Problemas, divagações, aflições, dúvidas, emoções, vontades de apenas mais um Macho. Este homem moderno que ainda não achou seu lugar no mundo de hoje, mas não desiste de tentar.
Existe uma diferença notável entre ser bonito e te acharem bonito. Ser bonito é se aproximar da unanimidade. É ser aquela pessoa reconhecida pela beleza, independente das outras qualidades. É saber que estão olhando para você.
O resto do mundo é “achado bonito”. Sem razões claras, todos nós, habitantes do planeta Terra, encantamos um certo grupo de pessoas com nosso visual. É a panela e a tampa, a cegueira do amor, a atração inexplicável, a loira rica gostosa com o baixinho, careca e pobre.
Os bonitos universais tem menos problemas. Estatisticamente tem mais sucesso social e profissional. Já os bonitos relativos. Bem, nós sabemos que não é fácil lidar com nossa auto-estima. Sejamos mais ou menos seguros, em algum momento vamos nos perguntar porque tal pessoa não se interessou por nós em vez de se jogar em cima daquela outra pessoa, bem mais feia que você. Na sua opinião.
Pois bem, após uma rejeição, naturalmente nos sentimos mais feios. Assim como após uma aprovação, nos sentimos melhores. E é aí que está o perigo. Uma coisa importante como a auto-estima não pode ser colocada nos olhos dos outros. Do contrário não contaria com o prefixo “auto” no nome.
Mas e aí? Como se “auto-estimar”? Simples e difícil. Basta gostar do que está vendo no espelho. Sabemos bem que gostar do que vê no espelho, pouco tem a ver com seus músculos ou gordura. Ok, tem a ver, mas não é determinante. Afinal, se a gostosa está dando bola pra você, tenho certeza que fica apaixonado pelo próprio reflexo. Se sente o rei do mundo, e ninguém é impossível. Aliás, todas na balada estão dando mole.
Analisemos o que teria mudado se não estivesse sendo cortejado por uma gostosa, ou se aquele cara gato não estivesse louco por você. Nada, certo? Não na sua aparência física ao menos. É na mente que a mágica acontece. É ela que faz com que se sinta mais bonito, em forma e isso te deixa mais seguro e confiante. E como são atraentes as pessoas seguras e confiantes. Não confundir com convencidas e egocêntricas. Como diz a música, “todo mundo ama um vencedor”.
Então, nos preocupemos com o que nós mesmos achamos de nossas pessoas. Se pergunte se você sairia consigo mesmo. Se não, mude o que deve ser mudado. Só isso fará com que se apaixone por você mesmo, e o resto das pessoas seguirão o exemplo.
E quando digo amor, quero dizer sexo explícito. Não seja pudica. Por mais que o efeito causado em mulheres seja diferente, uma boa pornografia é saudável para a vida sexual de qualquer um. Lá você aprende posições, descobre fantasias e se prepara para as esquisitices com que vai se deparar na vida. Só não se apegue no tamanho dos instrumentos dos atores. Você não vai encontrar iguais em qualquer esquina. Assim como nós não encontramos aqueles peitos.
- Não abandone suas paixões.
Todas vocês sabem que nós homens, somos apenas garotos mais velhos. O que gostamos de verdade é brincar. Seja de bola, carrinho ou banco imobiliário, nunca abandonamos nossas paixões, aquilo que sempre nos deixou feliz. Quando uma mulher entra em nossa vida, acrescentamos mais uma paixão. Mulheres por muitas vezes deixam suas paixões de lado quando encontram um homem. Por favor, não façam isso. Quanto mais apaixonadas, mais apaixonantes.
- Fique confortável.
Com certeza vocês já se depararam conosco em vestimentas estranhas. Seja um moleton velho ou uma camiseta furada, temos essas peças por uma simples razão: Elas são confortáveis. Seja na hora de dormir, pegar um avião ou coisa parecida, recorremos ao que nos deixa mais confortáveis. Vocês, obviamente, são mais vaidosas. (Graças a Deus). Mas nunca esqueçam do fator conforto. Sei bem que gente confortável não é chique, mas muito menos é ficar descalço no meio do casamento.
- Guarde seu homem pra você.
Ao contrário do que muitas mulheres pensam, nós homens não falamos dos atributos sexuais de nossas cônjuges. As resguardamos, sem dividir com amigos sua intimidade. Isso é feito por três razões. A mais importante é nossa falta de perícia em dividir intimidade. O mundo masculino é cruel. Porém, também achamos de bom tom não falar que nossas namoradas são boas naquilo ou péssimas nisso. Assim protegemos sua intimidade e evitamos o interesse alheio.
- Fale o que quer.
“Onde você quer jantar hoje?”. Quantas vezes você já ouviu essa pergunta e respondeu evasivamente? Agora pensa em quantas vezes você tinha uma preferência e respondeu evasivamente esperando que seu homem resolvesse a questão com bom senso. E ele não teve. Não confie em nós, em geral, somos péssimos em adivinhação e muito pouco sensíveis. Fale o que quer e evite passar o aniversário de namoro no jogo do Timão.
- Iguais a você, eu conheço mais de cem.
Isso é mentira, é claro. Cada pessoa é única. Substituível, porém única. Nós sofremos muitas vezes por ficarmos fixados em uma só mulher, geralmente as que mais mexeram conosco. Mas apenas nesse caso. Mulheres muitas vezes se fixam em um cara por pura falta de estima. Ou por falta de outro. Vocês não precisam ter um de nós para sobreviver, querem muito, mas não precisam. O contrário é muito mais verdade. Portanto, se não está dando certo, se não faz sentido, se não tem certeza, larga esse cara. Tem um bando de cara legal por aí. Eu juro. Se quiser, apresento.
- Homem é tudo diferente.
A natureza é cruel, além de não nos fazer capazes de entender as mulheres, as faz baseada numa criptografia mutante. Cada uma funciona a partir dos mesmos estímulos, mas com diferentes reações. Homens também, podemos parecer iguais, afinal todos somos doentes por mulher, pouco sensíveis, mas cada um tem seu modo de operação. Ás vezes somos puros por fora, outras por dentro.
- Critique seus amigos.
Não sou conhecido pela capacidade de confortar ninguém. Sou daqueles chatos que fica esfregando a verdade na cara, com a pessoa se afogando em lágrimas. Sim, é cruel, estou tentando melhorar. Mas sei que homens em geral tendem a adotar comportamento semelhante em relação a seus amigos. Não damos conforto, tentamos resolver o problema. Claro que certas situações demandam um ombro amigo, e o oferecemos. Mas se o cara ficar choramingando por muito tempo leva tapa na cara. Por isso construímos amizades duradouras. Mulheres são mais reconfortadoras, se juntam na tristeza, falam que tudo vai dar certo. Mas, nem sempre é assim. Não fique com medo de falar pra sua amiga que ela está fazendo uma cagada. Afinal, que tipo de amiga é você se deixar a outra se ferrar pelo mesmo motivo, dez vezes seguidas. Fale a verdade, é dolorido, mas resolve.
- Espione.
Sabe-se lá por qual razão, ás vezes nos vemos num ambiente repleto de pessoas do sexo oposto. Homens usam a seu favor, transformam um chá de bebê entediante em laboratório de comportamento. Um homem sozinho em ambiente cheio de mulheres ganha o poder da invisibilidade. Elas simplesmente esquecem que ele está lá e expõem seus maiores segredos. Faça como nós, a próxima vez que estiver num almoço de negócios cheio de machos, escute, preste atenção. Vale a pena.
- Não amoleça antes da hora.
Ok, isso funciona um pouco diferente no caso de vocês. Evitando comparações esdrúxulas, farei meu ponto. Não vá pra cama antes da hora. Pode ser na primeira noite? Pode, mas a chance de perder o interesse do cara é grande. Cada vez mais, as relações entre homem e mulher ficam mais rápidas, e ainda que isso pareça bom, só causa desinteresse. O homem tem espírito de conquistador, sempre, precisa de desafios. Se receber a recompensa muito cedo, não chega nem a perceber como a jornada é gostosa. Keep calm and close your legs.
