terça-feira, novembro 24, 2009

Remakes e Reprises


Por mais que nos esforcemos, nossa vida é uma eterna seqüência de reprises e remakes. Vivemos um dia atrás de outro, com a crença de que podemos fazer o presente especial, mas em geral, acabamos nos acomodando e deixando pra amanhã. Assim seguimos repetindo ou refazendo tudo que já vivemos.

Até os 20 anos não, o ineditismo é inerente a nossa pequena experiência. Temos muito o que aprender, conhecer, e realmente podemos dizer que boa porcentagem de nosso tempo livre é repleto de dias realmente especiais. Nossos primeiros. Beijos, empregos, fracassos, amores.

Se você tem menos de 20 anos, e não está fazendo nada de melhor, encare isso tudo como qualquer conselho de uma pessoa mais velha. Ou seja, ignore. Já se você tem mais de 30, está ansiosamente esperando eu contar algo que você não tenha pensado ainda, algo que resolva esse saudosismo involuntário. Bem, obviamente não vai conseguir nada desse tipo aqui.

Voltando ao ponto. Reprises e remakes. Os conceitos são bem conhecidos. Reprise é apenas a repetição do que já foi feito. O jantar naquele restaurante ótimo que você conheceu por acaso, o fim de semana naquela pousada em Camburi que você achou na internet ou aquela aflição quando acha que tem alguma TV ligada em casa. Mesmo sabendo que já a desligou.

Remakes são novas versões do que já foi feito. Os atores são diferentes, quem sabe o mocinho do antigo é hoje seu pai, talvez a locação tenha mudado de uma cidade para outra, mas em sua essência, a história é a mesma, os personagens e o fim principalmente. Assim é praticamente tudo que achamos estar fazendo de novo em nossas vidas. Aquela vaga na multinacional que você sempre quis, aquele caso que começou em boteco sujinho no Centro ou aquela balada hiper-ultra-mega-blaster-hipada que abriu no bairro da moda. Convenhamos, você sabe que é um remake.

Mas eu concordo, existem algumas coisas realmente novas na vida de quem tem mais de 20. Algo que vivemos e não temos parâmetros próprios, algo para qual não temos o “driver”. Podemos falar que ter o primeiro filho é algo realmente novo. Se tiver muita sorte, quem sabe só veja uma pessoa querida morrer depois dos 20. Se tiver sorte. E quem sabe você ainda não tenha vivido um grande amor. Azar.

Mas, ainda que existam sim, coisas novas na vida de um recém adulto, elas são raras e você tem que ter muito peito para encontrá-las. Criar oportunidade para isso sem cair no “conto do remake” é muito difícil. E a razão é que se você ainda não fez alguma coisa até os 20, é porque você tinha fortes razões para isso. Medo, pavor, preconceito. Todo tipo de grande paradigma conquistado durante sua criação.

O truque para não se incomodar com isso eu não preciso ensinar a ninguém. Todos nós sabemos bem qual é. É acreditar que já temos o que queremos, é crer que remakes são inéditos e curtir as reprises fingindo ter esquecido aquela história. Fingindo estar vivendo algo pela primeira vez. Se você não é dos que para pra pensar no que está fazendo até que funciona.

sexta-feira, novembro 13, 2009

ATENÇÃO! DJKast em novo endereço.

Enrolei o quanto pude, mas depois de não conseguir atualizar o último DJKast em sua casa costumeira, resolvi migrar para outro canto. Vai ser pra melhor com certeza, agora em domínio próprio. Com um layout praticamente idêntico, mas vamos melhorando.

Com a mudança tive que mudar mais uma vez o feed pro iTunes. O antigo continua valendo, mas apenas para os programas passados. Todos os novos estarão no feed novo.

Então me desculpem o incomodo, peguem caneta e papel e anotem:

A página principal do DJKast é: http://www.krisarruda.com.br/DJKast/DJKast.html

Para Ouvir todos os programas vá para: http://www.krisarruda.com.br/DJKast/Archive.html

Para adicionar o feed no iTunes e não precisar mais pensar no assunto o endereço é esse: http://feeds.feedburner.com/djkast

O Feed, que é o que dá mais trabalho pra vocês, garanto que não vou mais mudar, ou pelo menos, nunca mais vou pedir para mudarem.

