quinta-feira, maio 19, 2011

Not old. Just older.


Hey, man, it's been a while Do you remember me?
When I hit the streets I was 17
A little wild, a little green
I've been up, I've been down, I've been in between
After all these years and miles of memories
I'm still chasing dreams
But I ain't looking over my shoulder

[Chorus:]
I like the bed I'm sleeping in
It's just like me, it's broken in
It's not old - just older
Like a favorite pair of torn blue jeans
This skin I'm in it's alright with me
It's not old - just older

It's good to see your face
You ain't no worse for wear
Breathing that California air
When we took on this world
When we were young and brave
We got secrets that we'll take to our grave
And we're standing here shoulder to shoulder

[Chorus:]
I like the bed I'm sleeping in
It's just like me, it's broken in
It's not old - just older
Like a favorite pair of torn blue jeans
This skin I'm in it's alright with me
It's not old - just older

I'm not old enough to sing the blues
But I wore the holes in the soles of these shoes
You can roll the dice 'til they call your bluff
But you can't win until you're not afraid to lose

[Solo]

Well, I look in the mirror
I don't hate what I see
There's a few more lines staring back at me
Now the nights has grown a little bit colder
Hey man, I gotta run
Now you take care
If you see coach T. Tell him I've cut my hair
I've kept my faith
I still believe I'm just...
Ha

[Chorus:]
I like the bed I'm sleeping in
It's just like me, it's broken in
It's not old - just older
Like a favorite pair of torn blue jeans
This skin I'm in it's alright with me
It's not old - just older

quinta-feira, março 31, 2011

Love will tear us apart...again...

Devia ter colocado isso no texto passado, mas vai agora mesmo.


When routine bites hard,
And ambitions are low,
And resentment rides high,
But emotions won't grow,
And we're changing our ways,
Taking different roads.

Then love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.

Why is the bedroom so cold?
You've turned away on your side.
Is my timing that flawed?
Our respect runs so dry.
Yet there's still this appeal
That we've kept through our lives.

But love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.

You cry out in your sleep,
All my failings exposed.
And there's a taste in my mouth,
As desperation takes hold.
Just that something so good
Just can't function no more.


But love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.

terça-feira, março 29, 2011

Toxic!

[2008-11-13] Love is a drug [swallow]
Não existe dúvida, seja você usuário ou não, o efeito de narcóticos (ou tóXicos, como diz meu pai) é extremamente agradável. Não é a toa que tantas pessoas no mundo se viciam. Seja para esquecer os problemas, enxergar o mundo com outros olhos ou puro entretenimento, drogas causam sensações que não podem ser replicadas. Não na mesma intensidade, com a mesma eficiência.

Essa é a parte boa, todos sabem também da parte ruim. Quanto mais alto a droga te leva, maior será a queda. Invariavelmente, para se recuperar de um tombo recorre-se a droga novamente, e assim se cria o vicio.

Alguns relacionamentos são assim, tóxicos. Contém todos os mesmos efeitos e conseqüências, qualidades e defeitos de qualquer narcótico de uso recreativo. Mas disfarçados de amor e paixão, passam batido. Não há alerta dos malefícios, não tem campanha na TV, os pais não recriminam, e os artistas adoram romancear. Ao mesmo tempo que levam ao êxtase, amortecem e acalmam, não dão a menor idéia do preço que há de se pagar. Causam as piores ressacas, crises de abstinência torturantes e dependência extrema.

Se livrar dessa dependência é tão difícil e doloroso quanto se desintoxicar de narcóticos. Sem poder apelar a uma clínica, durante a crise de abstinência, improvisa-se com livros, filmes, sorvete, amigos, e não coincidentemente, drogas. Tudo para preencher o vazio, pra substituir o “barato” do relacionamento tóxico. Assim como qualquer viciado, nem ao menos um pouco da droga pode ser consumida, o corte tem de ser radical, nenhum contato com aquele que fez tão bem. E tão mal.

Atravessado o inferno da desintoxicação, o organismo está limpo, resquícios ínfimos de toxina, o coração bomba sangue a todo vapor. Algum tempo em observação e se está pronto pra outra. Sim, outra, porque é pra isso que estamos aqui, certo? Viver, e não existe vida sem risco. Agora no entanto, com uma cicatriz, daquelas que incomodam nos dias de frio, que não deixam esquecer o que a causou e como foi o processo de recuperação.

terça-feira, março 01, 2011

Mood of the Day!

