letrinhas. Mas meus referenciais são todos da classe acima, não sei como fazer meu dinheiro durar um mês todo, e isso é no mínimo ridículo. Afinal sei que tem gente qeu se vira muito melhor que eu ganhando menos.
A primeira estratégia foi: Ficar rico como meu pai. Sem me estender muito, declaro que não deu certo. Consegui gastar como ele, já pagar...
A segunda estratégia foi: Definir prioridades. Ok, era simples, bastava eu decidir onde gostaria de continuar vivendo como um principezinho, quais gostos me daria e quais abandonaria. Funcionou por um tempo. Economizava de um lado para gastar do outro e vivia uma vida relativamente igual a antiga. Se não comia fora tantas vezes mais, quando comia era do meu jeito.
O que deu errado? Referenciais. Mantendo os mesmos referenciais não conseguia evitar de me sentir inconformado em não ter o “bom” sempre. Considerava estes mimos ocasiões normais, e não especiais como de fato eram. A balança de valores estava descompensada.
Como resolver? Foi então que comecei a me acostumar com a idéia mais óbvia e simples de todas. Abraçar minha nova classe sócio-econômica com todo carinho possível. Entender que a realidade é outra, e que isso não quer dizer que seja ruim. Cada dia que passa, ainda que não resista a tentação por diversas vezes, vejo que quanto menos tenho, mais feliz eu sou. E não é hipocrisia não. Ter muito, traz muito problema. Mais contas, mais impostos, mais negociações, mais dor de cabeça. Ter menos simplifica a vida, te dá menos opções e te ajuda a aproveitar melhor as decisões tomadas.
Não vou virar hippie ou coisa parecida, impossível, ainda sou um consumista inveterado, mas espero que cada vez mais que foque no que realmente importa, no que me faz feliz de verdade, abrindo cada vez mais minha cabeça para lugares, coisas, situações e sensações. Procurando sentir aquele gostinho de se surpreender com uma felicidade incontrolável proveniente de algo completamente desprovido de valor monetário. Que não precisa de glamour, marca ou vista pra praia. Que te faz feliz só de estar vivo para sentir aquilo.
sexta-feira, outubro 10, 2008
O certo pelo duvidoso

Muitas pessoas titubeiam quando dão de encontro a uma situação onde tenham que trocar o certo pelo duvidoso. Eu também. Afinal, quem em sã consciência, acha natural e livre de medo aceita o câmbio de algo que já conhece, tem gosta por algo que parece ser interessante. É a única qualidade do “duvidoso”afinal, se não fosse interessante não causaria a tal dúvida.
O “certo” é cômodo, conhecido. Teoricamente, não precisamos nos “preocupar” com o “certo”. Sabemos quais seus pontos fracos e fortes, no que podemos confiar ou não, além de poder prever seus atos, suas manias e consequentemente o futuro.
O “duvidoso” é interessante. Seja lá por qual razão, algo lhe chamou atenção. Uma proposta de emprego por exemplo. Onde você trabalha já conhece as pessoas, sabe como lidar com cada uma, conhece os caminhos para chegar o topo e mais do que isso, sabe onde é o topo que pode atingir. No novo emprego você não sabe. Só imagina. As pessoas podem ser mais agradáveis ou não. O topo é desconhecido, muito menos o caminho até ele.
Obviamente isso tudo está ligado ao medo do desconhecido. Ainda que eu tente negar, morro de medo do desconhecido. Quando conquisto o “certo” acredito que é o máximo que posso atingir. Comodismo? Sim, mas não só isso. Também por saber que esse “certo” um dia foi duvidoso, e de certa maneira acertei na mega-sena. Tirei a sorte grande. Mas será questão de sorte?
Meu amigo Marcelo Mello sempre diz que só tem medo do conhecido, nunca do desconhecido. Entendo o conceito. O conhecido, mesmo quando certo, causa comodismo, conformismo, rotina e ás vezes um certo tipo de cegueira. Faz-se coisas que não se imaginava, se molda em algo que não se é, tudo para evitar que um dia chegue a dúvida: O “certo” ou o “duvidoso”?