Espero que me perdoem e que valha a pena. Saibam que eu faço com o coração, e considero vocês pra caralho. Amo vocês porra. Snif Snif...

quinta-feira, novembro 12, 2009

DJKast #043 - The Good, The Bad, The Beautiful.


We're Alive! Voltamos com um DJKast fresquinho feito pão ás 5:30 da matina. Neste programa contamos com a ajuda de três moçoilas bem diferentes, mas as amo igualmente. O segundo bloco é deja vu, coisas novas que parecem velhas, e o flash tem incríveis 7 minutos e meio de música.

Espero que gostem.

Rolaram:

Lily Allen - Not Fair
Taylor Swift - Lovestory (Digital Dog Radio Mix)
Kylie Minogue - 2 Hearts
Jace Everett - Bad Things
Delta Spirit - People C'mon
She and Him - Why Do You Let Me Stay Here?
Company B - Fascinated (Ultimix)

Para ouvir no computador clique aqui e para adicionar no iTunes clique aqui.

Caso clicar acima não adicione o feed automaticamente no seu iTunes, para adicionar o feed "na raça", basta abrir o programa, ir na opção "Advanced", daí clicar em Subscribe to Podcast e inserir esse link na caixinha: http://feeds.feedburner.com/djkast

Como sempre, se tiver qualquer dúvida, ou quiser pedir alguma música, basta me mandar um e-mail

Mood of The Day!

O casal do vídeo também contracena em 500 Dias com Ela, comédia romântica dirigida pelo diretor Marc Webb, que também assina o estiloso clipe.

Ah, ela é a Zooey Deschanel, e eu nem vou falar nada sobre...


She and Him - Why Do You Let Me Stay Here

quinta-feira, outubro 29, 2009

Mood of The Day!


Delta Spirit - People C'Mon

I'm a wandering soul
I got no place of my own
Well I got nothing to give
Well I got nothing to show for it
And I'll be wondering all, for all my years
What I become no one could know

If you're feeling what I'm feeling c'mon
All you soul searching people c'mon

And I got something to say my friends
I will never lay down without a fight
And when I die it will be the day
When every one of my wrongs will be made right
Only times gonna heal my pain
Lord knows the mistakes I will make
Yeah there'll be peace on my soul someday
Reconside I'll be on my way

And I'll be wondering all, for all my years
What I become no one can say

If you're feeling what I'm feeling c'mon
All you soul searching people c'mon
Oh no, if you're feeling what I'm feeling c'mon
All you soul searching people c'mon

And I'll be wondering all, for all these years
What I become no one could know
If you're feeling what I'm feeling c'mon
All you soul searching people c'mon

quarta-feira, outubro 21, 2009

Mood of The Day!


Radiohead - High and Dry

Two jumps in a week, I bet you think that's pretty clever don't you boy.
Flying on your motorcycle, watching all the ground beneath you drop.
You'd kill yourself for recognition; kill yourself to never ever stop.
You broke another mirror; you're turning into something you are not.

Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me dry

Drying up in conversation, you will be the one who cannot talk.
All your insides fall to pieces, you just sit there wishing you could still make love
They're the ones who'll hate you when you think you've got the world all sussed out
They're the ones who'll spit at you. You will be the one screaming out.

Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me dry

It's the best thing that you've ever had, the best thing that you've ever, ever
had.
It's the best thing that you've ever had; the best thing you've had has gone away.

Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me high
Don't leave me dry.

quinta-feira, outubro 08, 2009

525.600 minutos.


É esse o tempo que me resta de vida. Fui lá no medico e o danado sentenciou. Um ano. Nem um dia a mais ou a menos. Engraçado como nunca temos 3 meses e 22 dias de vida. Sempre 1 ano ou 6 meses. Dei sorte.

Após o baque, chororô e revolta cheguei ao momento que todos chegamos quando temos um ano de vida. E aí? O que farei com o tempo restante? Afinal, tendo prazo de validade, nem presunto fica parado. Rapidinho vira mistura para omelete.