Tony Stark é bilionário, tem dezenas de carros, uma casa que poderia abrigar a população de Portugal. Mas ele come cheeseburgers. Meu ponto. Apesar de ter as melhores coisas que o mundo pode oferecer, seu primeiro desejo a voltar a América é comer um cheeseburger. Não é nada chique ou sofisticado. Porque o que ele gosta mesmo é cheeseburger. Independente do poder aquisitivo, faça o que gosta.
- Entenda o que vc faz
O Estilo de vida playboy pode dar a impressão errada. Apesar de ser mulherengo, beberrão e gastão, Tony sabe muito bem do que se trata seu negócio. Na verdade, ele é a razão por qual seu negócio dá certo. Ele entende mais do que qualquer um de seus funcionários, tanto que fez o reator que mora em seu peito, em uma caverna. Enquanto seus funcionários não conseguiram nem em laboratório. Seja lá qual for seu ramo de atuação, conheça mais do que todos.
- Delegue
Stark não tem ilusão alguma de que sabe fazer tudo sozinho. É um gênio criador, díscipulo de Epicuro. Seu negócio não é ficar atrás de uma mesa resolvendo questões burocráticas. Para isso ele tem Pepper Potts. Sim, infelizmente nós mortais não podemos ter uma Pepper. Mas podemos sim delegar o que temos consciência de que não fazemos bem. Seja sua mulher, namorada, mãe ou secretária. Se você não consegue resolver, delegue e dê o valor/remuneração devido a isso.
- Dê gorjeta
Quer ser bem atendido, com uma atenção especial? Dê algo especial. Seja lá qual for o serviço que esteja consumindo, dê boas gorjetas se quer tratamento diferenciado. Não importa se já está pagando, para atenção especial você tem que dar mais. Assim terá seus martinis Extra dry, Extra olives, Extra fast. Só precisa de um pouco de extra money.
- Seja tolerante com sua mulher
Prcisando da ajuda de Pepper, Tony pede para tal ajudá-lo em uma tarefa delicada. Trocar o reator de seu peito. Veja bem, é o dispositivo que o mantém vivo. Ela se atrapalha, fala demais, quase o mata. Mas não há um momento em que ele se exalte. Ele sabe que precisa dela e entende que ela é daquele jeito. Falando com calma, consegue o que quer, sem chatear a moça.
- Tenha um amigo na polícia/exército
Dependendo do seu estilo de vida, uma hora ou outra você vai precisar. Se não confiar no Tony, confie em mim.
- Assuma seus defeitos
Tony é uma pessoa criada para odiarmos. Mas quem consegue? Seja nós homens que queríamos ser como ele ou as mulheres que caem no seu charme. Apesar da longa lista de defeitos, todos o amam. E por quê? Ele ser bilionário e ter um exoesqueleto de guerra que voa ajudam, mas o que é admirável, é sua capacidade de assumir seus defeitos. Sabe que é narcisista, cafajeste e alcoolatra. Assuma. Defeito é como apelido, quanto mais você negar, mais ele fica evidente.
- Be High Profile
O Homem de Ferro é a personificação do ego de Tony. Nada discreto, ele faz questão de mostrar quem está chegando. Não há por que se envergonhar ou se esconder. Portanto, não se importe em usar uma camisa roxa, uma camiseta com o Darth vader estampado ou um moicano espetado. Faça o que te der na telha e dane-se o que os outros vão pensar.
- Tenha um R8
- Tenha um bom relacionamento com a imprensa
Converse direito com as pessoas que vão falar de você. Já fazemos danos suficiente a nossas próprias imagens, cuidado quando for falar com quem vai falar. Eles tem a resposta final. Se der para levar a imprensa para a cama como Stark, melhor ainda. -
Formulários, pesquisas, testes, seja qual for o inquisidor, ao lhe perguntar se sim ou se não, pretende simplificar as coisas. Sem meios termos, sem condicionais, é preto ou branco. Nem “a”, nem “b”, nem “c”. O que aparentemente facilita a nossa vida, em caso de dúvida, mandamos um X de acordo com nosso humor e pronto. Mas na hora que a vida te pede a mesma coisa, você simplifica também? Sim ou não?
Não. Por mais contraditório que pareça, responder uma simples pergunta pode ser complicado. E a culpa é toda nossa. Pra variar nos enrolamos com nosso livre arbítrio e enchemos nossas vidas de “talvez”. As razões para isso? Das mais variadas possíveis. Colocamos a culpa no que estiver mais a mão, educação, tato, carinho, precaução e é claro, a indecisão.
Sim, muitas vezes realmente não sabemos a resposta, depende de uma porção de coisas. Porém, quantas vezes não sabemos exatamente o que queremos responder e disfarçamos de indecisão. Culpamos de educação. Mas lá dentro sim, sabemos que a resposta é não?
Não, eu não quero ir a feira de ciências do seu sobrinho, não eu não quero ficar com você, e não, eu não preciso me desculpar por isso.
Sim, o sim é sempre mais fácil, não precisa ser tão disfarçado, afinal, quem não gosta de ouvir um sim?
Não é fácil dizer não, mas será que devemos rever nossas desculpas? Afinal, quando não negamos estamos sendo bons com quem pergunta ou com nós mesmos? Por diversas razões venho a acreditar que só evitamos o não em benefício próprio, acreditando que nos livraremos da agrura de ser vilão, se ser acusado de egoísta, de agüentar as conseqüências.
Sim, até funciona, porém nem sempre nos livramos da pergunta, afinal, seja lá qual condicional você colocou, pode não se concretizar, e aí sobram duas opções. Sim, eu faço isso contra a vontade. Não, qualquer-mentira-vagabunda. Ou seja, olha o sim e o não aí de novo.
Não tem jeito, precisamos lidar com essas questões de uma maneira melhor. Afinal, pensa como é libertador resolver a questão ali, sem preocupações futuras, sem peso. Mas para fazer isso temos apenas uma opção, o ultimato.
Sim, pode aparecer um pouco radical, mas a partir do momento que começarmos a encarar as coisas como definitiva e urgente, acaba o espaço do talvez, a questão se fecha e você responde sem poder voltar atrás. E sem precisar se preocupar na frente.
The world was on fire No one could save me but you. Strange what desire will make foolish people do I never dreamed that I'd meet somebody like you And I never dreamed that I'd lose somebody like you
No, I don't want to fall in love [This love is only gonna break your heart] No, I don't want to fall in love [This love is only gonna break your heart] With you With you
What a wicked game you play To make me feel this way What a wicked thing to do To let me dream of you What a wicked thing to say You never felt this way What a wicked thing to do To make me dream of you And I don't wanna fall in love [This love is only gonna break your heart] And I don't want to fall in love [This love is only gonna break your heart]
{World was on fire No one could save me but you Strange what desire will make foolish people do I never dreamed that I'd love somebody like you I never dreamed that I'd lose somebody like you
No I don't wanna fall in love [This love is only gonna break your heart No I don't wanna fall in love [This love is only gonna break your heart] With you With you
Você pegou o telefone dela e agora está com aquela dúvida: Quando devo?
Bem, não existe uma resposta perfeita, mas a mais comum é: 3 dias.
Todo mundo sabe. Mas ninguém sabe a razão. Barney Stinson do seriado "How I Met Your Mother" lhe explica. Mas já adianto, quem inventou a regra foi Jesus.
Ta bom vai, amor não é assim, tuuuudo que você precisa, mas é quase. Se você tiver amor por seus amigos, amantes, coisas, trabalho et cetera. Tudo fica mais fácil. Amando o que tem, ou tendo o que ama, as frustrações diminuem, a tolerância aumenta, e no fim tudo conspira para as coisas caminharem bem.
- Can’t Buy Me Love
Eu sei o que você está pensando. Mas pense bem antes de dizer isso alto. Amor, realmente não se compra, mas se aluga. Você pode facilmente alugar o amor dos outros, ter milhares de amigos e mulheres, mas se o dinheiro acaba, eles se vão. Como se te despejassem. Então, não se engane, amor não se compra, dane-se o carro ou roupas que você tem, se quiser amor, conquiste.