O desconhecido me amedronta na mesma proporção que me estimula. Sempre brinco que se um OVNI aparecesse na minha frente eu gritaria: “Me leve com vocês”. Não, não tenho taras extraterrestres. Mas como conseguiria viver sem saber o que tinha lá dentro? Como conviveria comigo mesmo sabendo que poderia ter deixado de lado a oportunidade de viver algo completamente diferente do que já vivi?
Ultimamente assisti uma situação de certo e duvidoso. Vi alguém ser corajoso o suficiente para largar tudo que tinha construído por muito tempo para viver a aventura de provar o duvidoso. A pessoa era mais nova e mesmo com a possibilidade do mundo cair em sua cabeça escolheu pelo desconhecido. Tenho certeza que não se arrependeu um segundo. Isso me fez ver que apesar dos anos terem passado, eu também tenho esse poder de escolha, de reação. Me fez ver que tenho muito o que viver, e que se eu tiver muita sorte na vida ainda vou me deparar com muitas situações de “certo”e duvidoso”.
Como vou escolher? Simples. Basta eu ter a certeza da dúvida.
quinta-feira, outubro 09, 2008
Mood of the Day!
Como me chamaram de bruxo hoje, nada mais apropriado...
Screamin' Jay Hawkins - I Put a Spell on You
PS: Não tem vídeo, mas essa versão é a minha preferida...
Screamin' Jay Hawkins - I Put a Spell on You
PS: Não tem vídeo, mas essa versão é a minha preferida...
DJKast #019

O programa de número 19 do DJKast traz a velha fórmula de dois blocos distintos com músicas similares. É, eu não consigo. O primeiro bloco é pra quem curte pensar na vida, sonhar ou qualquer coisa tipo EMO. O segundo é pra provar que é macho só com rap do bom. Espero que gostem.
Rolaram:
The Magic Numbers - I See You, You See Me
Aqualung - Brighter Than Sunshine
Counting Crows - Round Here (Live)
Beastie Boys - Ch-Check It Out
Jay-Z - 99 Problems
Bone Thugz-N-Harmony - Thug Luv (feat. 2Pac)
New Order - Bizarre Love Triangle
Frente! - Bizarre Love Triangle
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quarta-feira, outubro 08, 2008
Razões e Emoções

Na minha vida sempre emendei as coisas. Não necessariamente iguais porque gosto de mudança, mas nunca fui desses que consegue “deixar a vida me levar”. Gosto de estar frequentemente perguntando e respondendo. O que? Não importa, o que importa é que vejo minha vida como filme e não videoclipe. Preciso sempre estar começando, desenvolvendo ou terminando histórias. Sempre abrindo um novo parágrafo, nada de palavras soltas ou imagens recortadas.
Quando chega a hora de responder essas perguntas é que a coisa fica interessante. Sou uma pessoa contraditória, penso o tempo todo no que devo fazer com meus instintos. Por vezes acabo de supetão decretando respostas completamente racionais, meio que pelo instinto. Hein?
Independente do meu modos operandis, sempre acreditei no equilíbrio dos dois lados. Já que tenho um cérebro inteiro tenho de usar os dois lados dele. Acredito que não se pode viver loucamente, como se não houvesse amanhã, é preciso um pouco de cuidado e responsabilidade. Mas também a vida certinha e exata em que se decide qual o melhor horário para “dar uma” é insanidade.
Mas e aí, quando tem uma questão específica, como saber se deve se guiar pela razão ou emoção. Na hora de tentar, qual o maior risco? Fazer ou não fazer? Devemos nos arrepender do que fizemos ou do que não fizemos?
Dar uma resposta de efeito para isso tudo é fácil, mais fácil ainda para aqueles que conseguiram atingir maiores níveis de desprendimento, que não levam em conta as amarras que sua vida tem a de outras pessoas. Para esse tipo de pessoa basta apertar o cada vez mais popular “botão do foda-se” e fazer o que se tem vontade. As conseqüências? Lida-se com que atinge diretamente e os outros que se virem.
Infelizmente não sou assim, ainda penso nas outras pessoas, e toda vez que faço algo egoísta me sinto mal. Ainda que não veja o egoísmo como uma coisa tão ruim como pintam, sinto culpa e chamo a responsabilidade pra mim quando atender minha vontade impacta negativamente a vida de alguém.