Comecei a pensar em tudo que queria fazer antes de morrer. Tudo que não poderia fazer falta na minha experiência de vida. Rapidamente percebi que “Ter”, não seria um verbo recorrente na lista. Qual o valor em ter algo quando o calendário é uma contagem regressiva para transformação em pó? O máximo que pode-se almejar nessa situação é uma urna, ou um caixão bacana daqueles dos filmes americanos.

A lista, no meu caso, começou com lugares e eventos que sempre desejei presenciar, experimentar. O primeiro foi assistir uma aurora boreal. Aquele fenômeno que acontece perto dos pólos, onde partículas de “sei lá o que” se chocam com a atmosfera e criam luzes no céu similares a grande parte dos protetores de tela do mundo. É besta? Talvez, mas eu sempre quis.

Egito. Sempre foi um dos lugares que quis visitar. Apesar de só ter ido para os Estados Unidos a vida inteira, e não ser fanático por velharia, conhecer as pirâmides é necessário. Pelas dimensões, pelos credos, por ver exatamente a mesma coisa que humanos de quatro mil anos atrás viram.

A lista de lugares cresceu e percebi que teria que planejar uma volta ao mundo. Tudo bem. Um ano.

Enquanto planejava, podia ir agilizando as coisas que podia fazer por aqui mesmo. Saltar de paraquedas, dirigir uma Ferrari, me apresentar para um grande público e curtir o aplauso. Entre outras coisas.

Conforme a lista foi tomando forma, percebi que grande maioria dos itens poderiam ter sido realizados há anos. Me perguntei porque nunca os realizei e imediatamente identifiquei os suspeitos usuais. Falta de tempo e dinheiro.

Gente morrendo fica impiedosa (honesta) com sigo mesmo e com o mundo, portanto logo percebi que gastei muito dinheiro com besteira e muito tempo com...bem....com nada. As únicas “faltas” que poderiam ser culpadas por eu nunca ter realizado esses grandes desejos da minha vida eram a falta de vergonha na cara e de força de vontade.

Mas, eu estou morrendo, vinte minutos já se foram, não podia perder mais tempo.

No dia seguinte da terrível consulta ia pra Boituva, saltar de paraquedas, e logo depois já estava agendado o aluguel de uma Ferrari 430 pra passar o feriado. Mês que vem começaria minha volta ao mundo, o cronograma ia respeitar as melhores épocas de cada local. Na mala, algumas peças de roupa e só. Sem computador, sem celular. Não podia perder tempo. Lá se foi mais um minuto.
Percebi então como tive sorte em ser sentenciado de morte. Em saber que daqui há um ano não poderia fazer mais nada disso. Podia aproveitar enquanto há tempo, por mais que não fosse muito. Fiquei feliz em ter tido essa sorte, imagina só se esse fosse apenas um texto fictício, onde percebo que não estou vivendo e tenho grande chance de continuar culpando a falta de tempo e dinheiro pelas minhas frustrações.


* Este texto foi inspirado pelos dois filmes abaixo.






E essa é a excelente música que "cedeu" o título a esse texto.



quarta-feira, setembro 30, 2009

Sentimental eu sou...


Macho que é macho não chora. Mas com Macho Moderno não é bem por aí. E problema da mulher que não gostar. Se você é homem e também se incomoda com isso, não dou a mínima. Eu choro muitas vezes como uma criança, outras só marejo, mas tem vezes que são realmente constrangedoras. Abro o berreiro, fazendo careta e tudo. Por que? Porque sim.

Se tem uma coisa que o Macho Moderno aprendeu é que segurar os sentimentos é inútil. Não sei se foi a liberdade, a pressão ou os roteiristas de seriados que melhoraram, mas atualmente, cada vez mais e mais homens deixam correr as lágrimas quando sensibilizados por algo.

Sinto isso há anos, mas como com muitos assuntos, só me sinto a vontade em falar sobre, quando o papo chega a mesa de bar. Para minha surpresa, meus amigos mais mamutes confessaram abertamente que sim, dependendo do comercial de margarina, saem choramingando pro banheiro fingindo cisco no olho.