- The Ballad of John and Yoko
O nome da musica diz tudo. A balada de John e Yoko. Não é a balada de John, Yoko, Paul, George e Ringo. Não transforme sua mulher em “um dos caras”. Alguém vai se ferrar nessa história. Sua mulher não vai agüentar seus amigos, seus amigos não vão tolerar sua mulher. Convivência social é muito bem-vinda, mas não faça das duas turmas uma só.. Afinal, se só você tá pegando, porque raios seus amigos vão ter paciência com sua mulher? Ainda mais se ela for feia como a Yoko.
- Yesterday
Milhões de músicas e livros devem ter história similar a esta. Paul McCartney estava dormindo e acordou no meio da noite com uma idéia na cabeça. Correu para o piano e saiu uma das musicas mais regravadas da história. O que quero dizer com isso é, se você tem uma idéia, toma coragem, cogita uma hipótese, leve em frente na hora que acontecer. Vai que você volta a dormir e esquece pela manhã. Faça o momento e não arranje desculpas.
- Hello, Goodbye
Com essa música, você aprende vários antônimos.
- Let it be
A vida moderna nos deixa tensos. Uns querendo que dê certo, outros querendo que não dê certo tão depressa. Esse conflito pode gerar impressões, ou pior, atitudes erradas. Portanto, relaxe, deixe ser e estar, se não sabe bem o que fazer, não faça nada.
- Please Mr. Postman
Mostrar atenção, elogiar, brincar. Difícil mulher que não goste. Cada uma em sua intensidade é claro, mas todas gostam de ser cuidadas, de ter alguém pensando nelas. Então, por mais que você, ser masculino que é, não veja necessidade em se comunicar se não tiver nada de “importante” para falar, faça. Conte pequenas coisas, ouça seu cotidiano, demonstre REAL interesse. Quem sabe até não seja o caso de mandar uma carta de próprio punho. Antiquado e surpreendente.
- While My Guitar Gently Weeps
Não sabe tocar nenhum instrumento? Aprenda. Mulheres tem queda por músicos. E não, caixa de fósforo e mesa de bar não valem.
- I Want to Hold Your Hand
Estou esperando o dia em que vou parar na cama de uma mulher sem sequer ter a beijado. Sem pagar é claro. A idade e a época agilizou muito o processo que era dolorosamente demorado dez anos atrás. Mas isso foi tão acelerado que perdemos os pequenos prazeres do começo da intimidade. Esquecemos como é bom aquele primeiro encontro de mãos no cinema. Ou aquele apoio que ela faz em sua perna ao rir de uma piada. Curtamos esses momentos.
- I Feel Fine
Não seja um reclamão. A vida de ninguém é perfeita, mas existe a hora certa de você usar os outros como psicólogos de graça. Aprenda a dizer que as coisas estão bem, senão ninguém vai ter saco pra ser amigo (muito menos amante) de um mala.
UPDATE: Se ficou com vontade de ouvir as músicas, fiz uma playlist com todas na sequência. Enjoyt it.
Bob Dylan - It Ain't Me Babe (O "fora" mais poético da história)
Go ’way from my window Leave at your own chosen speed I’m not the one you want, babe I’m not the one you need You say you’re lookin’ for someone Never weak but always strong To protect you an’ defend you Whether you are right or wrong Someone to open each and every door But it ain’t me, babe No, no, no, it ain’t me, babe It ain’t me you’re lookin’ for, babe
Go lightly from the ledge, babe Go lightly on the ground I’m not the one you want, babe I will only let you down You say you’re lookin’ for someone Who will promise never to part Someone to close his eyes for you Someone to close his heart Someone who will die for you an’ more But it ain’t me, babe No, no, no, it ain’t me, babe It ain’t me you’re lookin’ for, babe
Go melt back into the night, babe Everything inside is made of stone There’s nothing in here moving An’ anyway I’m not alone You say you’re lookin' for someone Who’ll pick you up each time you fall To gather flowers constantly An’ to come each time you call A lover for your life an’ nothing more But it ain’t me, babe No, no, no, it ain’t me, babe It ain’t me you’re lookin’ for, babe
Uma breve explicação. Infelizmente, ainda não entendo sobre samurais como gostaria. Ameaço ler Musashi há anos. Mas sabe como é, os bares, os sitcoms...
Logo, meu relato é feito baseado no filme “O Último Samurai”. Estrelado por Ken Watanabe e Tom Cruise. Recomendo muito. A trilha também é ótima.
- Respeite seu inimigo/adversário
Se você tem mais de 20 anos e não pertence ao universo Marvel ou DC, já passou da idade de ter inimigos. Depois que crescemos temos adversários. Seja lá em qual esfera for. Pode ser seu concorrente no mercado ou o namorado do amor da sua vida, seja como for, ás vezes existem pessoas em nossas vidas as quais desejamos derrotar. Não importa quem ou como for essa pessoa, respeite-a. Ela tem um conflito de interesses com você e luta como sabe. Não deixe ser mais do que isso.
- Procure entender/aceitar os costumes alheios
Tolerância é a palavra chave. Ainda que você não tenha obrigação nenhuma de se render ou participar dos costumes alheios, sempre tente entender o que os motiva. Os samurais (do filme pelo menos) discordam veementemente do povo japonês “ocidentalizado”, mas não é por isso que os condenam. Lutam pelas suas crenças sem ignorar os outros. Infelizmente estes mesmos não retribuem e execram o que não for igual a eles. Seja por credo, sexo, ou qualquer paixão, entenda para aceitar. Não julgue sem se colocar no lugar. Se procurar saber o que levou o outro até onde ele está.
- ”Foi uma boa morte”
Os samurais ficam honrados se encontrarem uma boa morte. Obviamente não querem morrer, mas se for por um guerreiro melhor, se for de maneira digna, estão satisfeitos. Não é nada fácil aceitar um conceito desses. Mas tentando não ser radical, pense na morte como suas derrotas. Se for uma derrota digna, é uma boa derrota. Se morrer é inevitável, que seja com honra.
- Cumprimente a todos
Se um dia estiver andando por uma aldeia samurai, não tenha dúvida, todos lhe cumprimentarão com a popular saudação japonesa. O abaixar de cabeça. É sinal de cortesia e respeito. Que tal fazermos o mesmo com um simples bom dia? Eu que sou anti-social confesso que tenho minhas dificuldades. Mas tento sempre melhorar. Acaba ajudando a quebrar aquele incomodo silencio do elevador.
- Procure a perfeição em tudo que faz
Perfeito ninguém é nem nunca será. Mesmo o Messi vira e mexe erra um chute. Sim, é raro, mas deve errar. Não é possível. Mas se ele erra pouco é porque procurar a perfeição no que faz e assim está chegando cada vez mais perto. O samurai procura a perfeição em tudo. De servir uma xícara de chá a golpear com sua katana. Por isso protegeram o Japão desde que surgiram até o nascimento da arma de fogo.
- A palavra “Samurai” significa servir
O papel do samurai sempre foi o de servir seu Imperador. Como diz o titulo do item, o significado da palavra é esse. Servir era seu propósito e ele era leal a este. Portanto, se tem um propósito na vida, um objetivo, seja leal a ele. E se não for pedir muito, seja leal sempre que possível.
- Saiba andar a cavalo
Nunca se sabe quando você vai precisar. Vai que um Pulso Eletromagnético gigante acaba com todas as máquinas do mundo. Ficar a pé não rola. Também existe a possibilidade, um pouco mais remota, de um dia você visitar uma fazenda. Quando todos forem galopar você não vai fazer feio.
- Paciente e letal
O samurai não se apressa, não age no impulso. Ele espera, constrói a situação ideal, analisa para enfim desferir seu golpe, muitas vezes letal. Então, você que sai como uma vaca louca, como uma metralhadora sem mira, tentando acertar o que for ou quem for ao acaso, pare com isso. Muito estardalhaço sem eficácia pode assustar a presa.
- Saiba a hora de ficar quieto.
...
- Sua espada é sua alma
Ok, acho que nunca usei uma metáfora tão barata quanto essa. Mas vocês me entenderam, sua espada é sua alma. Sua “espada” te faz um “samurai” completo. Portanto, cuide bem de sua espada. Vá ao urologista como uma mulher vai ao ginecologista, no mínimo anualmente. Sim, não é nada agradável, mas pensa, o que é um samurai com uma espada quebrada?
