A (minha) verdade seguiu absoluta por anos, até que duas coisas aconteceram.
A primeira, uma ex-namorada, fanática por Sex and The City, me convidou a assistir junto o fatidico seriado. Eu assisti (e gostei) todas as 6 temporadas. Nos seis anos de história, dois caras da série me chamaram atenção. Um, o Mr. Big, exemplo de como um homem deve lidar e aprender com as coisas que não entendemos das mulheres.
O outro foi Aleksandr Petrovksy, um russo que a Carrie namora na última temporada. Bem, tentando não perder o foco, depois de um bom tempo, fui descobrir que quem fazia o russo era o bailarino Михаил Николаевич Барышников, também conhecido como, Mikhail Nikolaevich Baryshnikov.
Quem é da minha época deve se lembrar dele. Pelo menos do nome.
E aí? E aí que vi o cara interpretando um cara completamente hetero, e li que não precisou interpretar muito, pois o personagem era bem parecido com ele. Ok, talvez fosse uma exceção no planeta.
A segunda coisa que me aconteceu, envolvendo Ballet, foi conhecer uma bailarina. A primeira que conheci em toda a vida. E, curioso que sou, a "sabatinei" com milhares de perguntas. Ela me explicou que realmente, no Brasil, bailarino hetero é um em um milhão. Mas que fora daqui é muito diferente. Inclusive, em muitos lugares, bailarinos tem fama é de comedores. Na Rússia por exemplo. Aha!
Mas ainda assim, os trejeitos, o colã, as sapatilhas. Não tinha jeito. A prova final, fui assistir o tal do russo dançar em vídeos no YouTube. Pelo processo, fui tentando esquecer aquele bando de frescura e me atentar ao movimento, a expressão em si. O que vi, não foi graça, nem "desmunhecada". Vi precisão, força, rapidez. Vi que esse cara consegue fazer a coisa mais "gay" do mundo, de uma maneira masculina. Masculina como pregar tábuas? Óbvio que não. Mas ainda assim.
Dê uma olhada se vocês conseguem enxergar o que eu enxerguei.
Pobre Gregory Hines, tentando acompanhar.
[UPDATE] A Tha colaborou por comentário. Mais uma razão para olhar o Ballet com outros olhos.