Adele - Someone Like You


I heard that you're settled down,
That you found a girl and you're married now,
I heard that your dreams came true,
Guess she gave you things I didn't give to you,
Old friend, why are you so shy?
Ain't like you to hold back or hide from the light,

I hate to turn up out of the blue uninvited,
But I couldn't stay away, I couldn't fight it,
I had hoped you'd see my face,
And that you'd be reminded that for me it isn't over,

Never mind, I'll find someone like you,
I wish nothing but the best for you, too,
Don't forget me, I beg,
I remember you said,
"Sometimes it lasts in love,
But sometimes it hurts instead,"
Sometimes it lasts in love,
But sometimes it hurts instead, yeah,

You know how the time flies,
Only yesterday was the time of our lives,
We were born and raised in a summer haze,
Bound by the surprise of our glory days,

I hate to turn up out of the blue uninvited,
But I couldn't stay away, I couldn't fight it,
I had hoped you'd see my face,
And that you'd be reminded that for me it isn't over,

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Como encarar a dor?


Estava eu lá pelas terras de Miss Di, quando me deparei com seu post sobre dor. Mais especificamente sobre um estudo (você pode ver com mais detalhes aqui) que indica que olhar para a fonte da dor pode reduzir a sensação dela.

O estudo trata obviamente de dores físicas, mas assim como a Di, a primeira coisa que pensei foi: "E pra dor psicológica?".

Bem, ainda que seja muito bonito falar que devemos encarar a dor, reconhecer e enfrentar seja lá o que/quem esteja causando, não consigo acreditar que seja verdadeiramente a melhor opção. Ao menos não sempre.

Acredito sim que problemas devem ser encarados, sempre, e qualquer que seja. Mas problemas são diferentes de dores. Afinal, se você quebrou um braço (problema), mesmo o engessando (solução) não se livra da dor (errr...dor). A dor é consequência de um problema que é a causa.

Eu sou um tanto masoquista. Quando estou com torcicolo fico forçando o pescoço no sentido em que está o problema. Não sei porque, acho que vai ajudar. Então me exponho muitas vezes a dor achando que um tratamento de choque pode resolver seja lá o que for. Ou resolve ou me mata logo de uma vez.

Não funciona. Certos problemas se alimentam de atenção. Com atenção ganham relevância e com relevância já viu né? Assim, entendo que certas dores devem ser enterradas, sepultadas e se posssível, esquartejadas para que fique impossível de ser rastreada. Se precisar tomar analgésico, anestésico, seja o que for, que seja. O que importa é deixar essa dor escondida, sufocada, pra que aos poucos morra sem ar, asfixiada pela falta de atenção.

A pesquisa indica que em vez de virar o rosto ao sentir dor, é melhor encará-la. Tudo bem, a próxima vez que bater meu dedinho contra uma quina farei isso, mas quando derem com uma marreta no meu coração vou fingir que não é comigo.

PS: Happy Valentine's Day nessa segunda! Rs...

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Macho e Consumista?

Vender moda pra homem não é simples. Não somos fáceis como as mulheres. Na verdade até somos, quando se trata de carros, motos, video-games. Mas na moda, somos mirins perto do sexo feminino. Nunca tiramos algo de uso por que saiu de moda, nem saímos correndo pra comprar o último lançamento. Mas isso não quer dizer que as grandes marcas deixem de tentar.

A Louis Vuitton usou Scott Campbell, tatuador de NY, para mostrar sua coleção masculina da próxima estação. Tudo bem sutil, chancelado por um cara coberto de tatuagens que anda de Triumph e viaja o mundo.

Isso é a Louis Vuitton, mostrando que sabe vender pra homem de verdade, sem precisar apelar.

Parte 1

Parte 2


PS: Quero o case para iPad, o dock cinza e aquela caveira tatuada nas minhas costas.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Caindo de maduro


Se tem uma pergunta que me faço constantemente é: “O que é amadurecer?”. Não é nem questão de curiosidade, é para uso próprio, senão, como farei para saber se eu estou amadurecendo.