Ano passado eu participei de um programa da Fashion TV Brasil, muito bacana.
O programa se chama Lado H e trata do mundo masculino. Eles convidaram a mim e o consagrado escritor Xico Sá para discutir a vaidade masculina. Tudo isso mediado pelo gente boníssima Daniel Daibem.
Pois bem, descobri que eles disponibilizaram o programa online. Acho que ficou divertido, vejam por seu próprio risco. Elogios e xingamentos são aceitos.
Racional X Emocional, Física X Jurídica, Id X Superego, o Anjo e o Demônio. Sabemos bem que vivemos em guerra. Dentro de nós existe o constante conflito entre o que queremos e o que devemos. A mente pode ser prudente ou demente (créditos a Marcelo Mello), mas a disputa de forças sempre existe. Sendo prático, paro pra pensar o que verdadeiramente acontece conosco.
Poderia citar milhares de exemplos diários, mas é mais fácil dizer que em toda escolha que fazemos, desde as mais simples até as mais complicadas, devemos decidir a quem daremos ouvidos. Lógica, razão, raciocínio se apresentam de um lado, com seus argumentos, dados e jurisprudências. Do outro estão a intuição, o desejo, o tesão. Armados de hormônios, reflexos e esperança. Quem é mais forte?
Como não estamos em Volcano, tenho certeza que o lado irracional na maioria das vezes vence. A razão, por incrível que pareça acaba tendo que se apoiar em medos e inseguranças para ter suas maiores vitórias. Sem dúvida, muitas vezes, diante da seriedade da decisão nos orienta ao que está amparado por coisas concretas. Mas muitas vezes, só optamos pela razão pelo simples medo de arriscar, de bancar um instinto. Algo que não tem como se explicar.
Seja lá como for, as coisas não são fáceis para os humanos. Animais irracionais seguem instintos e pronto. Nós não. Temos que conviver com a culpa das escolhas. E a culpa é de quem? Obviamente de nosso cérebro. Essa grande empresa que vive dentro do seu crânio.
Quem teve algum contato com o ambiente corporativo de grandes empresas vai me entender. Nesses ambientes, ainda que o objetivo principal seja aparentemente o mesmo, cada departamento faz o que é melhor para si mesmo. Cada setor puxa a sardinha para o seu lado. Esses interesses podem ser conflitantes, mas o presidente/CEO/Diretor tem que dar um jeito de alcançar o objetivo. Seja silenciando um dos departamentos, seja se esforçando para alcançar a tal sinergia.
Nosso cérebro é igualzinho. Você conhece uma pessoa, seu cérebro começa a trabalhar. Novo job. O departamento de instintos fala “paaatcha gostosa”, o departamento de memória diz “olha só, ela é igualzinha àquela mulher que quebrou seu coração”. Está estabelecido o conflito. E quem vai ter que botar ordem na casa? O próprio cérebro. O responsável pelas duas percepções conflitantes.
Basicamente, nosso cérebro, esse órgão magnífico, complica as coisas para ele mesmo resolver. Como as grandes corporações. Seja a Intel ou a Pixar, o conflito é inevitável. Mas sempre resolvido.
No meu caso, posso dizer que o lado da razão serve para muita coisa. Não é nulo, nem fica quieto. De maneira alguma. O lado da razão sempre está presente, me dizendo: “Eu avisei”.
Mas o irracional sempre completa com: “Mas valeu a pena”.
PS: Sem imagem ilustrativa hoje por culpa do Blogger. Humpf.
Bond, James Bond. Quem não conhece o jargão? Desde o primeiro filme até o penúltimo, o agente 007 se apresentou ao menos uma vez assim. A repetição e consistência deram o peso que o nome tem hoje. Não a imagem, o nome. Não que você deva sair falando “Batista, Josué Batista” por aí. Isso é ridículo e só deve ser usado como piada. Mesmo assim, com parcimônia, já está gasta. Mas você pode sim dar peso a seu nome. O Brasileiro não é acostumado a usar o próprio sobrenome, acho uma pena, nossas famílias trazem nosso legados e nos dá identidade. Escolha a maneira que preferir, mas dê peso a seu nome. Seja um apelido, seja priorizar um dos sobrenomes. Seja como for, escolha como se apresentar, e repita. Bond levou 21 filmes, tenha paciência.
- Seja um cafajeste de caráter.
Sendo um dos maiores mulherengos da história do cinema, você poderia pensar que o agente secreto de Sua Majestade é odiado pelas mulheres. Mas não. Ele emenda um caso atrás de outro e por algum motivo, acaba deixando saudades a suas amantes. (Se elas não morrerem, é claro). Qual é seu segredo? Honestidade. Bond nunca ilude suas mulheres, nunca promete algo que não pode dar. Ele as seduz da maneira que é, sem compromisso, sem dia seguinte. Quando elas aceitam, sabem o que vão receber. Não a toa, o britânico tem uma tendência/preferência a se envolver com mulheres casadas.
- Poucos e bons.
Pelo dinheiro que o governo britânico dispõe, 007 até que não esbanja. Ele prefere ter poucas coisas de alta qualidade. Um bom relógio (Omega), um ótimo carro (Aston Martin), uns 3 ternos (Tom Ford). Quando tratamos de consumo, James segue o mesmo padrão, tendo suas marcas preferidas, que já se tornaram ícones. Seu drink preferido é o Martini (batido, não mexido), sua champagne, Bollinger, seu caviar, Beluga. Sabendo o que é bom, nunca erra em seus pedidos, sem precisar se esforçar. Obviamente, para maioria de nós, as marcas citadas acima não fazem parte da realidade. Mas isso não é desculpa. Troque seus seis relógios meia-boca por um razoável, conheça ao menos dois vinhos bons que caibam no seu bolso para a hora que chegar ao restaurante, e assim que possível, faça um terno sob medida.
- Prepare e conquiste
Ao querer conquistar uma mulher, seja pela primeira ou centésima vez, se prepare para tal. Bond sempre está passos a frente. Geralmente conhece o gerente, reservou o quarto e se vacilar até comprou um vestido para a pretendida. Isso diminui as partes burocráticas de um programa, fazendo com que tudo aconteça como mágica. E quem não se encanta com mágica? As reservas são fáceis, mas tente conhecer sua pretendida. Que tipo de comida ela gosta, qual seu tamanho, é fumante? Preste atenção nos detalhes, toda mulher gosta de saber que você está prestando atenção.
- Não se renda a modas.
Não importa se tenha defeitos, não importa se existam mais novas, James nunca se separa de sua pistola Walther PPK. É sua preferida e ponto final. Se você sempre gostou de botas de caubói, use-as, estando na moda ou não. Obviamente com bom senso, nada de sair por aí de bermudas e botas. Mas se esse é seu estilo, banque-o, e todos respeitarão.
- Fale inglês (e todas outras línguas que puder)
Claro, ele fala inglês porque é inglês. Bem, pense assim, você já saiu na frente, fala português que é muito mais difícil de aprender. Bond não é preguiçoso, fala inúmeras línguas, e isso só o faz conhecer mais. Línguas. O bônus com as mulheres é muito bem-vindo, mas não é só para isso que ele as usa. Falar russo, alemão, francês etc, já ajudou o agente em diversas missões. No nosso caso, trabalho. Se um dia cruzar com um potencial cliente da França e souber o idioma, é certo que você sai na frente.
- Faça o que ama.
Você já viu Bond sair de férias? Claro que não, seria um filme pornográfico. Mas se repararmos, constantemente, “M”, chefe do agente, o manda descansar e o que ele faz? Trabalha. E qual a razão disso? Por que ele ama o que faz. Prazer e trabalho são sinônimos para ele. E assim deve ser para nós também.
- Não se case
Sério, não se case se não tiver certeza absoluta que isso funcionará para você. Bond sabe que nunca poderia ter um relacionamento sério pela natureza de sua profissão. Seu amigo, agente da CIA, Felix Leiter, se casou. O que aconteceu? Mataram sua noiva no dia do casamento. Ainda que não seja seu caso (eu espero), só case se estiver preparado para isso. Nunca por pressão.