Ainda que eu saiba que vez ou outra isso seja inevitável, como reconhecer quando vivo um caso de “vez ou outra”? Quando vale a pena arriscar um bando de gente, mudar a vida de inúmeras pessoas, por um simples sentimento meu? Que tipo de sentimento me dá a sensação de que o errado é certo?
Só posso concluir que nunca saberei isso. Farei. Acho que para me livrar da responsabilidade, do ônus das conseqüências, para emudecer minha consciência devo ser movido por uma força incontrolável. Daquelas que faz você saltar de pára-quedas, casar depois de namorar 3 meses, trocar de carro sem poder. São esses momentos impensados, que muitas vezes trazem conseqüências gravíssimas, mas também as melhores experiências de vida.
terça-feira, outubro 07, 2008
Mood of the Day!
"I feel fine and I feel good
I'm feeling like I never should
Whenever I get this way, I just don't know what to say
Why can't we be ourselves like we were yesterday
I'm not sure what this could mean
I don't think you're what you seem
I do admit to myself
That if I hurt someone else
Then I'll never see just what we're meant to be"
New Order - Bizarre Love Triangle
I'm feeling like I never should
Whenever I get this way, I just don't know what to say
Why can't we be ourselves like we were yesterday
I'm not sure what this could mean
I don't think you're what you seem
I do admit to myself
That if I hurt someone else
Then I'll never see just what we're meant to be"
New Order - Bizarre Love Triangle
Já foi na The Week?
Foi assim que um homem de aparentemente 30 e poucos anos, me abordou enquanto eu aguardava o carro, saindo do trabalho.
Só entendi o que ele havia dito após retirar os fones de ouvido. Eles são responsáveis pela sobrevivência lá no Centro. Só o Noise-Cancelling salva. Mas enfim, ele me perguntou da The Week, e eu respondi que já havia ouvido falar, mas nunca havia ido e não sabia onde era. Ele insistiu e disse o nome de outra balada. Blue alguma coisa.
O que estava estranho ficou um pouco mais. Por que raios um estranho me aborda querendo saber se já fui em baladas? Respondi que também nunca tinha ido e não conhecia. Então ele me perguntou porque. Disse ressabiado e ingênuo que nunca tive oportunidade, nunca tive um porquê.
Não contente, ele me perguntou se eu tinha preconceito contra casas GLS e eu disse que não, mas também não fazia questão de construir nenhum conceito. Finalmente ele abriu o jogo e perguntou. Você não gosta de homem? Hein? Enfim entendi o que ele estava dizendo/querendo. Falei que não, não gosto de homem e ele rapidamente pediu desculpas e disse que tinha me confundido com alguém. Seguiu seu rumo rua abaixo.
Ok, após tudo isso comecei a formular teorias para entender o que tinha acontecido. Cheguei a 3 teorias.
Vamos lá:
Primeira opção: Ele realmente me confundiu com alguém.
Problema: Isso pode acontecer mais vezes.
Solução: Postar no blog para o caso de alguém ver um cara parecido comigo com outro cara saber que não sou eu.
Segunda opção: Ele inventou essa história pra saber se eu era o movimento.
Problema: Ele ficou na dúvida se eu era do movimento.
Solução: Coçar mais o saco em público.
Terceira opção: Ele olhou pra mim e achou que eu curtia o movimento.
Problema: Tenho jeito de gay.
Solução: Coçar mais o saco em público, mudar o cabelo, fazer curso de postura e nunca mais usar Jeans skinny preto com biker jacket de couro preta. Ah, e nunca mais usar os termos skinny e biker jacket.
Ser moderno não é fácil...(suspiro)...
segunda-feira, outubro 06, 2008
Mood of the Day!
"Swimming through sick lullabies
Choking on your alibis
But it's just the price I pay
Destiny is calling me
Open up my eager eyes
'Cause I'm Mr Brightside"
The Killers - Mr. Brightside
Choking on your alibis
But it's just the price I pay
Destiny is calling me
Open up my eager eyes
'Cause I'm Mr Brightside"
The Killers - Mr. Brightside
sábado, outubro 04, 2008
Auto-Censura

Prestes a ir para um show do Fábio Jr.(melhor eu nem tentar explicar isso), me pego com uma vontade incontrolável de escrever. Sobre o que? Um milhão de coisas, mas nos últimos dias tudo que penso ganha auto-censura automática.
