quinta-feira, dezembro 18, 2008

DJKast #029 - Merry Xmas!


Ho, Ho, Ho. O Natal chegou e é hora de cantar músicas bonitas que dizem o mundo é lindo. O primeiro bloco tem três músicas da trilha sonora de Esqueceram de Mim 2, um dos melhores filmes de natal de todos os tempos. Pelo que me disseram. O segundo é mistureba de Pop que por algum motivo faz sentido em estar aqui. Espero que gostem, bom natal e feliz ano novo a todos. Fui.

Rolaram:

New York Coral - Christmas Star
Louis Armstrong - White Christmas
Jingle Bell Rock
Madonna - Give it 2 Me (Paul Oakenfold Remix)
Britney Spears - Womanizer
U2 - New Year's Day
Whigfiled - This Christmas

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quarta-feira, dezembro 17, 2008

Entre Tapas e Beijos.


Nunca entendi esse tipo de relacionamento. Desses que o amor e o ódio dividem curva a curva pra ver quem ganha. Exemplos não me faltam, diversos amigos e amigas viveram e vivem relacionamentos em que os beijos e tapas são constantes. Não raro, esses são os mesmos casais que terminam a relação um milhão de vezes.

Adoro o que não entendo, encaro como desafio, comprender algo que nunca fiz ou faria. Portanto sempre me pergunto por que as pessoas se submetem a esse processo de dor por tanto tempo. Sim, processo de dor, pois justamente ter amor no meio, as porradas doem muito mais quando chegam.

A explicação mais comum é dizer que tentam porque apesar de tudo, se gostam muito e querem que o relacionamento dê certo. Muitas vezes as brigas acontecem por motivos bobos, que sem perceber viram grandes batalhas de quem consegue ofender mais o outro. Se a briga é muito feia, terminam, e saem provocando um ao outro mesmo quando estão separados. Mas o sangue baixa, eles conversam e acabam voltando.

Deixar alguém de que se gosta não é nada fácil, fica difícil se convencer disso, por mais que o relacionamento esteja um inferno. Afinal, o “maior motivo” para se estar com alguém é o amor não é? Até é, mas não é o bastante. Ás vezes as coisas simplesmente não funcionam, parecem enroscadas. Situações que deveriam ser simples e indolores, são fardos de conflito. Que por mais que aconteçam por motivos bestas, acontecem. Fazendo uma análise rápida, sabe-se quais desses conflitos são esporádicos e quais tendem ao infinito.

Se o amor é razão suficiente para tentar manter uma relação, o ódio é o bastante para se desistir dela. Não tem como se cegar e não perceber que, a partir do momento que você xingou a pessoa que você ama por mais de duas vezes na história, é sinal de que algo está muito errado. Insistir numa relação turbulenta é investimento de alto risco, e quanto mais tempo se fica, maior será o prejuízo para todos.

Há esperança? Sim, a danada é imortal, já presenciei casamentos, filhos, aniversários, entre pessoas que só faltavam se espancar. Todos os dias. Aparentemente conseguiram encontrar um maneira de convivência razoavelmente pacífica, em que os conflitos fossem controlados. Se são felizes eu já não sei.

O que sei é que se dá tanto trabalho pra dar certo, não vale a pena.

Mood of The Day!

Em homenagem a meus amigos comprometidos.



Cesar Menotti & Fabiano - Ciumenta

Eye Candy!

A Elle de Heroes (e também de Veronica Mars)

Mais aqui.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Como dizer não?



Nesse joguinho que os homens jogam com as mulheres todos os dias, as regras mudam todos os dias. Movimentos que um dia foram impensáveis se tornam procedimento padrão, tacadas de gênio se transformam em aquecimento. Não é a toa que o jogo é tão complicado, decorar um imenso manual de instruções em transformação permanente não é fácil.

Uma das regras relativamente novas, está relacionada ao primeiro movimento. Antes, como no xadrez, onde as peças brancas sempre começam, era dos homens a responsabilidade de iniciar o jogo oficialmente, por mais que de certa maneira os “adversários” já estivessem se estudando através de posições, olhares e leves contatos. O homem, da maneira que lhe fosse mais conveniente, fazia o primeiro contato, e daí pra frente começava a partida.