- Beba, não fique bêbado.
Ok, essa eu sei que é difícil. Mas comecemos assim então. Não fique bêbado em encontros. Bond é um bon vivant, bebe sempre, mas nunca fica bêbado. Nunca perde a linha. Ficar alegre é ótimo, você perde inibições, fica mais solto. Mas passar do ponto é feio e dolorido (no dia seguinte). Se não é fácil fazer isso com seus amigos, faça quando junto de mulheres. Você pode achar que não, mas elas percebem. Claramente. Agora se ela estiver bêbada, fique a vontade, encha a cara, mas nunca passe do ponto em que você não conseguiria cuidar dela se necessário. É o que diz a etiqueta alcoólatra.
- Entre como se fosse dono do lugar
São inúmeras a características que construíram a imagem elegante de James Bond. Muitas são óbvias, outras nem tanto. Uma delas é a segurança. Bond nunca aparenta insegurança, nunca está perdido. Quando Bond entra em um lugar, entra como se fosse o dono. Não é arrogância, é postura, saber andar. É mostrar que sabe sempre o que está fazendo. Seja a coisa certa ou errada. Foi uma escolha sua.
Antes que alguém diga que é fácil aparentar essa segurança sendo atraente, bem vestido e rico, assista a cena abaixo.
UPDATE: Como foi muito bem apontado pelo meu amigo Leopoldo. Bond se casou no filme "On Her Majesty's Secret Service". Bem, além de eu não contabilizar esse filme por ter sido estrelado pelo sofrível George Lazenby, adivinha o que acontece com sua mulher?
UPDATE 2: A pessoa que me alertou para a cena incluída nesse texto foi o Laganaro. Props para ele.
Nenhum homem presta, toda mulher é puta. Mesmo gente? Ainda com esse papo? Tudo bem que a guerra dos sexos existe desde sempre. Elas reclamando que não levantamos a tampa, nós reclamando da mãe delas. Ok. Os problemas existem mesmo, sem dúvida. Mas é tudo por uma boa causa. A mesma diferença que enriquece tanto nossos relacionamentos traz os conflitos. Acho que todo mundo concorda com isso.
Que tal então pararmos de apontar o dedo na cara do outro falando que a culpa de tudo de errado no mundo é responsabilidade do sexo oposto? Relacionamentos são bons exemplos disso. Quando acabam, ambos os envolvidos, muitas vezes saem crucificando o antigo cônjuge, como se toda e absoluta culpa do fim da relação fosse do outro. Alguém acredita, de verdade, que uma pessoa só tem todo esse poder? Se você acredita, tem sérios problemas de percepção da realidade.
Convenhamos pessoal, fomos nós que causamos tudo isso. Talvez não diretamente, mas ambos os sexos. Um reagindo ao outro, chegamos ao momento atual. Banalizamos as relações juntos, nos tornamos menos tolerantes e valorizamos mais nossas individualidades.
Apesar de termos tido a melhor das intenções, erramos em algum momento, e agora temos que consertar. Nada de “as mulheres precisam” ou “os homens tem que”. Todos nós temos que dar um jeito nisso. Mulheres, nem vocês sabem direito o que querem, parem de exigir que nós saibamos. Homens, se vocês acham que nenhuma mulher se dá valor, comece você a mudar isso.
Não vou nem começar a falar sobre a competição de superioridade ou igualdade. Não, mulheres não são superiores a homens e vice-versa. Mulheres são melhores em umas coisas, homens em outras, é por isso que faz tanto sentido ficarmos juntos e não apenas sairmos trepando em qualquer canto, sem ao menos saber nossos nomes. Nós queremos mais que isso. Merecemos mais que isso. Me recuso a acreditar que não tenhamos evoluído ao menos pouquinho dos nossos ancestrais moradores de cavernas. Os instintos, eu concordo, são os mesmos. Mas não gostamos tanto de bater no peito e falar de nossa civilidade? Então, botemos em prática.
Agora pelo amor de Deus. Parem de reclamar e façam alguma coisa. Não encontra o cara ideal, ok, não é fácil, mas pense se não está procurando nos lugares errados. Pense se o ideal é realmente o que você precisa. Analise se relacionamentos precisam fazer esse sentido todo. Se pergunte se não está procurando homem como quem compra um computador. Não são especificações que farão um cara ser bom pra você. Mulher nenhuma presta? Sério? Então você é um lixo que atrai apenas mulheres que não prestam? Acredita mesmo nisso? Não acha que simplesmente não era pra ser? O mundo mudou, elas agem como nós, se elas não prestam, você também não presta.
Enfim galera, estamos juntos nessa e queremos, de verdade, continuar juntos. Um mundo em que só convivemos com o mesmo sexo não é interessante nem pra quem gosta do mesmo sexo. Tá difícil? Pra caramba, mas confio em nós, e conto com vocês para, aos poucos, irmos chegando a um acordo. Mesmo por que, o sexo depois de uma briga é imbatível.
Não, não é falta de higiene. Ao contrario de nós homens, nem todas as mulheres lavam os cabelos todos os dias. Algumas para não estragar a escova, outras por que o cabelo demora muito pra secar naturalmente, o que as levaria a ter que usar secador sempre. Mas o fato é que nossos cabelos tem uma oleosidade natural. Veja bem, natural. Assim como a pele, não deve ficar nem muito seco, nem muito oleoso. Lavar os cabelos todos os dias pode deixar a cabeleira seca (por mais contraditório que pareça), assim, caso já seja seu problema, mais seco ainda. Experimente dia sim, dia não. Se seu cabelo não for oleoso demais, é claro.
- Dress for the part
Mulheres, invariavelmente, prestam atenção no que vestem. Não saem por aí de qualquer jeito. Por mais “largada”que seja, ela escolheu sair daquele jeito. Então, mesmo que você não seja das pessoas mais ligadas em moda , escolha a roupa de acordo como quer aparecer. Se tem ambições em ser presidente da empresa, se vista de acordo, e não ouse colocar a culpa na falta de dinheiro. O que conta é a atitude e postura, não a marca.
- Tagarele
Sabe quando estamos com uma mulher e percebemos que ela está contando a história de sua vida para a vendedora da loja? Então, elas são assim, se comunicam. Mesmo as mais reservadas não resistem a um papinho, mesmo que com estranhos. Não é em toda situação, não são todas, mas é de sabedoria universal que as mulheres falam mais que os homens. Então comece a falar também, brinque com a atendente da padaria, dê mais que um bom dia ao porteiro, fale sobre qualquer coisa. Mas fale. As pessoas se lembrarão mais de você e lhe serão simpáticas.
- Mije sentado
Não, não sempre. Mas assim, se você está num encontro, com uma calça khaki por exemplo, não vai dizer que não fica com medo de deixar resquícios de sua ida ao banheiro na roupa. Acidentes acontecem, afinal, sabemos muito bem que não somos mestres em pontaria. Eu repito, não torne isso um costume, é ridículo, mas em tempos de desespero são necessárias medidas desesperadas.
- Sem gases na frente do sexo oposto
Peidar e arrotar, essas instituições masculinas, podem ser engraçadas e demonstrações de macheza entre os seus, mas nunca os faça na frente do sexo oposto. Afinal, nós sabemos que as mulheres também fazem isso, (do contrário explodiriam) mas nunca na nossa frente. Ao menos não de propósito. E aqui vai uma dica grátis, se estiver na cama acompanhado e isso acontecer por acidente, finja que está dormindo, daí você não tem culpa.
- Seja (na medida do possível) dono de seus impulsos sexuais
Sabemos bem que não decidimos nada. Elas decidem nos beijar, elas decidem transar. Nós só temos que proporcionar as melhores condições possíveis e estarmos prontos pra ação. Pois bem, homens também podem fazer isso. Nesses novos tempos nos deparamos com situações em que a bola vai parar na nossa quadra, e temos a opção de beijar ou transar. Eu sei, é difícil, mas muitas vezes devemos pensar direito no que estamos fazendo. Aquela mulher que está ali, implorando por um beijo seu pode ser a melhor amiga de um caso seu, aquela outra, te convidando para “dar uma” numa quarta a noite, pode ser caso do seu chefe. E você sabem bem que o prazer proporcionado por essas situações é precoce.