E não é que esteja querendo falar de temas polêmicos, tabus, ou coisa parecida. Mas parece que tudo que penso em escrever é proibido.
De volta a solteiricie de fato, após praticamente 7 anos, minha mente e corpo fervilham de novas sensações e sentimentos. Das mais depressivas até as mais eufóricas, e quero escrever sobre tudo. Porém tenho um bloqueio sério. Ainda que acredite que após um fim de um relacionamento acabe "matando" a pessoa com quem estava, tenho (quase sempre) uma necessidade incontrolável de respeitar o "espírito"da pessoa. Não consigo simplesmente fingir que a pessoa não existe e começar a falar aqui tudo que sinto. Tudo que possa ser mal interpretado, ofensivo ou possivelmente desagradável para minha ex.
Não, não acho que ela esteja parada, vendo o mundo passar ou chorando meu luto. Pelo contrário, sei que deixar de me namorar deve dar uma sensação das melhores possíveis. Não por eu ser um pessoa ruim, mas extremamente possessivo e intransigente.
Mesmo assim, não consigo. Penso em escrever e acho que vou soar como um adolescente babaca que tem a necessidade de provar que está melhor numa disputa onde não há prêmio. Por outro lado não quero parecer um ser desolado que não vê esperança nessa nova vida. Na real todos temos dos dois tipos de sentimentos, oscilamos entre a felicidade de novas descobertas e a melancolia de um futuro paralelo que um dia pareceu perfeito.
A vida está acontecendo, não me deixou parar pra respirar, vem como uma correnteza fortíssima de uma corredeira cheia de pedras, daquelas que voc6e tem certeza que vai morrer, mas nem por isso deixa de se jogar.
Em alguns momentos caio do bote, engulo água, corto o peito em uma ponta escondida, mas quando acho que estou me afogando consigo voltar pro bote, a tempo de remar com vigor, rumo a próxima queda, que promete, só promete, ser uma das melhores que já desci.
Acho que é justo, gosto da minha corredeira, e é ela que importa pra mim. As que já passei, foram ótimas, me deram ótimas sensações e dores descomunais, mas delas só trago a lembrança da experiência, como se fosse uma foto, que sintetizasse tudo num único quadro.
A foto fica guardada na gaveta, não olho mais pra ela, tenho o suficiente na minha lembrança. Não faz mais sentido saber da corrderia, nem ela de mim.
quinta-feira, outubro 02, 2008
DJKast #018

Essa semana, em desafio ao meu Transtorno Obsessivo-Compulsivo, resolvi não pegar tema nenhum. Ainda que já sei muito bem os temas que abordarei no próximo DJKast. Mas esse não é o caso, no programa #018 (já pode beber e ser preso), estou variando razoavelmente, começando com um pouco de indie e dance que tenho ouvido muito e passando por Pop puro, afinal, se a proposta é trazer o Pop de todos os gêneros, nada mais natural.
Espero que gostem.
Rolaram:
The Ting Tings - That's Not My Name
The Killers - Shadowplay
September - Cry For You (Spencer & Hill Mix)
EMF - Unbelieveable (Ralph Jezzard Mix)
George Michael - Freedom 90'
Seal - Amazing (Thin White Duke Main Mix)
Rebecca - Solo Amante
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Como sempre, se tiver qualquer dúvida, ou quiser pedir alguma música, basta me mandar um e-mail.
UPDATE: Link para ouvir direto corrigido
quarta-feira, outubro 01, 2008
Relacionamentos...
Estava dando uma olhada no Segure Essa, blog do meu primo Alex, e li esse texto que n tem que ser meu mantra. Melhor eu acordar todos os dias e repetir para mim mesmo.
O texto é atríbuido ao Christian Pior do Pânico, não tenho certeza se é dele ou não, se for meus parabéns. Apesar de eu já ter pensado sobre cada um desses temas, ás vezes acabo me esquecendo, e nada melhor que um post assim, que cai do céu, quando você mais precisa.