Numa analogia besta, em que um sim significava vitória e o não derrota, o homem era especializado apenas na técnica de ouvir a resposta, cabia a mulher falar. Positiva ou negativa, homens ao redor do mundo aprenderam (melhor ou pior) a decifrar o veredicto de suas pretendidas, enquanto as meninas se viravam para arranjar desculpas quando queriam encerrar a partida.

Pois bem, voltando as regras novas, hoje a história de que o homem sempre dá o primeiro movimento é passado. Ambos os lados estão livres para iniciar o jogo ou esperar pelo movimento do adversário. Vai da preferência, humor ou clima de cada um. Meninas mais atiradas não precisam mais esperar garotos tímidos, podem fazer “a parte deles” e viabilizar algo que nem depois de cem anos aconteceria. Os homens por outro lado podem brincar de ser desejados, fazer charme e provocar a mulher até que ela faça alguma coisa.

Não sou contra mudanças que deixem o jogo mais interessante, porém até nos adaptarmos às novas regras, as partidas podem ficar um tanto turbulentas. Com a mudança, homens estão aprendendo a dizer e mulheres a escutar, e por muitas vezes percebemos que estamos longe de dominar essas novas técnicas. Foi duro o suficiente aprender a lidar com os “nãos”, mas conseguimos. Agora temos que aprender a dizer, e se tem uma coisa para que não fomos programados, foi para recusar mulher.

O caso aqui não tem nada a ver com querermos pegar todas, e sim por termos vivido por anos batalhando por “sims” e de repente temos a oportunidade de decidirmos nós mesmos. Como se controlássemos a resposta das mulheres. O reflexo é o “sim”. Se vencemos nossos reflexos (ou seja, estamos sóbrios o suficiente), ficamos sem jeito em como dizer o “não”. Não queremos ser rudes, grossos, metidos, apenas queremos mostrar que não estamos interessados, mas nem sempre a mensagem é bem recebida. Afinal, as mulheres também ainda estão aprendendo a ouvir. Assim como nosso reflexo é dizer sim, o delas é de acreditar que ainda mandam na situação.

Como isso se resolverá eu não sei, mas entendo muito mais as mulheres hoje em dia, e prometo fazer tudo que for possível para salvá-las de homens inconvenientes, que se recusam a aceitar que o jogo acabou, impedindo qualquer outra partida mais interessante.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Eye Candy!

O tempo passa, e ela só fica melhor.

Jennifer Aniston na capa da GQ de Janeiro.

UPDATE: Achei mais duas. Maiores inclusive, clique na foto para ampliar. Vale a pena.

Contando os dias.



Nunca fui fã de calendários, dou todos que ganho, fora um classudo do James Bond que ganhei ano passado (mas fica de decoração na minha estante), não vejo muita utilidade para calendários mesmo. Posso ver os dias no computador e telefone, então, enquanto não abrir uma borracharia, permaneço assim.

Por outro lado, hoje vi lá no Hypercool o calendário de 2009 da Vogue Paris. A coleção de modelos é fantástica como se pode imaginar, incluindo a brasileira Aline Weber. As fotos são do badalado Terry Richardson, que as clicou como pinups. Dá pra ser melhor?



Para ver todos os meses dá um pulo lá no blog do Sylvain.

PS: Eu quero!

O Amor tem Idade?

Direto do Agridoce eu pergunto: O Amor tem Idade?


Minha ex-ex tem 7 anos a mais do que eu, minha ex tem 7 a menos. Obviamente nunca vi problema em diferença de idade para me relacionar com alguém. Ainda que a diferença pareça ser pequena, na minha idade ainda é bastante relevante. Afinal, quando namorava com a mais velha tinha acabado de sair da pós-adolescência e ela chegando a idade de ter filhos. Já no caso da mais nova, o contrario aconteceu. Começamos quando ela ainda estava no colegial e eu já preparava o terreno para aquietar.

Foi só após o final do segundo relacionamento que percebi, que de certa maneira, meus dois relacionamentos terminaram por causa da tal diferença de idade. Os motivos do fim, a falta de motivação em continuar, foram bem diferentes, mas de uma maneira ou de outra, estavam ligadas a estarmos vivendo em fases diferentes da vida. Numa estranha inversão de papéis sofri o que provoquei e provoquei o que sofri. Foi a diferença de idade que mudou a sintonia entre eu e elas.