- Dê opinião
Mulheres elogiam (muito mais) e criticam os outros. Elas falam como seu cabelo novo ficou bom e deixam claro quando você está ridículo. Ainda que nem sempre possam ser honestas, estão constantemente ajudando os outros a ter uma perspectiva diferente sobre si próprios. Nós homens podemos fazer isso também. Espero que já saiba o quão importante é elogiar uma mulher. Se for criticar, tenha bastante cuidado, elas são frágeis. Aproveite e faça o mesmo com outros homens, larga de ser fresco e elogie a camisa de um, o sapato de outro. Um elogio recebido melhora o dia de qualquer um. Lembre-se, o que faz o cara ser “viado” é gostar de fazer sexo com outros homens. Se você não gosta, pode ficar tranqüilo. Se gosta, não tem problemas em elogiar ninguém.
- Unhas limpas
Não é manicure, não é esmalte, não é pedir demais, mantenha suas unhas limpas.
- Atrase o prazer
Na cama, não vá com tanta sede ao pote. Apesar das coisas serem bem mais simples para nós chegarmos ao orgasmo, não nos limitemos por esse detalhe. Quanto mais tempo demoramos para chegar “lá”, melhor é o grand finale. Larga de ser preguiçoso e pouco atencioso. Chegar “lá” ao mesmo tempo não é fácil, mas é recompensador.
- Assista Sex and the City
Eu sei que é um seriado de “menininha” e tal. Eu sei que as poucas vezes que assistiu, te despertou aquela sensação de “essas mulheres são loucas”. News Flash! Elas não acham. Muitas “loucuras” das protagonistas são exatamente o que as mulheres pensam ou fazem. Por mais que não seja sua praia, fará você entendê-las melhor. Se for difícil, se apegue ao Mr. Big, personagem que é par romântico da protagonista. Ele é o cara.
* Nota: Em minha pesquisa para esse texto, várias mulheres citaram o velho problema do vaso sanitário. Algumas reclamações sobre pontaria, outras sobre não levantar a tampa. Apesar de não ser tecnicamente uma coisa que possamos aprender com elas, achei que valia a nota. Bem, levantar a tampa é o mínimo né povo, nós – ressalto mais uma vez – não somos os mestres da mira. Se com a tampa levantada já erramos de vez em quando, imagina com o buraco menor. A pontaria, bem, tente conhecer seu instrumento, saiba se ele tem uma tendência de desalinhamento, isso o ajudará a corrigir a trajetória. Em casos extremos, já sabe, medidas desesperadas podem ser tomadas.
Medíocre, segundo o dicionário, é tudo aquilo que é “mediano, ordinário, insignificante, vulgar, sem mérito” e por aí vai. Bem, o dicionário falha em precisar a definição. Afinal, no meu entendimento, nem tudo que é mediano é insignificante. Principalmente aplicado às relações pessoais.
Desde que minimamente consciente, todas as relações amorosas que tive na vida foram significantes. Dos grandes desastres (quando a beijo, parece que estou beijando minha irmã) aos grandes sucessos (nossos filhos vão se chamar...) todas tiveram algum impacto em minha vida. Obviamente, os extremos acabam marcando mais nossas vidas. São os picos do que consideramos sucesso ou fracasso em nossos relacionamentos. Porém, se você não é uma daquelas pessoas que só “namora sério”, sabe que ao longo da vida vivemos muito mais relacionamentos medianos que extremos.
Baseados na história de que nunca sabemos aonde um primeiro passo pode nos levar, acabamos fazendo inúmeras “caminhadas” que não chegam rigorosamente a lugar nenhum. São os relacionamentos medianos, ou medíocres, que por uma razão ou outra não funcionam da melhor (nem pior) maneira possível.
A pergunta que tenho me deparado é: Relacionamentos medíocres valem a pena? Se não tem total entrega, cumplicidade e compromisso. Ainda valem a pena ou são apenas perda de tempo? Melhor ficar sozinho? A minha impressão é a de que não. Mas só falo isso porque odeio responder perguntas com “depende”. (Ainda que na grande maioria das vezes, realmente dependa).
Em certos momentos da vida simplesmente cansamos da mediocridade. Cansamos da superficialidade, dos jogos, do “ter sem ter”. É tudo ou nada, branco ou preto. Não enxergamos valor em algo mediano e optamos por nos bastar. Ainda que nunca consigamos nos bastar de verdade. Pode ser impaciência, pode ser o nível alto de exigência ou intolerância. Mas de alguma maneira, a média não é bom o suficiente.
Se estamos num momento desses, não existe argumento que nos faça mudar de idéia. É pura questão de timing. Só o tempo ou a sorte podem mudar a situação. Mas quando estáveis, abertos, crentes, devemos investir numa relação medíocre? Devemos gastar nosso tempo com algo que muito provavelmente não vai te levar aonde planeja chegar? Eu acho que sim.
Sabemos muito bem que o destino de vida planejado muda constantemente. Pelo caminho vamos nos encantando, transformando e de repente nos vimos num lugar completamente diferente de onde queríamos chegar inicialmente. E damos graças a deus por isso.
Esse é o valor do relacionamento medíocre, ele é o desvio, o atalho, a estrada mais longa com vista pro mar. Não serve necessariamente para nenhuma meta traçada, mas não deixa de ter importância na viagem. Tanto podemos sofrer um acidente quanto encontrar uma praia virgem (sem trocadilho). É um risco, claro, mas tem significância sim, e o melhor, podemos mudar de estrada a hora que quisermos. Podemos fazer o retorno, pegar uma saída ou apostar para ver até onde vai.
Whatever works. Esse é o titulo do filme que assisti neste final de semana. Em português seria “Qualquer coisa que funcione”. Na obra de Woody Allen, o protagonista prega o mantra, “qualquer coisa que funcione”. Qualquer coisa que funcione, que te faça feliz e não faça mal aos outros vale. Nesse caos do acaso, aproveitemos qualquer coisa que funcione, pelo tempo que for, e nos bastemos com esses momentos.
Brother que é brother, não convida. Convoca. Isso quando é necessário. Pois muitos brothers tem dias sagrados, já pré-determinados. Seja uma reunião as quintas, um happy hour às sextas ou o jogo de quarta.
Caso não seja esse o caso, brothers devem convocar os outros pelo meio de comunicação a mão. Vale Twitter, Facebook, SMS, Email, Telefone ou gritando na frente do prédio.
O convite não deve conter mais do que duas palavras. As palavras recomendadas são o nome do bar, da bebida ou um pronome de tratamento ofensivo. Alguma menção a horário vale também. Exemplos: “Boteco, já”, “Vagabundo, cerveja”, “Puto, 18:00”.
2 - A Chegada
O primeiro a chegar ao bar escolhe a mesa, se essa não for pré-determinada. Abre os trabalhos com a bebida de preferência, e não pede petiscos até a chegada de um segundo integrante.
O segundo a chegar deve ser recebido pelo primeiro com duas cortesias principais. Primeira: Pedir uma bebida/copo para o recém chegado. Segunda: Atualiza-lo das mesas interessantes ao redor. Avisar quem está lá de conhecido, qual mulher é gata, qual deu uma olhada e se tem namorada, ex-namorada ou amiga de namorada de alguém no recinto.
O mesmo processo deve ser repetido para todos os integrantes da mesa que chegarem. Com a adição de algum pronome ofensivo e uma reclamação e/ou gozação. Exemplos: “Tava dando a bunda é viado? Que demora do cacete”. Essa ação é progressiva até o último que chegar. Não importa as razões deste ter chegado depois.
3 - O Convívio
A mesa pode ter três climas distintos. Celebração, Afogamento ou Neutro. De cara eliminamos o Neutro, que após as duas primeiras rodadas se torna Celebração.