Depois que me livrei do peso de achar que amadurecer era se iludir com estabilidade, se vestir com roupas desconfortáveis e basicamente fazer todo o resto que esperam que você faça, fiquei meio perdido.

Eu poderia aceitar que sim, aos 30 anos eu já deveria estar casado, ter filhos, um bom emprego, só me embriagar em churrascos de amigos próximos e ter a certeza que levaria uma bronca da esposa quando chegasse em casa. Não seria confortável, mas seria mais...simples.

Seguindo o caminho dos “rebeldes”, em que amadurecer é uma questão bem mais complexa do que contas e protocolos sociais, fico bem perdido sobre o que deveria estar fazendo o homem maduro. Deveria parar de gastar o dinheiro que não tem em viagens e brinquedos? Deveria se preocupar mais com o futuro? Deveria ter um plano de previdência privada?

Acho que não. Acho que tais questões tem mais a ver com a personalidade de cada um e de como estes obtém paz de espírito no presente. Amadurecer deve estar mais no fundo. Deve ser mais pessoal.

Daí eu penso que a cada dia que passa me sinto mais sozinho. Não solitário, sozinho. Não porque me abandonaram, mas porque eu percebi isso, antes que uns, depois de outros.

Não importa quantos amigos você tenha, se é casado ou solteiro, se sua família é unida ou não. Em nossas análises, decisões, perguntas, sempre estamos sozinhos. Não dá pra trazer alguém para dentro de nossas cabeças. Não dá para fazê-los sentir o que sentimos quando encaramos cada opção. Não dá para imprimir em seus dnas, nossas dificuldades físicas, muito menos compartilhar nosso repertório de experiências.

Felizes ou tristes, estamos sozinhos, e o que entendemos como companhia são as projeções de todos que nos cercam. As outras pessoas não estão juntas de nós, e sim o que esperamos e enxergamos delas. Que sim, podem ser impressões corretas, mas sejamos realistas, quanto de você mesmo é mostrado pro mundo? Quanto do que te define está trancafiado e não é compartilhado nem mesmo com seu consciente?

Talvez amadurecer esteja relacionado com a essa epifania. Com essa lucidez que transforma completamente nossa percepção de mundo. Mexe com nossa tolerância, empatia e expectativas para com o mundo, e esse povo todo que está em cima dele.

Quem sabe amadurecer seja entender esse mundo, aceitá-lo e não enlouquecer. Não entrar em profunda melancolia causada pelo que nos prometeram por anos e anos. Pela clara realização de que não existe mundo feliz, família feliz ou coletivo algum feliz. Existe indivíduo, feliz, triste ou qualquer outro estado de espírito. Este indivíduo pode ter a sorte de sincronizar sua felicidade com a dos outros, ou pode simplesmente não dar importância. Pode entender que o mundo não tem que ficar excitado porque ele está feliz, nem compreensivo porque ele está triste.

Hoje, esse indivíduo aqui do outro lado da tela está apreensivo, amedrontado, desamparado. Mas eu entendo que o mundo não. Eu entendo que meus amigos estão cada um em seu estado, e eles não são menos amigos meus por isso. Não digo que não doa, não digo que não queria que o mundo parasse para olhar pra mim, que todos parassem de rir enquanto eu choro. É falta de respeito. Assumo, pois já desisti de mentir para mim mesmo. Mas fazer o que? Não posso mais fazer como antigamente e espernar. Eu amadureci, né?

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Listen all of y’all, this is Sabotage!


Tô feliz, não sou modelo mas meu corpo está melhor do que nunca, estou feliz no trabalho, me pagam bem, não trabalho aos finais de semana e tenho uma parcela razoável de auto-realização. No pessoal, bem, não posso reclamar, estou namorando com uma pessoa fantástica, companheira, compreensiva que vive demonstrando seu amor por mim, fazemos um do outro pessoas melhores. Em família tudo vai bem também, sim, as coisas não são perfeitas, mas também não posso alegar que vivo qualquer conflito.

Pois bem, quanto tempo vai demorar pra isso tudo acabar?