A culpa foi da idade? Não. Foram diversos os motivos para o fim de ambos relacionamentos, mas por diversas razões, a idade transformou problemas contornáveis em situação insustentável. Não há como brigar com objetivos, desejos, interesses, energia. Não com todos esses ao mesmo tempo pelo menos. Em ambos casos tive a impressão de que a falta de amor não foi o problema, nem a convivência a dois, faltou combinar o ritmo, e isso só poderia acontecer de vontade dos dois se estivessem na mesma fase da vida.

Mas não acredito que a diferença inviabilize uma relação, e sim a fase. Tenho vários amigos que vivem fases de vida diferentes das que sua idade acusaria. Uns tem quarenta e querem farra, outros tem vinte só procuram sossego. Enquanto existem mulheres que com vinte e três querem casar e ter filhos, outras querem mesmo é experimentar, conhecer, serem completamente livres para se encontrarem.

Existem muitas exceções, mas ainda são exceções, normalmente as pessoas vivem as fases da vida que suas idades sugerem, e não tem como fugir disso. Não dá para pular nenhuma fase, todas tem que ser vividas, pois se não for hoje, uma hora elas voltarão com força total e as opções se reduzirão a vivê-las ou ser eternamente infelizes. E ninguém são escolhe pela infelicidade.

Acredito que se relacionar com alguém de idade diferente é sempre mais complicado, ainda que possível, desde que ambos saibam que já viveram o que tiveram que viver, que a partir do momento que se juntaram tem de estar em sintonia próxima um do outro, do contrario, o ruído será inevitável.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

DJKast #028


O programa de número 28 traz algumas coisas que achei muito legais baixadas na última semana, e o segundo bloco pra quem curte uma fossa, ouvir uma música deprê de vez em quando. Além é claro de um flash diferente, resgatado do fundo do baú. Aproveitem

Rolaram:

Beirut - Elephant Gun
The Killers - Human
Katy Perry - Hot N' Cold
Sarah McLahan - Angel
George Michael - Tonight
Nine Inch Nails - Something i Can Never Have
Ronaldo e os Impedidos - O Nome Dela

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"Sachisfação"

Ok, estou ausente daqui porque a gripe me pegou de jeito e mal consigo fazer o que me pagam. Mas creio que amanhã volto ao normal, ou quase isso.

De qualquer maneira amanhã tem texto no Agridoce e DJKast por aqui. Eu espero.

Beijos e abraços, não me deixem só.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

O Sorriso de Seu Corpo



Preciso criar vergonha na cara, mais um texto perdido porque não consegui terminar nada a tempo.

Para quem não a conhecia, como eu, ela era séria. Imponente, semblante austero, toda de preto. Nunca sorria. Cuidava de tudo, tinha as coisas sob controle, chamava a responsabilidade. Não foi surpresa quando ela começou a dar as cartas de como as coisas seriam dali pra frente.

A noite começou calma, como ela, controlada, sem olhar para ninguém, não por falta de segurança infantil ou “charminho”. E sim porque ela era assim, como a noite, não sorria feito boba alegre, feito o dia. Não recebe a todos de braços abertos, nem te dá calor. Apenas te aceita, você que aprenda o que fazer com ela.

Ao mesmo tempo, os níveis se elevaram, etílico e volume, e todos os corpos começaram a exteriorizar sua graça (ou falta dela). Ela e a noite finalmente começaram a se mostrar, a mostrar o que tem de melhor. Nunca deixando de lado sua face de certo modo opressora, intimidadora. Ninguém se aventura pela noite e sabe o que vai encontrar. É ela quem decide. Se você vai enxergar onde tinha que virar ou parar.

Sempre gostei da noite, o dia é útil, a noite é divertida, interessante. Assim a admiro, observo, perco os olhos tentando descobrir onde ela começa e termina. Mas noite não liga pra ninguém, se move como e quando quer, amanhece quando lhe apetece ou quando o autoritário dia resolve aparecer.

Ela sorri. Não com os lábios, isso seria muito óbvio. Mas de alguma maneira ela sorri, consigo enxergar finalmente, ela não é séria, já faz tempo que ela está sorrindo, mas eu não percebia. Não está estampado no rosto como acontece com o sol num desenho infantil. Seu sorriso é complexo, aparece em fragmentos, se constrói em uma coreografia coordenada. Ela sorri com o corpo.

O semblante não parece mais austero quando se enxerga o todo, sua boca pode estar selada mas isso não a impede de falar e sorrir. Consigo ver finalmente que ela está feliz, que se diverte com tudo que acontece e principalmente que não está impassível, só dá bola para o que quer. Sim, ela sorri, pra quem quer.