Celebração exige atenção especial ao celebrado. Se este trocou de emprego, comprou um carro, comeu boi no rolete ou se livrou da ex-mulher, todos devem brindar a conquista. Se alguém tiver um problema com isso que engula. É o dia do brother, amanhã reclama.
Afogamento. Certas mesas de bar são formadas para o popular afogamento de mágoas. Se um brother foi despedido, capotou o carro, comeu comida podre da sogra ou levou um pé da ex-mulher, todos devem brindar com bebida pesada. Whisky, vodka, tequila e cachaça são aceitos. Ninguém deve falar como sua própria vida está maravilhosa. O objetivo principal é beber o quanto for necessário para que o afogamento se torne celebração.
4 - A Conta
Quem sai antes deve ser tratado com pronome ofensivo e reclamação/gozação. (Ver terceiro parágrafo do item 1 para exemplos.) Este deve deixar sua parte da conta mais 20% de margem.
Caso esteja sem grana/cartão pede ao brother mais próximo para “fazer a sua”. Se comprometendo a compensar na próxima. A despedida com cumprimento pessoal é opcional caso o grau de bebedeira esteja alto.
Os brothers restantes falam para este ir devagar e em casos extremos se dispõe a leva-lo pra casa.
Os últimos a ir embora pagam a conta, e mesmo percebendo que faltou dinheiro xingam todos os outros, pagam, e preparam sua vingança para a próxima vez.
Queiro deixar claro, que nada que revelarei aqui, não é sabido por mulheres que tenham um Universo razoável de parceiros sexuais em suas vidas. Apenas estou dando a chancela de um de nós.
Homens não falam sobre suas experiências sexuais. E antes mesmo que vocês meninas comecem a espernear discordando vou lhes explicar por que.
Homens não dividem intimidade como mulheres. Quando falamos sobre aventuras sexuais estamos infantilmente nos vangloriando, contando vantagem, falando como somos “foda”. Não é surpresa que a maioria dessas histórias sejam grandes mentiras.
Fora casos extraordinários do tipo “ela trepa de ponta cabeça”, não dividimos nada. Podemos ser os melhores amigos de infância e ainda assim não temos idéia do que o outro gosta ou desgosta. O que já experimentou, quando falhou. No nosso mundo de fantasia, todos tem pênis acima da media, nunca broxamos, ou se broxamos foi numa vez que estávamos muuuuito bêbados ou a mulher era horrível.
Mas essa fantasia não existe. Vocês, mulheres, sabem melhor do que eu que sim, homens vira e mexe broxam. Mesmo sem serem recordistas do sexo, vez ou outra se depararam com essa situação. E não, a culpa não é de vocês. É culpa de nossas inseguranças. Seja pela pressão de fazer bem na primeira vez, seja por que cansamos ou simplesmente porque não temos o menor controle sobre nosso amigo lá de baixo. Já está bem claro que quem manda é ele.
Vocês sabem bem que nós gostamos de coisas fora do comum. Que fazemos barulhos estranhos quando estamos chegando lá. Que temos o maior tesão quando vocês fazem uma coisa que nem imaginariam que gostaríamos.
Quando dividimos intimidade de verdade, quando nos entregamos, mostramos uma face até o momento desconhecida, que por mais estranha, engraçada ou bizarra que seja, deve ser encarada como algo especial. Não como uma aberração.
Nós já conhecemos vocês nesse sentido. Sem a necessidade de aprovação que nós temos, vocês aprenderam a dividir seus desejos mais secretos. Não com o mundo, mas umas com as outras, e essas outras com outras, e essas outras conosco. Então nos acostumamos com a idéia de que vocês podem gostar de tomar tapa na cara, na bunda, usar fantasia de puta, fazer com o carro andando no meio da marginal. Não, não estou afirmando aqui que a totalidade das mulheres gosta de tudo isso. Muitas ainda não se permitiram. Vezes por criação, vezes por culpa do próprio parceiro.
O ponto é que nós sabemos da existência de tudo isso. Já do nosso lado, vocês só sabem que nós somos loucos pra fazer um ménage a trois com duas bissexuais. Obviamente, porque é muito bonito admitir essa fantasia. Superhomens que querem dar conta de duas mulheres quando se atrapalham com uma só.
Mas na real, não é só isso. Todos nós temos fantasias secretas. Ou ao menos gostamos de coisas diferentes. E nem todas são tão bonitas e viris. Os homens que admitem isso são minoria. Pois precisa ser muito macho para admitir ao mundo. Tem que começar no quarto, como se não quisesse nada, tratando como a coisa mais natural do mundo. O que na fim das contas é mesmo.
Não estou falando pra vocês, meninas, saírem tentando fazer um fio terra em seus parceiros. Muita calma. Mas saibam, que assim como vocês, nós também desejamos mais do que movimentos mecânicos. Desejamos entrega, submissão, dominação, cumplicidade. Elementos que fazem do sexo realmente uma experiência sobrenatural.
Quando tinha 14 anos eu era “roqueiro”. Ia na galeria do rock, usava camisa xadrez e camiseta de banda. Heavy Metal. Ouié!
Quando tinha 16 eu era “boy”. Ia no Resumo da ópera, usava 501 roxa e camiseta da Big Johnson. Putsi, putsi.
Quando tinha 18, “cowboy”. Hollywood Project, Barretos, Stetson e fivelas do tamanho de espelhos. Eeeee, tchê, tchê.
Adolescentes são assim mesmo. Volúveis. Sem crise. O problema é que nunca deixei de gostar de Metallica, baladinhas ou botas de bico fino. Fui agregando paixões, fiz a triagem do que era realmente do meu gosto e largando as porcarias.
No terceiro colegial conheci uma galera “culta”. Eles me apresentaram MPB e Jazz, me ajudaram a perceber que os filmes metidos a besta devem ser assistidos com outros olhos e que artes plásticas e literatura tem de ser tratados como whisky. Não é da primeira vez que você vai gostar.
Depois de conhecer a maioria das coisas que eu gostava, chegou a hora de provar um pouco do que nunca tive vontade. Pagode, axé, micareta, escola de samba, balada GLS, Ballet, Opera entre outros.
Bem, a maioria dessas coisas continuei não gostando, mas reconheci o valor de cada uma delas, me preocupei em entender o que seus amantes buscam em cada uma. E assim, aprendi a suportar e tolerar todas.
A pessoa que me tornei não é das mais comuns. Pouca gente entende como posso ser assim. E você sempre tem medo do que não entende. Não culpo ninguém, me colocando em seus lugares também ficaria espantado como alguém pode ficar tão empolgado com um filme do Kubrick quanto com um CD do Jorge e Mateus.
Não me encaixo, não sou nada, mas participo de tudo, e isso não me faz melhor ou pior que ninguém. Mas sem dúvida alguma me faz mais feliz. Acredito que capacidade de adaptação a diversos ambientes é uma das maiores qualidades como adulto. E não sinto vergonha alguma de assumir que já tive preconceito radical em relação ao que é “inferior” ou popular. Mas também não sinto vergonha de dizer que me divirto (muito) com a maioria dessas coisas inferiores.
Bom gosto, mal gosto, é tudo questão de referencial. Os intelectuais dizem que os populares tem mal gosto. Os populares dizem que os intelectuais gostam de coisas estranhas. Mas no final das contas somos todos gente que gosta. Eu por exemplo ainda não gosto de (quase nenhuma) Novela, Big Brother, Forró, Raves de 3 dias ou revista Contigo. Mas você que gosta está convidado a me ajudar a gostar. Eu adoraria.
É assim, em algum momento da vida, o sujeito descobre que tem diabetes. Até aquele momento comia o doce que bem entendia. Agora não, independente de gostar muito ou pouco, sem dúvida vai sentir falta. É um sabor que não vai mais poder sentir, nunca mais da mesma maneira.
As opções do diabético são: comer o doce, ignorando a recomendação de todos e sua própria consciência de que aquilo vai te fazer mal. Ou enganar o paladar com doces diet, são parecidos com os doces normais, também não fazem tão bem a saúde, mas são bem menos prejudiciais.