Esse é nosso pensamento na maioria das vezes. Quando a esmola é demais já começamos a gastar menos. Pois não somos bobos, a mamata vai acabar e vamos cair de cara se não tomarmos cuidado. E nós sabemos o quanto dói cair de cara. Não podemos arriscar, logo agora que nos livramos daquelas manchas embaixo dos olhos. Nossa cara está ótima.

Tudo poderia continuar numa boa por tempo indeterminado, até que, por culpa da vida, algo se desequilibrasse, uma doença, uma crise econômica, uma vagabunda chamada Sabrina. Mas não, a partir do momento que começamos a “gastar menos” com medo da queda, mudamos o comportamento e postura que nos levaram a esse ponto ótimo. E isso inevitavelmente antecipa a queda.

É a tal auto-sabotagem, nesse caso aguda, em outros crônica. Esse dispositivo de auto-preservação que mais parece uma pistola que só pode ser disparada pra baixo, geralmente em direção a nossos pés.

Mas e aí, como relaxar e deixar as coisas fluir como até agora fluíram? Ou no caso da sabotagem crônica, como deixar finalmente fluir? Afinal, se fosse fácil, ninguém se reconheceria no primeiro parágrafo.

Acredito que o truque é reconhecer o que é "neura" e o que é verdadeiramente objeto de auto-preservação. Pensar se nossa situação profissional está bem por mérito ou coincidência, se a pessoa que está ao nosso lado ou se nós estamos atrás dela, se nossa mente evoluiu o mesmo tanto que o corpo.

Análise fria não parece ter nada a ver com felicidade, e realmente não tem, mas que pode evitar infelicidade, opa se pode.

quarta-feira, dezembro 22, 2010

It was a very good year.

Para fazer minha retrospectiva de 2010, preciso voltar a 2009, o ano mais intenso de minha vida. E sim, eu adoro intensidade. Mas junto dela veio a inconseqüência. A mistura dos dois elementos fez do ano passado um belo caos. Coisas muito boas, muito ruins, muito loucas.

Devido a isso, comecei 2010 com um único objetivo: Ser uma pessoa melhor. Mentir menos, praticar mais a tolerância, a empatia. Chegar no balanço ideal do meu egoísmo. Um egoísmo em que eu pense primeiro em mim e não APENAS em mim.

E tive sucesso. Fui uma pessoa muito melhor, tanto que (comparado a 2009) provoquei poucos danos, prejudiquei poucas pessoas, e ainda assim, com plena consciência do que estava fazendo. Obviamente fiz cagadas, errei com muitas pessoas, mas em nenhum momento meu objetivo era ser perfeito. Só melhor.

Após os dois primeiros meses em que enfrentei um princípio de síndrome do pânico e sofri por problemas passados, me levantei para não mais cair. Nem uma vezinha. Dias ruins? Vários, mas pontuais.

Todas as pessoas com que me relacionei afetivamente me ensinaram. E não lições bestas, não aquelas que colocamos em textos bonitos e cafonas. Me ensinaram sobre elas, me ensinaram sobre mim.

Não sofri de amor, o que foi bem-vindo depois de dois anos apocalípticos no assunto. Mas também um alerta de que se não sofri é porque não me entreguei a ninguém. E se não me entreguei a ninguém, existe o risco de eu estar vivendo uma vidinha morna e sem graça. Não foi falta de oportunidade, pois como disse, todos meus relacionamentos desse ano foram verdadeiramente afetivos. Nada casual. Por mais que tenham durado7 meses ou um dia, gostei de cada uma das pessoas, e enxergo milhões de qualidades. Obviamente só posso afirmar isso por ter sido bem seletivo. Não saí pegando por pegar. Não vejo mais muita graça. Quero conhecer gente interessante. E obviamente, quero me apaixonar. Mas essas coisas não se escolhe.

2010 foi o ano em que voltei para casa da minha mãe. E agora no início de 2011 saio de novo. Tava com uma apreensão desgraçada, mas foi bom demais. Demais. Se descuidasse ficava pra sempre. O que me impede o acomodo é o senso de que preciso ter minha própria vida, meu núcleo, meu átomo. E com minha mãe é mais como uma vasta cadeia orgânica. Sentirei falta é claro, das roupas lavadas todos os dias, dos papos de café da manhã que sempre me atrasam, dela levantando e indo me encontrar na cozinha pra não falar nada. Só pra ver se eu queria conversar.