Não bastasse o mistério, agora seu sorriso me encantava, me chamava, me fazia querer sorrir junto, na mesmo velocidade, com os mesmos descompassos, no mesmo lugar. O ritmo era completamente diferente, os olhos agora só enxergavam ela e o espaço que a contornava. O espaço que eu invejava. Coloquei um pé, e logo depois o outro, não fui expulso, o sorriso já não cabia no corpo, se alastrava pelas paredes e garrafas do bar.

Logo a mão, o peito, o cheiro e em alguns minutos os lábios selados começaram a cantar, sorrindo, junto com seu corpo todo. Louco de curiosidade, louco de whisky, louco, eu me aproximava cada vez mais. Até o ponto que me encaixei em seu sorriso, fazendo de conta que agora fazia parte de tudo aquilo, da austeridade, do mistério, do sorriso que se move.

A noite gostou de mim. Aquela noite, ela gostou de mim.

domingo, dezembro 07, 2008

Mood of the Day!


Katy Perry - Hot N'Cold

You change your mind
Like a girl changes clothes
Yeah you, PMS
Like a bitch
I would know

And you over think
Always speak
Cryptically

I should know
That you're no good for me

{CHORUS}
Cause you're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in then you're out
You're up then you're down
You're wrong when it's right
It's black and it's white
We fight, we break up
We kiss, we make up
(you) You don't really want to stay, no
(but you) But you don't really want to go-o
You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in then you're out
You're up then you're down

We used to be
Just like twins
So in sync
The same energy
Now's a dead battery
Used to laugh bout nothing
Now your plain boring

I should know that
you're not gonna change

{CHORUS}

Someone call the doctor
Got a case of a love bi-polar
Stuck on a roller coaster
Can't get off this ride


You change your mind
Like a girl changes clothes

sexta-feira, dezembro 05, 2008

“Sou legal, não tô te dando bola”.



Na primeira vez que vi essa comunidade no orkut pensei: Mentira! Mulher que fala isso está mentindo. Mas apurei meu raciocínio e reconsiderei. Não é mentira, é meia-verdade, ou no mínimo um nome mal construído. Na verdade, o que elas querem dizer é “Sou legal, não quero ficar com você”.

Minha experiência com mulheres não é a maior do mundo, mas suficiente para dizer que sim, as mulheres sabem muito bem quando estão dando bola ou não. Afinal, desde que começaram a olhar para os meninos lá no ginásio, estão acostumadas a serem abordadas por homens interessados nelas com segundas intenções. Falando então de mulheres da minha idade, na faixa dos 30, são no mínimo 15 anos de observação. Não é possível que não tenham entendido ainda o que nos faz as abordar.

Acredito não ser possível porque mulheres são bem diferentes dos homens. Elas mesmo vivem dizendo que a maioria de nós somos iguais. E em parte é bem verdade. Ainda que tenhamos diferenças claras, na essência temos os mesmo instintos. Diferente das mulheres que tem cada uma seu “princípio-ativo”. Homens não entendem, nem nunca entenderão as mulheres, podem entender algumas, mas todas? Nunca.

Homens são simples, faça o teste, apareça pelada na frente de qualquer um, se você não for algo exageradamente diferente do que o atrai, a reação será a mesma. Mulheres não, tem cada uma seu processo, seus pedaços, seus pontos fracos. Por mais que também dividam algumas características com as outras de sua “espécie”, manifestam de maneiras completamente diferentes.

Isto posto, aguardo argumentos que comprovem que uma mulher não tenha como saber se está dando bola ou não. Não são todos os homens que tem discernimento para entender que uma mulher pode muito bem dar bola sem querer ficar com ele.

Mulheres que dão bola sem querer nada, o fazem por diversas razões. Algumas querem que todos babem por ela, outras querem apenas atenção, mas a maioria não pensa nas conseqüências do que está fazendo. São naturais, são elas mesmas, e acabam pagando por isso. Justo? Não sei, mas por séculos, foi responsabilidade do homem cortejar a mulher, e fazemos isso no escuro, com a ajuda no máximo de um olhar, portanto não sejam duras conosco, não é fácil saber o que vocês querem.