O processo pra mim ocorreu há uns bons 6-7 anos. De uma hora pra outra comecei a sentir esse aperto no peito, que cada vez mais rápido sobe para os olhos. A época coincide com meus primeiros passos em direção a adultescência, a estar por mim mesmo, a pagar por minhas escolhas.

O choro do macho Moderno nada tem a ver com fragilidade, ou feminilização. Ainda saímos de uma reunião em que tomamos uma comida com raiva, ainda mandamos pro inferno quem nos ofende e dizemos coisas impublicáveis quando nos cortamos abrindo uma lata.

É a empatia que nos pega. É enxergar em outros algo que nos atingiu, é presenciar um sonho nosso, realizado por alguém, é saber que alguém fez o que não temos coragem de fazer.

Não contando “Coração Valente”, que até o Predador choraria assistindo, não me emocionei com nada em minha adolescência. As coisas eram legais ou chatas. Boas ou lixo. Não possuía repertório, não havia construído meus valores, não sabia ainda que meus sonhos eram sonhos.

Só uma coisa me fazia chorar quando menor e acredito que fará para sempre. O amor. Em relação a isso nunca poupei lágrima. Sempre que senti vontade me acabei, tentei expelir lágrimas como se pudesse esvair junto todo aquele sentimento. Fosse para me livrar dele ou contagiar outros.

Esse choro eu cultivo pra sempre, e quem disser que nunca chorou é porque nunca sentiu algo intenso como o que já senti. E por vocês, eu choro.

DJKast #043 - No topo do mundo.


Nação Cronista em festa! Na semana do grande lançamento editorial do ano, ou quase isso, o DJKast traz um bloco só de versões acústicas. Músicas de gêneros diferentes interpretadas no melhor estilo "conquistador tocando violão no luau". O Segundo bloco é moderninho, cheio de atitude querendo provar que o futuro já chegou. No fim, o hino Cronista para a semana. Estamos no topo do mundo.

Rolaram:

Foo Fighters - Times Like These (Acoustic)
Jose Gonzalez - Teardrop
Iron & Wine - Love Vigilantes
The Kills - Sour Cherry
La Roux - Bulletproof
Digitalism - Pogo (Shinichi Osawa Remix)
Dean Martin - I'm Sitting in The Top of The World

PS: Vá ao lançamento do livro, otherwise "I'll hunt you down and kick your ass".


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segunda-feira, setembro 21, 2009

O Almanaque!


É isso. Depois de anos na batalha, os Cronistas Reunidos finalmente
serão autores publicados.

O Almanaque do Macho Moderno (título que deu origem ao nome do meu
blog) terá grande lançamento no dia 01 de Outubro de 2009. Um pequeno
passo para os Cronistas, um gigantesco passo para quem mora longe do
Shopping Morumbi.

Portanto, em breve colocarei por aqui mais detalhes do evento. Por
ocasião do lançamento, o endereço www.machomoderno.com.br será
cedido para promoção do livro por um tempo. Mas não se desesperem, o
blog continuará atendendo no antigo endereço,
machomoderno.blogspot.com

Por agora é só. Aguardem por mais detalhes em breve.

UPDATE:

A partir de amanhã, quando vocês acessarem www.machomoderno.com.br já cairão na página de promoção do livro. Portanto, por esse período acessem o blog por http://machomoderno.blogspot.com

sábado, setembro 19, 2009

DJKast #042 - I'll let you finish...


O programa dessa semana está tão bom que não aguentei e tive que soltar no sábado mesmo. O primeiro bloco relembra o início dos anos 90, quando tudo que tocava vinha de Seattle. O segundo traz novidades boas, com participação especial do Kanye "Jackass" West. Espero que gostem!

Rolaram:

Pearl Jam - Even Flow
Stone Temple Pilots - Wicked Garden
Screaming Trees - Nearly Lost You
Jay-Z - Empire State of Mind
Mr Hudson - Supernova (Feat. Kanye West)
MIKA - We Are Golden
Betty Boo - Where Are You Baby

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segunda-feira, setembro 14, 2009

DJKast #041


41 está aqui. Programa bom com pops de rádio e um revival das músicas que fizeram das batidas quebradas ( al la Timbaland) o sucesso que é hoje. Espero que gostem.