No trabalho, meu grande problema desde sempre, não caminhei horrores, mas o final do ano me deu uma bela de uma perspectiva, a sensação de que posso trabalhar com algo que gosto, e que outras gostam.

Sendo um pouco mais objetivo, posso dizer que o ano teve diversos highlights. Daqueles de lembrar pra toda vida. Finalmente saltei de pára-quedas, atirei com arma de fogo, namorei de novo (e fui um péssimo namorado, vale dizer), fotografei a mega festa de aniversário de um amigo do peito, filmei para um documentário sem ter a mínima noção se ia dar certo (e deu), quebrei uma maldição, viajei com três amigos dos mais-mais, assisti o show do Phoenix com participação surpresa do Daft Punk em NY, embasbaquei com o espetáculo do Muse, vi ao vivo o rei do stand-up Bill Cosby, fui a um grande festival de musica, cantei junto com um Beatle.

Do lado negro das emoções, me despedi do Jazz, meu primeiro cão que, sabe-se lá por quais razões, acabou morrendo com 7 anos. Esperava te-lô por muito mais tempo, foi um puta companheiro e me fez virar um aficionado pelos caninos.

Valeu muito, não fiquei a toa.

E ano que vem? Bem, ano que vem é o ano para transformar todos os elogios que recebo em algo maior. Seja pessoalmente, seja um retweet, um like no facebook, uma favoritada no Flickr e claro, a “audiência” de vocês que vem por aqui. Tudo isso é meu combustível, é o que me faz continuar. E já está mais do que na hora de fazer isso ter maior significância.

Vocês continuarão comigo?

Retrospectiva 2010

terça-feira, dezembro 07, 2010

Eu não pego ninguém. (E você também não.)


Dia desses no Twitter, vi o seguinte retweet da Carolina Mendes: “Homens não entendem q a gente bate o olho neles e decide se daria ou não. Se vamos dar é outra história.”. Parei pra pensar na afirmação e concordei plenamente. Inclusive, acredito que não só dar como beijar.

Se tem um prazer que tenho nessa vida é conhecer o “backstage” da minha própria vida. Aquelas informações que acabamos sabendo depois que algo aconteceu. Uma daquelas coisas que vivem influenciando nossa vida diretamente, mas não temos a mínima idéia no momento.

Pois bem, na grande maioria das vezes que tive acesso a esse tipo de informação, percebi que meus méritos eram menores do que imaginava. Percebo que não conquistei aquela mulher com meu senso de humor inteligente, não foram meus dentes brancos que a trouxeram até minha boca, muito menos minha personificação de John Travolta na pista da balada. Sempre acabo descobrindo que ela já tinha me aceitado bem antes. Fosse no Facebook, no “oi” ou qualquer outro contato. Quando eu nem estava destilando todo meu charme.

Isso quer dizer que somos pegos? Não! Como bem disse a Carolina, elas decidem se dariam ou não. Dar é outra história. E é aí que a gente entra, não como Casanovas conquistadorese sim como Homers Simpsons. Nos concentrando pra não estragar o que está funcionando, como fazemos tantas vezes. Duh!

Basta não falarmos (muita) coisa errada, não termos bafo, não tentarmos pegar a amiga dela ao mesmo tempo (se quiser um ménage, pegue uma primeiro, depois seja bom o suficiente para convence-la a adicionar a amiga a brincadeira). Se nos atentarmos a esses detalhes, nos damos bem.

Agora será que é possível achar a fonte? Fazer com que elas desejem dar pra gente? Acho que não, não como uma ciência exata. As coisas podem mudar, de repente ela pode te achar atraente após anos, ou ela mesma mudar e decidir que em certo momento quer algo que abominou no passado. Mas isso é mérito nosso? Só se for por acidente.

Assim aceito essa verdade de braços abertos, pois no fundo, no fundo, sempre soubemos que o controle nunca esteve em nossa mão. Sempre (ou quase sempre) sentimos que tivemos um sorte desgraçada delas terem se convencido a ficar conosco. De certa forma é libertador assumir que nós não pegamos ninguém. Só fazemos menos besteiras que outros.