Meninas legais do mundo, nós te entendemos, mesmo dando bola, podemos relevar e não julga-las por insinuar algo que na verdade não querem. Mas nos agüentem, ou prestem mais atenção quando quiserem chamar um homem para jantar, dançar sensualmente, pegar demais ou ligar para eles quando estiverem bêbadas. Não lemos mentes, e já que é para adivinhar algo, vamos pensar no que for mais interessante para nós.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Silhueta



Hoje não consegui escrever, daí achei esse texto perdido nos arquivos. Li e achei bom, então não custa publicar.



Cheguei em casa e já era amanhã. Uma faixa dourada no horizonte me lembrou você. Não que você a notaria, mas o súbito interesse em saber porque não notava como eu. Eu apontava maravilhado, mas você só se maravilhava com o meu rosto.

Cheguei em casa pensando em ontem. Qual “ontem” não tem importância, era apenas o referencial do que passou pros sentidos mas não pros sentimentos. Ontem peguei sua mão que apesar de não estar ainda é. Sua mão fazia a minha melhor.

Cheguei em casa e negava o hoje. Hoje não existe nada, não existe eu ou você, existe a lembrança do que foi e do que poderia ter sido. Hoje, eu queria que fosse ontem e desdenhava do amanhã. Mesmo que ontem não tenha sido perfeito, sei que amanhã também não será.

Em casa me sinto fora, a faixa dourada se foi e sobrou o lençol amarrotado. Ele vai tentar, mas nunca será páreo para seus braços. Ele pode tentar me esquentar, me envolver, me receber. Mas nunca me livrará do frio, do desolamento, do vazio.

Na cama eu sou só carne. Minha alma anda por aí, procurando o rumo, sem saber muito bem para onde. Nem por isso pára de andar, ás vezes tenta achar o caminho de casa, outras pega a estrada para longe daqui. Eu aguardo, não mando, não ordeno, apenas espero, quem sabe um dia acorde e esteja deitada comigo.

Sinto sua falta. Sinto que era o que me fazia e tenho medo de nunca mais ser. O sol não deixou de brilhar, continua invadindo minhas pálpebras preguiçosas, continua revelando o que sou, continua clareando minha calçada só não sei muito bem pra que.

Cheguei em casa e já era amanhã. Uma faixa dourada acabou de esvair no horizonte. A luz é tênue, derrama-se sobre os lençóis amarrotados, que caprichosos compõem uma silhueta. Não sou eu, não é você, é apenas uma silhueta que por si só ficará lá por alguns minutos. A cada dia esses minutos diminuirão, pouco a pouco, até mudar a estação, até minha alma voltar e tomar seu lugar.

DJKast #027



O número 27 é especial para mim já há algum tempo. Não sei porquê, nem quando isso começou, mas é. Nada de fascinação ou superstição, só gosto mesmo. Por isso nesse programa toquei o que mais gosto, pelo menos no momento. Espero que curtam.

Rolaram:

AC/DC - If You Want Blood (You've Got It)
Korn - Freak On A Leash (Feat. Amy Lee)
Bon Jovi - Wanted Dead or Alive
Alabama - Dixieland Delight
West Rocky - Três Whiskies
Garth Brooks - Ain't Go Down (Till The Sun Comes Up)
Space Cowboy - I Would Die
Moony - I Don't Know Why
Bomb The Bass - Beat Dis
Cover Girls - Show Me

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quarta-feira, dezembro 03, 2008

A Pessoa Ideal



Qualquer sonhador que se preza, já pensou em quem seria a pessoa ideal para si próprio. Idealizamos as roupas que usaria, os lugares que iria, a música que gostaria, como usaria o cabelo, etc. Pintamos baseados em nós mesmos, nossas metades, que se não espelham nossas qualidades, compensam nossos defeitos.

Eu nunca tive um ideal de pessoa traçado. Até “ter” as pessoas. Hoje consigo muito bem enxergar as similaridades das pessoas que tive, e viciado que sou, achar um padrão nos comportamentos e posturas. Obviamente não sei até onde essas pessoas possuíam essas qualidades ou mudaram de postura. As escolhi porque eram assim ou simplesmente as transformei no que queria?

A melhor maneira de descobrir isso é observar o que as pessoas se tornaram após se separarem de mim, mas mesmo assim, a perda de intimidade e seus novos relacionamentos podem facilmente contaminar meu julgamento. Então acabo ficando com minha capacidade de observação para teorizar.