Na primeira opção a experiência é completa. O sabor, a textura, o cheiro, tudo te leva de volta ao tempo que o doce era parte de sua vida. Já na segunda, você se engana. Tudo é similar, pode-se matar parte de seu desejo, pode até ter gosto de chocolate, mas não é mais doce. O amargor provocado pelo adoçante artificial é inevitável.
Devidas as proporções, se tornar diabético é como terminar um relacionamento. De um dia para o outro, você não pode mais ter algo que era parte inerente de sua vida. Os sabores, cheiros, texturas, todos estão eliminados de sua vida. Agora resta pouco a fazer. Como um diabético, você pode ser radical e nunca mais colocar um doce na boca. Como “Ex”, pode nunca mais ver aquela pessoa em sua vida. Guarda a lembrança e encara sua nova realidade.
Não optando pelo radicalismo terá duas opções para lidar com seu finado relacionamento. Cultivar uma amizade ou ter um caso mal resolvido.
Ter um caso mal resolvido é opção popular. Grande parte dos relacionamentos acabados não foram destrutivos ao ponto dos envolvidos não quererem mais olhar pra cara do outro. Com o passar do tempo, a tendência de relacionamentos assim, é esquecer tudo que deu errado e relembrar o que funcionava. Porém, não adianta nada o diabético esquecer que doces lhe são nocivos. Lembrando ou não, assim como o sabor continua, a substância ainda lhe faz mal.
Cultivar amizade é o ideal de todo relacionamento bem acabado. Ambos se gostam, mas, por culpa da vida, não se fazem mais bem. É natural tentar a adaptação para um novo status. Deixar o sexo e o romance de lado e usufruir o restante. O companheirismo, a sintonia, o prazer em dividir. Sim, é possível ter tudo isso, mas partindo do princípio de que tínhamos um todo, e que já fomos muito felizes com esse todo, ter só parte pode ser bem agridoce. Seja quando o outro encontrar um novo alguém, ou quando reclamar de algo que ambos adoravam. Em algum ponto se percebe que aquilo não é mais tão saboroso.
As pessoas que nascem com diabetes, ou até a adquirem logo cedo, sentem menos falta do doce. Não chegaram a comer doces como se nunca mais fossem parar de comer. Não tomaram como certa, a presença daquelas guloseimas para o resto de sua vida. Logo perceberam que teriam que abdicar e não se apegaram. Sofrem mais aqueles que após muito tempo se lambuzando, precisam parar de uma hora pra outra. Com a constante lembrança de como aquilo era bom.
Por isso não é fácil abdicar do doce de maneira radical para quem teve esse longo relacionamento. Por isso uma das duas opções costumam ser a saída. Existe uma opção melhor? Sim, optar pelos dietéticos é bem menos danoso. Mas será que você consegue lidar com o amargor?
Um copo de Coca-Cola estupidamente gelada do lado direito, o cinzeiro de outro. Olhando 45º a direita eu vejo o mar em que mais entrei na minha vida. Olhando 45º a esquerda o apartamento vazio. Sem amigos, namoradas ou mesmo o cachorro. É simbólico. No começo do ano eu me isolo em um final de semana para fazer não sei bem o que. Ou sei?
Não é depressão, não é falta de oportunidade, não é trabalho. Sou eu comigo mesmo, tentando entrar em um acordo. Tentando criar sintonia entre mente e corpo. Forçando a barra, vestindo cabresto, me colocando no canto pra pensar no que fiz. E mais importante, no que vou fazer.
Ainda no ano passado li e pensei muito sobre esperança. Num texto presenteado por uma amiga, descobri que penso igual a diversos filósofos. E eles me ajudaram a entender esses pensamentos.
Não tenho capacidade alguma de sintetizar o que filósofos dizem, então me contento em falar sobre o que me chamou mais atenção. E o que me pegou de verdade nesses textos foi o conceito de esperança. E como erroneamente a tomamos como algo bom.
É a esperança que faz com que nos decepcionemos, que torna histórias reais em tragédias, antes mesmo de terem acontecido. Nossas expectativas em relação às pessoas (isso engloba trabalho, amigos, romances) faz com que nos sabotemos. Faz com que deixemos de viver o que temos, por projetar o que podemos (ou não) viver no futuro.
Essa baboseira de só termos o presente é em parte verdade. O passado nos serve de exemplo, mas convenhamos, pela quantidade de vezes que repetimos os mesmos erros, nos é pouco eficaz. O futuro não presta pra nada. Não aconteceu e nunca vai acontecer. Não é a toa que Einstein determinou que a viagem ao futuro é impossível. O conceito de futuro tinha que ser reservado a físicos, estudiosos de mecânica quântica. Eles que gostam de falar sobre coisas inexistentes.
O amanhã, que tantas pessoas vão procurar hoje em astrólogos, videntes, numerólogos, é apenas o fruto do hoje. E confie em mim, só vai acontecer se você trabalhar para isso. Você ganhará na loteria, apenas se jogar, vai conhecer o amor da sua vida caso se apresente a inúmeras pessoas e vai ficar rico se acordar hoje, com muito ânimo e força de vontade. Se estudar, se procurar o que, verdadeiramente, pode te deixar rico.
É inútil especular se você não for um estelionatário com más intenções no mercado de ações. Então gaste seu tempo saindo com os amigos que tem hoje, viva o maior romance que pode viver com a pessoa que vai encontrar esta noite e esteja preparado para esta tarde ser promovido e ganhar milhões. Se algumas dessas coisas não der certo. Fique tranqüilo. Amanhã você tenta de novo.
Uma lata de cerveja estupidamente gelada do lado direito, o cinzeiro de outro. Olhando 45º a direita eu vejo o mar em que mais entrei na minha vida. Olhando 45º a esquerda o apartamento cheio. Meus amigos, namoradas e cachorros. Estão todos aqui. Sempre comigo. É fato. No começo do ano eu entendo que nunca conseguirei me isolar. Que tudo e todos me acompanham como uma grande coleção. Referências, experiências e sentimentos que estão impregnados em mim. Em um final de semana para fazer não sei bem o que, descubro que nunca saberei bem o que quero fazer. Só posso saber o que estou fazendo.
Birds flying high you know how I feel Sun in the sky you know how I feel Reeds driftin' on by you know how I feel
It's a new dawn It's a new day It's a new life For me And I'm feeling good
Fish in the sea you know how I feel River running free you know how I feel blossom in the trees you know how I feel
It's a new dawn It's a new day It's a new life For me And I'm feeling good
Dragonfly out in the sun you know what I mean, don't you know Butterflies all havin' fun you know what I mean Sleep in peace when day is done And this old world is a new world And a bold world For me
Stars when you shine you know how I feel Scent of the pine you know how I feel Oh freedom is mine And I know how I feel
It's a new dawn It's a new day It's a new life For me And I'm feeling good
Fan video de Gogol Bordello - Through The Roof 'N' Underground
When there's a trap set up for you In every corner of this town And so you learn the only way to go is underground When there's a trap set up for you In every corner of your room And so you learn the only way to go is through the roof
Ooohoohoooh through the roof, underground Ooohoohoooh through the roof, underground
And as we're crossing border after border We realize that difference is none It's underdogs who, and if you want it You always have to make your own fun
And as the upperdog leisurely sighing The local cultures are dying and dying The programmed robots are buying and buying And a psycho load of freaks they are still trying trying
Ooohoohoooh through the roof, underground Ooohoohoooh through the roof, and underground
And as the boy scouts learn to read between the lines The silver rabbits hop between their fathers' lies And boy scouts ask "Where? Where do they go?" They go to the country that they only know
Just like their meanings they lay between the lines Between the borders their real countries hide The strategigo's saw their advertise Their strategy of being is one of in-your-face disguise
Ooohoohoooh through the roof, underground Ooohoohoooh through the roof, underground!
And when their own walls they will a-crumble, And all the systems will be discumbumbled, Around the stump of bigotry, our own Serebryanye zayazhy vodyat horovod! [Russian]
Ooohoohoooh through the roof, underground Ooohoohoooh through the roof, and underground Ooohoohoooh through the roof, underground Ooohoohoooh through the roof! Underground!
Serebryanye zayazy vodyat horovod! [Russian]
Through the roof! And underground! Through the roof! Underground!