Vejam se concordam:
7 Coisas que penso sobre relacionamentos (por Christian Pior)
1-Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:"Ah,terminei o namoro..."
"Nossa,quanto tempo?"
"Cinco anos...Mas não deu certo...acabou"
É não deu...'
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
2-Hoje , no alto dos meus 33 anos e tiozão, não acredito muito que os "opostos se atraem".
Porque sempre uma parte vai ceder muito e se adaptar demais. E sempre esta é a parte mais insatisfeita.
Acredito mais em quem tem intereses em comum. Se você adora dançar forró, melhor namorar quem também gosta, se voce gosta de cultura italiana, melhor alguém que também goste.
Frequentar lugares que você gosta ajuda a encontrar pessoas com interesses parecidos com os teus.
A extrovertida e o caretão anti social é complicado e depois, entra naquela questão de" um querer mudar o outro, ui..". Pessoas mudam quando querem. E porque querem. E pronto. E demora!
3-Cama é essencial!
Aliás pele é fundamental. E tem gente que é mais sexual, outras que são mais tranquilas. O garanhão insaciável e donzela sensível, acho meio estranho. Isto causa muitas frustrações e dá-lhe livros de auto ajuda sobre sexo. Assim como outras coisas, cada um tem um perfil sexual. Cheiro , fantasias, beijo, manias, quanto mais sintonia, melhor.
4-Não acredito em pessoas que se complementam.
Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ela é carinhosa , mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso , mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
5-Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante...
e se o beijo bate...
se joga...
senão bate...
mais um Martini,por favor...
e vá dar uma volta.
6-Se ele ou ela não te quer mais, não forçe a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos.
Mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem , gravidez, dinheiro, pressão de família?
O legal é alguém que está com você por você. E vice versa.
Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
7-Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsivel.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar.
Ou se apaixonar.
Ou se culpar.
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?
Via: Segure Essa
O texto é atríbuido ao Christian Pior do Pânico, não tenho certeza se é dele ou não, se for meus parabéns. Apesar de eu já ter pensado sobre cada um desses temas, ás vezes acabo me esquecendo, e nada melhor que um post assim, que cai do céu, quando você mais precisa.
Vejam se concordam:
7 Coisas que penso sobre relacionamentos (por Christian Pior)
1-Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:"Ah,terminei o namoro..."
"Nossa,quanto tempo?"
"Cinco anos...Mas não deu certo...acabou"
É não deu...'
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
2-Hoje , no alto dos meus 33 anos e tiozão, não acredito muito que os "opostos se atraem".
Porque sempre uma parte vai ceder muito e se adaptar demais. E sempre esta é a parte mais insatisfeita.
Acredito mais em quem tem intereses em comum. Se você adora dançar forró, melhor namorar quem também gosta, se voce gosta de cultura italiana, melhor alguém que também goste.
Frequentar lugares que você gosta ajuda a encontrar pessoas com interesses parecidos com os teus.
A extrovertida e o caretão anti social é complicado e depois, entra naquela questão de" um querer mudar o outro, ui..". Pessoas mudam quando querem. E porque querem. E pronto. E demora!
3-Cama é essencial!
Aliás pele é fundamental. E tem gente que é mais sexual, outras que são mais tranquilas. O garanhão insaciável e donzela sensível, acho meio estranho. Isto causa muitas frustrações e dá-lhe livros de auto ajuda sobre sexo. Assim como outras coisas, cada um tem um perfil sexual. Cheiro , fantasias, beijo, manias, quanto mais sintonia, melhor.
4-Não acredito em pessoas que se complementam.
Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ela é carinhosa , mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso , mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
5-Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante...
e se o beijo bate...
se joga...
senão bate...
mais um Martini,por favor...
e vá dar uma volta.
6-Se ele ou ela não te quer mais, não forçe a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos.
Mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem , gravidez, dinheiro, pressão de família?
O legal é alguém que está com você por você. E vice versa.
Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
7-Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsivel.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar.
Ou se apaixonar.
Ou se culpar.
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?
Via: Segure Essa
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