Baseado nisso, enxergo algumas coisas que tem maior ou menor chance de pertencer às pessoas, para assim, desenhar o que pode se parecer com a minha pessoa ideal. Evitando qualquer tipo de projeção ou comparação, vejo o que eu queria que mudasse ou não em meus antigos relacionamentos, cruzo as informações e encontro os pontos importantes nas relações que vivi, coisas que gostaria de ter independente de fase ou pessoa.

O físico me importa pouco. Não que a atração seja dispensável, mas não tenho preferência clara por nenhum tipo específico. Tenho amigos que namoram com cópias de ex-namoradas. Uns sempre namoram loiras, outros, magrelas. Mas eu não, já namorei magrela, gordinha, loira, morena, alta ou baixa. Acredito que seja porque para mim, o que conta é o charme. A mulher pode ser maravilhosa e gostosa, se não tiver charme, não me atraio nem um pouco.

A cabeça me importa muito. Não preciso que seja super dotada, mas não rola namorar com uma “porta”. Me interesso por muita coisa e sempre quero aprender, se a pessoa que está do meu lado não demonstra interesse em nada, tenho sérios problemas para lidar com isso. Não que seja errado, afinal, sei que não sou como a maioria, geralmente temos interesses específicos e nos aprofundamos neles. Eu sou o errado que quer saber de tudo.

A vaidade é ponto primordial. Não é segredo de ninguém que sou vaidoso, tenho prazer em escolher a roupa que vou colocar de manhã, gasto uma fortuna para cortar o cabelo num lugar bom. Mais uma vez, nada de ser o homem padrão que veste o que estiver mais fácil e apara o cabelo no barbeiro. Por isso mesmo, mulher para mim tem que ser muito vaidosa. Tem que conhecer, se interessar, se cuidar mais do que eu. Não posso ser o mais vaidoso da relação.

Tudo isso, além de qualidades essenciais como lealdade, respeito, boa educação, fazem com que eu admire uma pessoa o suficiente para a querer “vesti-la” todos os dias. Para achar que nada ficaria melhor em mim do que ela. Por mais que isso não seja prova de que o relacionamento dê certo.

Eye Candy! (with a twist)

Sempre coloco mulheres maravilhosas nos posts entitulados assim, mas hoje o que me pegou não foi a beleza da moça, e sim sua elegância. Mulher que sabe se vestir com estilo é sonho de consumo de qualquer homem.


Via: The Sartorialist

terça-feira, dezembro 02, 2008

Estou ficando. (Louco)



Não fossem complicadas o suficiente, temos deixado cada vez mais complexas as relações amorosas. Antes era simples, se casava. Depois se namorava e se casava. Mas hoje, poderia encher uma página só de modalidades de relacionamento. Estas variam de definição, tempo, intensidade, intimidade, seriedade. Impossível cravar qual se está vivendo caso não seja uma das modalidades antigas. Enquanto um está de rolo o outro está ficando, e isso pode, ou não, significar a mesma coisa.

Um dia desses, um amigo meu sofreu na pele as conseqüências desse tipo de confusão. Após sair com uma mulher umas quatro vezes (sendo que na última bastante íntima), a encontrou num bar enquanto estava com outra mulher, que já ficava há alguns meses. Não perguntei qual rótulo ele deu pra cada, mas no meu conceito, ele estava de rolo com a moça que conhece há meses e ficando com a fulana dos quatro encontros. Obviamente elas não entenderam assim e não sei até hoje como ele resolveu, se resolveu, esse problema.

É mais uma situação de problema na comunicação, que acredito eu, não é facilmente resolvida. Nenhum homem ou mulher gosta de chegar para uma pessoa e dizer, veja bem, eu fico com você quando rola, mas no meio tempo eu pego outras. O mesmo acontece ao contrário, não é fácil chegar para o outro e dizer, olha, eu não sei você, mas eu estou levando isso a sério, quero logo namorar, então faça o favor de aquietar. Os dois lados perdem e ganham na situação, mas nem sempre na mesma proporção.

Nos namoros e casamentos, ainda que diferentes, conhece-se um código de ética básico, sabe-se quais são os protocolos da relação e a maleabilidade não é tão grande. Já nesses novos tipos de relacionamento, como saber o que é certo e o que é errado? Até onde pode-se cobrar, esperar, fazer? A linha que separa os velhos, dos novos relacionamentos é fina, e vivemos pisando do outro lado sem querer.