Rolaram:

The XX - Shelter (Them Jeans Drum Edit)
Kings of Leon - Use Somebody
Madonna - Celebration
Pink - There You Go
Usher - My Way
Ludacris - Number One Sopt
Chocolate - Ritmo De La Noche

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PS: A imagem não quer dizer nada.

terça-feira, setembro 08, 2009

Sejamos todos Supernovas.


Supernova é o nome dado aos corpos celestes surgidos após as explosões de estrelas com mais de 10 massas solares, que produzem objetos extremamente brilhantes, os quais declinam até se tornarem invisíveis. Em apenas alguns dias o seu brilho pode intensificar-se em 1 bilhão de vezes a partir de seu estado original, tornando a estrela tão brilhante quanto uma galáxia, mas, com o passar do tempo, sua temperatura e brilho diminuem até chegarem a um grau inferior aos primeiros.
A explosão de uma supernova pode expulsar para o espaço até 9/10 da matéria de uma estrela. A partir daí, uma sequência de eventos promove o colapso total da estrela, dando origem a uma singularidade no espaço-tempo, conhecida como Buraco Negro, cuja Velocidade de Escape é um pouco maior do que a velocidade da luz.

Os dados científicos, se passarem batido, são apenas dados. Informaçoes irrelevantes ao dia-a-dia de pessoas comuns como eu e você. Mas se pararmos um segundo para refletir, veremos que esse papo de sermos feitos de poeira das estrelas, de vez em quando até que faz sentido.

Não é difícil fazer o paralelo entre nossos astros cheios de luz e nossas próprias vidas mundanas. A partir do momento que consideramos nossos relacionamentos, feitos, indivíduos como objetos e eventos brilhantes, nos indentificamos com as supernovas.

Nascemos assim, brilhantes, explodindo para nosso próprio universo, e desde desse momento, lentamente vamos apagando, nos consumindo. Esse é nosso ápice, ninguém faz nada maior do que nascer, todo o resto é consequência. Por mais que briguemos, por mais que façamos a diferença, nada é mais impressionante do que começar a existir.

Poderia falar sobre todos as ramificações de nossas existência, apontando sempre um momento que ofusca todos os outros. Como sempre, prefiro falar sobre as relações humanas, razão pela qual não nos extinguimos de vez, logo após nascer.

Em todos nosso relacionamentos, basta pararmos um segundo pra pensar, podemos identificar esse momento. Seja um primeiro beijo, uma tarde na praia, uma ligação na madrugada. São esses pequenos instantes que nunca conseguimos esquecer, que com sua luz ofuscante nos marcou como fossemos negativos.

Não adianta brigar ou espernear, perfeito mesmo, só esses instantes, que ás vezes duram milisegundos, quando com sorte, alguns minutos. O resto é apenas uma grande torrente de imperfeição, em intensidades diferentes.

Isso não é motivo para tristeza ou depressão. A busca desses momentos, tem seu brilho próprio e ascendente. Por mais que não ofusquemos toda uma galáxia, por mais que não tenhamos a sensação que o universo inteiro nos admira, sabemos que estamos ali, grudados no firmamento, esperando nosso grande momento, para depois aceitar as leis da “física” e começarmos a nos apagar.

Somos todos buracos negros em potencial, prontos para transformar tudo de bom que expelimos em destruição própria, inconformados com a aparente falha de constituição.

Mas querer brilhar mais que toda uma galaxia, pra sempre é pedir demais. É querer ser Deus, é pretender ser a força mais absoluta do universo. Aceitemos nosso papel no espaço, o papel de compor um universo, esse sim perfeito, em que, por nossa sorte, temos a opção de ser pequenas estrelas anãs, quase insignificantes, temorosas em brilhar demais sabendo do destino de quem brilha, ou lutamos para sermos supernovas, que tem os dias contados, mas dias que farão a diferença. Para toda uma galáxia.

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