Segundo minha definição, todos os relacionamentos novos tem uma elasticidade enorme, afinal, os protocolos não são conhecidos e a compreensão fica mais fácil. As coisas só se complicam quando chegamos no "estamos de rolo" ou "estamos ficando". Como meu amigo bem sabe.

Quando se está ficando, ou de rolo, as coisas se complicam pela possibilidade de se evoluir a relação para algo mais. Afinal, existem mil razões para se “testar” um relacionamento. As pessoas podem querer se conhecer melhor, podem estar em épocas da vida diferentes, podem querer saber se o sexo é bom, ou podem estar apenas com um medo desgraçado de assumir o rotulo de namorados.

Conversava com outro amigo esses dias sobre isso, e perguntei pra ele, qual o prazo máximo que ficantes podem ficar sem se ver, para nutrir algo que pode dar em alguma coisa. Ele foi taxativo: uma semana. Eu dei muita risada pela exatidão de sua informação. Alguns dias depois eu ouvi uma mulher dizendo que tinha ficado 14 dias sem ver seu “ficante” e que a próxima vez que isso acontecesse, nunca mais se veriam.

Vivendo e aprendendo.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Oh Captain, My Captain!



Esse final de semana, durante um churrasco daqueles que confrontam solteiros e casados, um amigo meu casado, apos ouvir as recentes “aventuras” do time dos solteiros levantou uma teoria interessante que eu batizei de: O solteiro alpha.

A questão levantada pelo meu amigo é muito bem fundamentada observando o comportamento dos solteiros de nossa turma na última década. Nesses dez anos, casais se juntaram e separaram, num revezamento natural entre os times. Em alguns momentos um grupo supera o outro, mas em boa parte do tempo existe um razoável equilíbrio.

Mas seja lá qual for a época, sempre existe alguém que chegou antes. O que está solteiro há mais tempo. Os que chegam depois dele vão se aglutinando, formando o time do qual o veterano é o capitão. Os lugares, turmas, horários, estilo de vida em geral, é naturalmente adotado pelos novos integrantes, afinal, estes não sabem muito bem o que fazer no novo estado civil.

O solteiro alpha é quem decide como as coisas vão ser, é aquele que todos ligam, é o que “tem os esquemas”. Mas não é um centralizador, apenas define os padrões, aceita de bom grado as idéias e eventos propostos pelo resto do time. Sendo estas propostas compatíveis com o modelo implantado, não há conflito. Só não dá para vir com cinema no sábado a noite para um alpha que sempre vai pra balada. E vice-versa.

A figura de um “capitão” facilita a vida do time de novatos, que estranhando a nova realidade ficam perdidos a maioria do tempo. Com um solteiro “norteador” a adaptação é menos dolorosa, é questão de tempo para criar um novo universo onde os novatos possam se sentir confortáveis novamente. E deixem de ser novatos.

Obviamente, essa irmandade pode dificultar as coisas se você resolva trocar de time de novo. Mas nada egoísta ou maldoso. Um solteiro alpha que se preste, sabe avaliar quando deve ceder seu jogador para o outro time. Por mais que não colabore tanto quando continua o chamando para todo tipo de partida possível, é um observador que já jogou em outros lugares, entende que esse negócio de amor a camisa é besteira, e que toda dividida, todo desarme, todo gol que marcamos em nas peladas que disputamos, tem apenas um motivo. Conseguir uma boa transferência para o time onde queremos nos aposentar.

Mood of the Day!

Segunda-Feira é dia de Nine Inch Nails. Jájá vem texto.


Nine Inch Nails - Something I Can Never have

I still recall the taste of your tears.
Echoing your voice just like the ringing in my ears.
My favorite dreams of you still wash ashore.
Scraping through my head 'till I don't want to sleep anymore.

[Chorus:]
You make this all go away.
You make this all go away.
I'm down to just one thing.
And I'm starting to scare myself.
You make this all go away.
You make this all go away.
I just want something.
I just want something I can never have

You always were the one to show me how
Back then I couldn't do the things that I can do now.
This thing is slowly taking me apart.
Grey would be the color if I had a heart.

Come on tell me

[Chorus]

In this place it seems like such a shame.
Though it all looks different now,
I know it's still the same
Everywhere I look you're all I see.
Just a fading fucking reminder of who I used to be.

Come on tell me

[Chorus]

I just want something I can never have